Blog do Sabones - Expediente

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Entrevista com o "Casseta" Gustavo Mendes


Tive de elaborar uma entrevista com o comediante, amigo e figura da Rede Globo Gustavo Mendes para o laboratório de impresso para a Faculdade de Comunicação da UFJF, onde curso o 7º período. Gustavo nasceu em Guarani-MG, tem 23 anos (30/01/1989) e hoje faz parte do time do “Casseta e Planeta”.

Gustavo Mendes - fenômeno do humor 
da Zona da Mata para o mundo

Gustavo, quando você começou a atuar no teatro?
GM – Comecei com 10 anos de idade no Teatro Tradição Câmara de Guarani, com a direção de César Ornelas. Eu achava muito bacana os espetáculos apresentados por eles.

Quais são suas primeiras experiências no palco?
GM - Foi num prólogo de Molier chamado Esganarello. César adaptou a uma comédia e chamou de “Corno apaixonado” (risos). César era um cara incrível, pena que morreu em 2007. Também fiz uma dupla sertaneja com meu irmão caçula, sem muito sucesso. Eramos João Antônio e Gustavo, o orgulho do senhor Antônio e de dona Terezinha (papai e mamãe).

Por que escolheu a comédia para trabalho profissional?
GM – Na verdade já fiz comédia e infantil. Nunca fiz drama e tenho uma certa tristeza por isso. Mas todo mundo só me chama para comédia (risos). Eu queria mesmo ser apresentador de TV, tipo auditório, sou fã do Silvio Santos e disseram que se eu fizesse comédia entraria na TV com facilidade. Mas sempre fui de contar piadas, ser engraçadinho mesmo e logo percebi que era meu estilo.


Você veio para Juiz de Fora para fazer teatro?
GM – Não! Vim para JF aos 16 anos de idade para estudar Ensino Médio e fazer um curso técnico de laticínio na Cândido Tostes. Minha família tem muita gente nessa área. Estudava 12 horas por dia e estava triste porque percebia que não era aquilo que queria. Eu ficava fazendo graça no curso e até os professores falavam que tinha que ser comediante. Eu ganhei o prêmio da TV Alterosa de humor, fiquei tão entusiasmado que escrevi uma comédia chamada “Família unida se lasca unida”, foi sucesso, rodamos a região e aí não parei mais.

"Eu quase trabalhei na área de laticínios..."

No início da carreira, quais as pessoas que ajudaram?
GM – Gostaria de falar de dois caras em especial. Natálio Luz que foi meu diretor e incentivou muito e Bruno Braune do Empório Artesanal. Este deu a oportunidade de mostrar meu talento no stand’up todas as sextas e sábados em seu bar no ano de 2007.

Como você tá encarando este novo projeto, agora na rede globo?
GM – Cara! Nem os meus mais profundos sonhos imaginava que estaria lá aos 23 anos de idade. Quando dizia para minha mãe que queria ser artista ela me disse uma frase: “Gustavo, a carreira de artista é para cada um em um milhão”. E quando cheguei na emissora, o pessoal do Casseta falou a mesma frase, foi um choque e lembrei o que sempre disse a minha mãe: “Mãe, eu serei esse um.”

Você trabalhou com o Tom Cavalcante na Record e agora trabalha com a turma do Casseta e Planeta na Rede Globo. Quais as diferenças entre os comediantes e a liberdade de trabalho nas emissoras?
GM – Todos os comediantes são maravilhosos, cada um no seu estilo. Na Globo faço parte do time, dou ideia e tenho um quadro. Na Record sentia que estava no banco de reservas, aparecia pouco e não tinha poder de criação. Agora sou um “Casseta”.

Você trabalhou por muitos anos em Juiz de Fora. Como você enxerga a receptividade do nosso público com o humor? 
GM – Cruel. Não aceita qualquer coisa, é exigente mas sincero. A platéia juizforana não enche teatro porque o ator é da novela ou etc. É por gosto. Quando gosta é verdadeiro. No meu caso, nunca tive problemas. Vim de Guarani e sempre deixei isso claro no meu trabalho que é feito com respeito e responsabilidade. Meu público em JF é fiel e muito carinhoso.

Em quem você se espelhou?
GM – Tom Cavalcanti, Ronald Golias, Pedro Bismark, Chico Anysio, José Vasconcelos e o humor rápido dos Cassetas. Falo que colocaram um pouquinho de cada e bateram no liquidificador, sou uma vitamina dessa receita (risos).

Tem alguém que gostaria de trabalhar?
GM – Ronald Golias, Chico Anysio (infelizmente não dá mais) e tenho esperanças com o Silvio Santos.

Dilmais, personagem no "Casseta e Planeta"

A “Dilmais” é sua principal personagem? Como foi o contato com o Kibeloco? Alguém indicou ou você enviou material para eles?
GM - Sim, sem dúvida! O Antônio Tabet do Kibeloco ligou pra mim e propôs uma parceria. Já estava trabalhando com o Tom e tive a oportunidade de apresentar minha criação, mas as pessoas passaram a conhecer a Dilmais e não o Gustavo. Foi quando pintou a oportunidade de fazer parte do blog de humor Brasil Jacaré Banguela que além de personagens as pessoas conheceram o criador.

Muitos comediantes caem no esquecimento por ter trabalho somente com um personagem. Você tem outro personagem para o futuro?
GM – Sim. Tenho vários. Entrei no Casseta recentemente. Eles trabalham no novo projeto há quase um ano. Meus novos trabalhos aparecerão na segunda temporada, está muito em cima colocá-los agora. 


"Ao amigo Gustavo Mendes desejo sucesso! Pessoa talentosa, inteligente e simples. Nunca negou suas origens e tenho a certeza que a palavra para seu futuro é SUCESSO. Obrigado pelo gostoso bate papo que chamamos de entrevista e que Papai do Céu abençoe hoje e sempre!"
                                                                                                                            Márcio Sabones

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