sexta-feira, 19 de junho de 2009

"A vida de Heleno de Freitas", por Márcio Sabones







Após pesquisa sobre o craque Heleno de Freitas para a Universidade Federal de Juiz de Fora, local onde graduo o curso de Comunicação Social, elaborei um texto sobre um dos personagens mais imprevisíveis da história do futebol. É com muito prazer e alegria que divido um pouco do que aprendi aqui no meu blog com vocês.






“O craque Heleno de Freitas, vivendo entre o céu e o inferno”

1 – Introdução:
1.1 - Quem foi Heleno de Freitas?
Heleno de Freitas foi um paradoxo e viveu entre o sucesso e a loucura, em apenas 39 anos de vida. Nascido no dia 12 de fevereiro de 1920, na pequena cidade de São João Nepomuceno, entre os morros da Zona da Mata mineira e no berço de uma família tradicional, os Freitas, grandes negociantes de café e comerciantes da região. Era o quinto filho dos seis que tiveram o senhor Oscar e Dona Maria Rita (Miquita). Criado com muito zelo e educação incontestável, gostava de leitura e parecia ser um garoto tranquilo e quieto.



Com 13 anos de idade mudou com seus pais e irmãos para o Rio de Janeiro, onde se adaptaram com facilidades ao “novo mundo”. Adorava frequentar a orla litorânea e observar todo aquele movimento da capital carioca, embora não soubesse nadar. E foi justamente numa dessas tardes que Heleno foi descoberto por Antônio Ferreira Franco de Oliveira, o Neném Prancha, na praia de Copacabana ele participava do treino do Posto 4 Futebol Clube. Heleno sempre demonstrava habilidade com a bola e pouca paciência para deslealdades e provocações em campo.



Mais tarde, tornou-se jogador dos aspirantes do Fluminense F.C. e foi ídolo com a camisa alvinegra do Botafogo F.C., na era pré-Garrincha. Também jogou pelo Boca Júniors da Argentina, Vasco da Gama, Atlético Júnior (Barranquilla – Colômbia), América RJ e Seleção Brasileira.
Heleno era inconstante, um jogador imprevisível nos gramados, autor de 251 gols em 305 jogos e responsável por desentendimentos com adversários, companheiros de equipe e imprensa. Heleno foi considerado o primeiro craque ‘problema’, porque era absolutamente intempestivo em campo. Nervoso, arrogante, polêmico, Heleno também foi advogado, boêmio, galã e genial a jogar futebol.



Tinha o apelido de “um homem chamado Gilda” uma alusão ao filme “Bonita como nunca”, onde a atriz Rita Rayworh interpretava a linda e temperamental Gilda, devido ao seu gênio e beleza. Teve um filho, Luiz Eduardo, no seu curto casamento com Ilma. Seu fim foi trágico, vítima de Sífilis, doença que degenerou seu sistema nervoso levando-o a morte no dia 8 de novembro de 1959, na Casa de Saúde São Sebastião (Hospital Psiquiátrico) da cidade de Barbacena, Minas Gerais.



2 – O começo:
O até então desconhecido Heleno de Freitas era desde de 1937 um jovem ambicioso do time do Botafogo FC e reserva imediato do então craque da equipe, o atacante Carvalho Leite. Rapidamente, já em 1938 conquistara a vaga de titular no alvinegro.

A linha alvinegra ganhou em agressividade com a entrada de Heleno no lugar de Carvalho Leite. Trata-se de um player futuroso, com qualidades indiscutíveis para figurar com êxito. Principalmente quando passou a comandar o ataque, deu outra vida ao quinteto, que até então se ressentia da falta de um centroavante. (NOGUEIRA, Armando, 1966, p. 54)

Os anos passavam e o vaidoso Heleno fazia mais sucesso, apesar de suas reclamações, expulsões e brigas. A torcida alvinegra o idolatrava, pois era o craque da equipe. Ele era diferente dos demais, sempre chegava aos treinos bem vestido, cabelo bem penteado e tinha bom relacionamento com os dirigentes do clube. Adorava jogar xadrez e falar sobre a política mundial, fato que o isolava do restante dos jogadores, sendo a maioria analfabetos e desinteressados por esses assuntos. Era advogado, mas exerceu muito pouco a profissão num escritório da família no Rio.



