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quarta-feira, 29 de março de 2017

Luís Pontes apresenta Fundação de SJN no “Arte da Conversa”




Pesquisador e colunista do jornal Voz de S. João foi atração em evento cultural no Museu

Um evento com o objetivo de levar assuntos a serem discutidos, apresentados e debatidos por convidados e a participação do público. Na primeira edição, no último sábado (25), o Museu Histórico Municipal recebeu cerca de 70 pessoas para a apresentação do tema “a Fundação do município de São João Nepomuceno” pelo pesquisador são-joanense Luís Antônio Fajardo Pontes, num passeio pela trajetória de construção e desenvolvimento da cidade “Garbosa”.

Luís Pontes que por muitos anos tem interesse em pesquisar assuntos referentes ao município e que escreve uma coluna histórica em nosso semanário apresentou um rico conteúdo com fontes, documentações e até mesmo relatos que comprovam suas teorias, acerca de um assunto que se tornou polêmico, no ano de 2010, quando de uma tentativa de mudança de datas sobre a fundação e comemoração de aniversário de São João Nepomuceno.

Ricardo Itaborahy e Luís Pontes
O convidado trouxe para o conhecimento do público uma palestra de uma hora e vinte minutos, sobre os conceitos de fundação, usando como exemplo, as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Pomba. Também mostrou as origens açoreanas dos sobrenomes das famílias fundadoras da cidade como Dutra, Nazaré, Furtado de Mendonça, e mais tarde Henriques de Gusmão. 

A demora da civilização na Zona da Mata mineira, antes chamada de “Sertões proibidos” no período da mineração e do ouro (final do séc.XVII e séc. XVIII) quando a estrada real entre Diamantina a Paraty era utilizada obrigatoriamente para o transporte, e esta região era evitada por receio, devido a presença maciça de índios. 

A participação histórica dos negros na construção da sociedade são-joanense e sua maioria populacional no início do séc. XX. O garimpo em Descoberto. As capelas e igrejas que formavam a paróquia de Rio Pomba, no qual São João Nepomuceno foi distrito de 1818 até 1841, quando tornou-se um Curato até perder autonomia em 1851 para Mar de Espanha, a 2º emancipação em 1868 e a perda 1870, desta vez para Rio Novo, a chegada da ferrovia União Mineira em 1880 e a emancipação definitiva. 

Autoridades, jornalistas, professores e população acompanharam os mais de 200 anos da história da “Cidade Garbosa”
 Entre outros assuntos, a visita de D. Pedro II a cidade em 1881, a data do santo padroeiro, em 16 de maio, da vinda de autoridades tchecas em São João Nepomuceno em 2015, pelos 200 anos de fundação e em 2016 para a assinatura do tratado de irmanação entre as cidades de SJN e Nepomuk da República Tcheca e por fim, da questão da polêmica sobre a troca de datas da comemoração de fundação e comemoração do dia do município.

Depois da apresentação, o convidado respondeu a questionamentos de diversas pessoas da plateia e recebeu elogios pela rica e organizada apresentação. A iniciativa do “Arte da Conversa” é do responsável da pasta de Cultura Ricardo Itaborahy Soares em parceria com a Secretaria de Educação, Cultura, Desporto e Lazer e atraiu professores, diretores, jornalistas, políticos, representantes de associações e a comunidade, em um evento aberto e gratuito. 

 
Em conversa com Ricardo Itaborahy a informação de que outras edições serão agendadas para os próximos meses. “Foi o primeiro evento e um teste positivo. O interesse e a participação do público foram de grande importância para o sucesso do evento que almeja falar, discutir e debater São João Nepomuceno, em sua essência”, finalizou.

Por Márcio Sabones
(Matéria assinada por este jornalista no
Jornal Voz de S. João, edição 5503)
Fotos: Márcio Sabones

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