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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SE JOGAR ÁGUA, O CRIME CRESCE COMO UMA ÁRVORE

Folha de São Paulo
01/09/2010 - 11h10
Taxa de homicídios no Brasil cresce 32% em 15 anos, diz IBGE



COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A taxa de homicídios no Brasil cresceu 32% em 15 naos, de 1992 a 2007, de acordo com a pesquisa IDS (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2007, a média foi de 25,4 mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto em 1992 o índice ficou em 19,2 mortes.
O Estado com a situação mais crítica foi Alagoas, com 59,5 homicídios para 100 mil pessoas. Espírito Santo ficou em segundo, com 53,3 homicídios por 100 mil, e Pernambuco ficou em terceiro no ranking dos Estados com mais homicídios, com 53 mortes por 100 mil habitantes.
As menores taxas estavam em Santa Catarina (10,4), Piauí (12,4) e São Paulo, que passou de 28,5, em 2004, para 15,4, em 2007. Segundo o IBGE, a taxa de homicídios subiu de 1992 a 2004 e, a partir deste ano, teve uma tendência de queda até 2007. Em relação às mortes por acidentes de transporte, o maior valor apareceu na região Centro-Oeste, que teve 44,8 mortes por 100 mil habitantes. A região Sul ficou em segundo lugar, com 43,2 mortes por 100 mil pessoas. A média brasileira para este tipo de morte foi de 20,3 por 100 mil, menos da metade das taxas no Centro-Oeste e no Sul. Os dados são de 2007.




Comentário sobre matéria da Folha de S. Paulo


O texto com data de 01/09/2010 da Folha de S.Paulo comenta alguns dos assuntos mais discutidos nos últimos anos pela mídia brasileira. Violência e acidentes de trânsito. Sabemos que são um dos maiores fatores de perdas de vidas em nosso país, depois de doenças cardíacas e cancerígenas. Logo de entrada, o texto passa a informação de que a taxa de homicídios no Brasil cresceu 32% em 15 anos. É lamentável, triste e aterrorizante. E no final, faz um comparativo dos crimes com os acidentes em morte de nossas rodovias.

Faremos uso de dois discursos neste comentário. O primeiro voltado ao texto da Folha, com os dados do IBGE, IDS e etc. Reforçando a ideia de que a violência teve um acréscimo considerável e ganhou força a cada dia. É possível enxergar o aumento de violência no Brasil, tendo como base a formação de grupos criminosos, como o Comando Vermelho (C.V.) no Rio de Janeiro, o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, entre outros. O que assistimos em programas televisivos é que cada vez mais o crime se organiza. Eles possuem armas de poderosos exércitos (Israel, EUA, Rússia), um grande volume de drogas, produtos roubados e grande número de pessoas envolvidas no grupo. Mas resume informando que de 2007 pra cá, a situação está mais favorável, com consideráveis diminuições. Será mesmo?

De outro lado, um discurso sensacionalista. Será? Jogar tantos números negativos para os leitores, seria proposital? Estamos às vésperas de mais uma eleição em nosso país, quem sabe se aterrorizar as pessoas seria uma coisa interessante? Estados foram destacados. Isso poderia ajudar? A segunda versão dos fatos é mais ácida, mas não podemos deixar de considerá-la. Devemos lembrar que o aumento populacional do país nos últimos 15 anos também aconteceu. “A grosso modo, mais pessoas para almoçar, mais água no feijão”. Pode-se aceitar o acréscimo de ocorrências devido a isso e também das facilidades encontradas para a compra de armas e drogas. E não menos, o envolvimento de alguns policiais, cúmplices dos criminosos.

É difícil assumir o lado a pensar, é necessário cuidado. Uma empresa de comunicação de massa pode mudar o rumo de um pensamento coletivo. Devemos enxergar os fatos como um todo. Existe o aumento da criminalidade, mas também um aumento de população, consumo de armas e drogas e pobreza. A resposta para esse impasse está aí!

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