O Botafogo lotava estádios por onde passava: boa parte do público atraído eram as donzelas cariocas, interessadas por aquele rapaz tido como temperamental, mas que, sem sombra de dúvida, era majestoso com a bola dominada e de palavriados incomuns nos campos da época. Começam assim, a despertar a atenção da imprensa (algo que desejava desde o início de sua carreira). Ao mesmo tempo que era multado por mau comportamento em alguns jogos, nos embates seguintes ele decidia as partidas com gols importantíssimos, dando seu máximo em campo. Heleno era fascinado pelos cassinos cariocas - os de sua preferência eram o Atlântico e o da Urca.



Levava uma vida boêmia intensa, causando transtornos ao Botafogo, pois sempre era pego nas madrugadas com várias namoradas e bebidas. Em 1943, o clube fez uma péssima campanha no municipal e Heleno foi suspenso por dois meses.


3 – “O auge”
Aquela suspensão deu a Heleno o status de ídolo, quando a torcida clamava por ele nos jogos dos quais estava ausente. Aquele jeito rebelde não era por acaso: um pequeno distúrbio começava sem que ninguém percebesse, nem mesmo o craque. A imprensa (rádio e jornais) noticiava os caminhos e passos de Heleno nas décadas de quarenta e cinquenta. Famoso por sua dupla personalidade, nunca era tratado pelos profissionais da área como louco, patológico. Jornalistas jamais cogitaram a hipótese de patologia. Preferiam acreditar que, apenas por não gostar de perder, Heleno mandava torcida, adversários, companheiros e árbitros a lugares menos poéticos. Ou inventava respostas ainda mais mirabolantes.Um fato ocorrido num jogo contra o Bangu, no qual Heleno perdeu um pênalti, fez com que o jornalista Mário Filho escrevesse uma crônica sobre o ídolo.

- Por muito menos, toda gente sabe, Heleno faz um alarido dos diabos e só falta expulsar de campo o pobre companheiro, apenas porque chegou atrasado na bola, ou só porque teve a criminosa inspiração de arrematar com defeito um passe que era gol certo. Mas domingo, Heleno achou até quem lhe tocasse carinhosamente a cabeça e quem lhe dissesse que aquilo não era nada. Coisas da vida, coisas do Botafogo, onde Heleno é Deus. (FILHO,Mário. O Globo Esportivo 27/09/1946)

Numa matéria da Revista Isto é, o jornalista Moacir Japiassu rememorou momentos em que Heleno sempre bem acompanhado nos cafés ou no Golden Room do Copacabana Palace usufruía dos prazeres que a fama lhe rendia.

- Conheci mulheres que perderam a juventude na porta do Copacabana Palace na ilusão de substituírem o lança perfume nos prazeres de Heleno. Ele chegava vestido de branco, descia do Cadillac e ia sentar-se à beira da piscina, com uma garrafa do melhor uísque e um balde de gelo. Um homem tão bonito... (JAPIASSU, Moacir in NEVES, Marcos Eduardo, 2006, p. 168)

Heleno era majestoso, apesar de sua agressividade dentro de campo. A imprensa o elogiava, dando o nome de craque-cavalheiro, jogador-galã e assim por diante. Mas a fama teve o seu preço: sua privacidade foi estampada para toda a sociedade em primeiras páginas e capas de revistas. Isso aconteceu, por exemplo, numa noite em que Heleno espancou uma namorada, chamada Diamantina, dentro do Cassino, por tê-la pego traindo-o com outro homem; também ocorreu na cobertura completa de seu casamento com Ilma, anos depois.

4 – Tropeços
O jogador sonhava em atuar na Seleção Brasileira, fato ocorrido em 1945. Enfim escalado para a Seleção Brasileira e apelidado por Ary Barroso, “o locutor da gaitinha”, de “diamante branco”( sendo Leônidas o “diamante negro”), não teve a sorte de disputar uma Copa do Mundo, pois em 1942 e 1946 não aconteceu o evento devido à 2º Guerra Mundial. Em 1947, na Seleção Brasileira, Heleno, ainda atleta do Botafogo, deu um depoimento direto de Montevideo, na disputa da Copa Rio Branco, que passava por um mal estar no clube e pretendia transferir-se para o Vasco da Gama. O jornalista Alceu Mendes de Oliveira Castro disse no artigo (O futebol no Botafogo) que o Presidente Carlito Rocha interpelou Heleno, deixando o craque apreensivo e preocupado com a repercussão da notícia no Brasil, tentando enrolar o dirigente.

