Blog do Sabones - Expediente

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Pery Ribeiro fala sobre a minissérie que contou a história de seus pais: Dalva e Herivelto



Não há nada que Pery Ribeiro, de 72 anos, não queira ver revelado na microssérie Dalva & Herivelto – Canção de amor, sobre a vida da cantora Dalva de Oliveira e do compositor e cantor Herivelto Martins, que a Globo vai exibir em cinco capítulos, a partir de 4 de janeiro.

“Eu sou um filho que tem tanto amor pelos pais que não sou capaz de querer filtrar absolutamente nada da conduta deles. O meu amor pelos dois é tão grande que eu quero que o Brasil saiba quem eles foram, com direito inclusive ao peso de algumas imagens, para que as pessoas entendam por que meu pai, por exemplo, foi tão cruel em determinados momentos da relação dele com Dalva.

Herivelto sentiu uma dor profunda ao perder seu grande amor. Disfarçar isso é difícil”, justifica o também cantor, que, muito antes de o programa ir ao ar, já provoca polêmica ao criticar algumas posturas da emissora carioca em relação à família.

Um dos momentos cruciais, que na opinião de Pery não poderá faltar à trama, é a briga musical travada entre os pais. “Durou de sete a oito anos e resultou em um repertório maravilhoso”, recorda. Ele ressalta que o início se deu com a gravação de Tudo acabado, de J. Piedade e Osvaldo Martins, por Dalva, em 1949.

Autor do livro Minhas duas estrelas – Uma vida com meus pais Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, que ele escreveu a quatro mãos com a então mulher, Ana Duarte, Pery tinha informação de que a série seria inspirada em sua obra.

Consultora de Maria Adelaide, a irmã Yacanã Martins, que também é atriz e vai atuar no programa, desmente o cantor e diz que Dalva & Herivelto não tem nada a ver com o livro do irmão, que prioriza a relação conturbada dos dois. Mesmo convidado publicamente pelo diretor Denis Carvalho para acompanhar de perto a gravação de algumas cenas, Pery não assistiu à nada ainda.

“Eu tenho interesse em ver, mas eu não sei onde eles estão, para onde vão”, desconversa o cantor, que diz crer no empenho da equipe. “Lamentavelmente, a gente não tem ingerência nenhuma sobre Dalva & Herivelto. Eu entendo que é um programa grande, de altíssima responsabilidade, em que eles não podem correr risco de ter o filho de alguém dizendo não ter gostado disto ou daquilo”, acrescenta.

“Poderiam abrir uma brecha, mas não é o que tem acontecido”, lamenta Pery Ribeiro, cujo relato da vida conturbada dos pais em livro não teria agradado a parte da família. “Eu estou pedindo a Deus que seja uma coisa legal. Acredito que seja uma coisa bonita, o Denis é um excelente profissional, um excelente diretor. Mas a gente fica sempre com aquela curiosidade: será que vão fazer meu pai legal? E a minha mãe?”, interroga-se, otimista em relação às interpretações de Fábio Assunção e Adriana Esteves, que vão protagonizar a série.

EMPENHO E IDENTIFICAÇÃO

“O Fábio está muito empenhado em viver meu pai, principalmente porque ele está saindo de uma crise existencial muito grande, uma situação difícil na vida de qualquer ser humano. Isso tem feito dele um lutador”, diz a respeito do tratamento antidrogas a que o ator se submeteu.

Sobre Adriana, Pery diz apenas tratar-se de uma pessoa emocional por excelência. Se o programa será fiel ou não à realidade que ele viveu de perto, Pery não quer saber. “O pior nessa história toda é o fato de meus irmãos não gostarem do meu livro. Há uma realidade transcrita ali que não obedece às boas lembranças deles”, diz a respeito de Ubiratan Ribeiro, além de Yaçanã Martins.

“Ao não gostarem do livro, eles fizeram uma certa pressão junto à Maria Adelaide para que a microssérie não fosse baseada nele. Como ali há histórias que nunca foram contadas, acredito que saiam diretamente do livro para a série”, aposta o filho de Herivelto e Dalva.

Com a provável volta do nome dos pais à grande mídia, Pery Ribeiro vai aproveitar para fazer um disco com o repertório da famosa briga musical dos pais. Na opinião do filho, todas as homenagens feitas até aqui aos dois, seja em musicais, seja em outras peças teatrais, foram muito hollywoodianas, com muita maquiagem. “Espero que a série ofereça uma realidade um pouco mais fiel. Dalva e Herivelto foram pessoas tão grandes na música brasileira e na própria vida que viveram que não vale a pena jogar nada para debaixo do tapete”, conclui.

AMIGO DE TODAS AS HORAS

Funcionário público aposentado que vive em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Nacib Amum Farah, de 74 anos, se transformou em uma espécie de preparador de atores ao receber alguns integrantes do elenco da microssérie da TV Globo em sua casa, para dar dicas sobre Dalva e o universo trágico pelo qual ela transitou. “Morei com Dalva por 80 dias, em uma casa de saúde de Copacabana”, recorda o presidente do mais importante fã-clube da cantora, que se tornou amigo e confidente dela. Para ter uma ideia da importância de Nacib na trama, vale lembrar que Dalva de Oliveira morreu literalmente em seus braços.

Além do ator paulistano Luiz Araújo, que vai interpretá-lo em Canção de amor, Nacib diz ter recebido a própria Adriana Esteves, a quem deu dicas do gestual todo particular de Dalva. “Ela jamais dava as costas para o público”, ensinou à protagonista da série, salientando que para agradecer à plateia Dalva cruzava os braços sobre o peito, não muito encostados, sugerindo que eles portassem rosas que ela levaria para a sua protetora, Nossa Senhora Aparecida. “A mim, ela contava que teria visto Nossa Senhora assim”, recorda o confidente. Segundo admite, na cena a cuja gravação ele assistiu, Adriana estava “maravilhosamente maquiada”. “Se alguém visse, a confundiria com Dalva.”

Troféus, coroas, placas, retratos e casacos de pele da cantora integram o extenso acervo do ídolo que o fã guarda na própria casa. Parte do material, que ele costuma expor a convite de instituições, está sendo emprestada para as gravações da microssérie. “Sou contra museus, veja o que ocorre com o acervo da Carmen Miranda, praticamente jogado naquilo que chamam de museu”, critica. O que Nacib mais admirou na amiga foi a interpretação trágica que ela imprimia nas canções. “Dalva se entregava de maneira inimaginável à música.” Ao fã ele confessou que não se inspirava em ninguém para cantar. “É a minha interpretação”, teria dito Dalva, uma pessoa simples e humilde, conforme o relato do presidente do fã-clube.

Um comentário:

  1. olha tudo isso q esta sendo dito e falado faz parte...seria impossivel agrardar e acerta todas
    acho q pery fez o que queria e devia ser feito..
    e fez bem feito...
    O resto e especulacao e detalhe..
    pery tiro todos os meus chapeus pra vc
    desculpe estar opinando tanto...
    regina

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