Após o fato, o craque apresentou-se abatido no empate com o Uruguai em 1x1 no Estádio Centenário. Foi um fracasso sua participação. Aquele foi o último jogo em que Heleno vestiu a camisão da seleção, num total de 18 jogos, 14 gols marcados, 11 vitórias, 4 empates e 3 derrotas, ficando fora da Copa de 1950 que aconteceu no Brasil.

Em julho de 1950, Heleno responsabilizou o treinador do Vasco e da Seleção Flávio Costa pela derrota para o Uruguai na final da Copa do Mundo no Maracanã. Tragédia que afogou em lágrimas os 45 milhões de brasileiros. O jornal carioca “O Radical” reproduziu na capital federal a íntegra da entrevista, que repercutiu bastante no país. Num trecho, polêmico, Heleno afirmava:

- Se eu estivessa no comando do ataque o Brasil não perderia o Mundial. Conheço a manha dos uruguaios e Obdulio Varela não faria comigo a metade do que fez com o nosso ataque. (NEVES,Marcos Eduardo, 2006, p. 216)

No período de Boca Juniors, sofreu um dos maiores assédios pela imprensa em sua carreira. Ao chegar na Argentina como a maior aquisição do futebol daquele país, Heleno de Freitas provocou um maremoto editorial. Nos jornais, afloravam manchetes com o atacante. As abordagens jornalísticas chegavam ao absurdo de acordá-lo em meio à madrugada para entrevistas imbecis, e depois de alguns dias esbravejou com o repórter perguntando se não achava cedo demais. O fato é que tudo que dizia transformava-se em notícias e uma nova visão foi formatada do craque: o jornal La Epoca o descompôs, publicando que Heleno era desatencioso, que maltratava jornalistas, que toda a sua aparência não passava de fingimento. No Brasil, Fernando Lobo e Álvaro Aguiar enalteciam a rica personalidade de Heleno no programa de rádio “Caricaturas”, da Rádio Nacional, dizendo:

Hoje é fácil apontar os erros de Heleno. Cheio de facilidades, com as portas abertas para todas as extravagâncias, não tinha tempo para examinar o certo e o errado de suas atitudes. (NEVES, Marcos Eduardo, 2006, p. 182)

No Vasco da Gama chegou a ser campeão carioca, mas de uma maneira irresponsável saiu do clube para jogar numa Liga Pirata do Futebol Colombiano, no Atlético Júnior da cidade de Barranquilla. Foi amado naquele país como um astro de Hollywood, mas sua vida pessoal era um tropeço atrás do outro. Sua esposa Ilma pediu divórcio e voltou ao Brasil com o filho, não suportando o vício do marido por lança perfumes e éter, também o desrespeito e a falta de atenção com a família.



Heleno passou a ter relações sexuais com várias mulheres. Também por conta própria voltara ao Rio e tentou retornar ao clube cruzmaltino, mas deu de frente com Flávio Costa e foi surrado por ele nas sociais do clube. Começava o declínio do craque: o Brasil escolhera novos ídolos e a imprensa já não dava muita atenção a ele.

5 – O fim do jogador
Após ser rejeitado pelo Vasco, Heleno era tido como problema para qualquer grupo de atletas. O Santos tentou dar uma chance ao craque, mas em apenas um treino que fez com o grupo foi o suficiente para dificultar sua permanência. Mostrando um total descontrole emocional, Heleno despejou refrigerante na cabeça do treinador Aymoré Moreyra na hora do almoço, alegando que preferia o Aymoré do biscoito. Foram diversas discursões com o grupo, de maneira descontrolada, tornando os treinos de campo foram insuportáveis. Ainda tentou um retorno a Barranquilla, mas num jogo de extrema importância abandonou o campo sem explicação alguma e passou a ser execrado pela cidade que o amava. Heleno perdeu o senso de respeito. No Rio, nas noites regadas a uísque e éter, tentava manter a pose de milionário no Vogue.



Teve sua última oportunidade no América F.C., que comprou seu passe que pertencia ao Vasco da Gama. Todos temiam o pior, mas Heleno apresentara-se bem nos treinos junto aos reservas e negava de todas as maneiras o assédio da mídia, tendo até um desentendimento com um fotógrafo que tentava fotografá-lolo sem camisa, tentando mostrar seu corpo então rechunchudo. Mas jogou somente um jogo com a camisa do clube, sendo expulso no primeiro tempo. Esta seria a única partida disputada por ele no Maracanã e a última de sua carreira.

Segundo Carlos Rangel, um crítico teria dito que Heleno de Freitas era um goleador “cujos nervos doentes eram cordas de um violino macabro”. Opiniões como essa o tiraram do sério. Não gostava de ouvir comentários públicos sobre sua luta íntima para driblar os sintomas de uma doença que percebia ter, mas não sabia ainda quão perigosa era. (RANGEL, Carlos. Revista O Cruzeiro, 1970 nº12)

6 – O fim do homem
Após essa passagem, até clubes pequenos rejeitavam a contratação de Heleno, que caia em decadência. Passou a levar uma vida depressiva, cheirando éter pelas ruas de Copacabana e andando perdido no luxuoso bairro carioca. As pessoas passavam pelas ruas e deparavam-se com o ex-craque sujo, maltrapilho, vagando de um lado para o outro, falando e berrando sobre suas proesas no futebol com narcisismo e misturando partidas num confuso relato.
Até alguns de seus conhecidos desviavam, trocando de calçadas para que não tivessem de ouvir choros e relatos tristes. Definitivamente estava doente e precisava se internar. Até na sede do Botafogo em Genereal Severiano, que ele frequentava (a direção não proibia a sua entrada em respeito à história construída no clube), sentava-se nas arquibancadas para cheirar éter e queria invadir os treinamentos da equipe. Chegou a ser retirado por seguranças quase todos os dias, até que num dado momento, em 1951, foi encontrado caído próximo aos vestiários, quase sem pulso - ele tentara cometer suicídio.



Sua família não tinha opção, quando sua mãe, Dona Miquita, e irmão Oscar o internaram numa clínica psiquiátrica particular na Tijuca. Dela ele fugiria semanas depois, sendo encoberto pela mãe em casa. O irmão Heraldo, que vivia em São João Nepomuceno, levou-o para morar na pequena cidade do interior mineiro por um ano e meio. Lá, esperançosos de que Heleno poderia melhorar voltando para a sua terra de origem, seu relacionamento com a família era amistoso, convivia muito bem com os sobrinhos, até que com passar do tempo foi se tornando mais agressivo quando contrariado.



Em 1956, Heleno de Freitas foi internado na Casa de Saúde São Sebastião, na cidade mineira de Barbacena, localizada na Serra da Matiqueira, aos cuidados do Dr José Tollendal, seu antigo colega de ginásio. A imprensa até então, que não dava muita atenção a Heleno, soltou uma notinha informando que o ex-jogador estava em veraneio em Minas Gerais. Através de vários exames em Belo Horizonte, nada era identificado para o diagnóstico de Heleno. Somente num exame onde foi retirado um líquido da medúla óssea constatou-se que o craque tinha sífilis, numa fase mais aguda e de difícil retrocesso.
Heleno foi aos poucos perdendo consciência, afinidade com a família e restavam apenas lembranças de seus feitos nos gramados e as grandes viagens. A revista Manchete nesta época cometeu uma das maiores covardias jornalístas da época, foi à Barbacena e tirou fotos de Heleno, gordo, desdentado, mal vestido, cabelos brancos e lançou em sua publicação, com uma entrevista onde não dizia coisa com coisa, denegrindo a imagem daquele que um dia conquistou a todos não somente pelo seu futebol, mas pela beleza e elegância. A imprensa usou o ex craque como um objeto de interesse financeiro, não respeitando sua história. A imagem exibida de Heleno era bizarra e aproveitadora. Após quatro anos, dez meses e 25 dias internado, um dos maiores jogadores de futebol da história foi encontrado morto em seu quarto na clínica, pelo enfermeiro Cúrcio, que levava o café da manhã do domingo, dia 8 de novembro de 1959. Seu enterro aconteceu em sua terra natal, com uma bandeira do Mangueira FC (clube local onde Heleno jogou na infância) e o Botafogo RJ, o acontecido do velório não foi registrado na imprensa nacional, e sim, local e regional. Seu corpo descansa até hoje no cemitério municipal.

7 – Conclusão
Heleno de Freitas deixava um rastro de Carnaval por onde passava. Primeiro, pelos dribles e gols com a camisa do Botafogo (seu auge), depois, pelo aroma de lança- perfume que o envolvia (e não apenas nos quatro dias de folia, já que era dependente de éter e isso acelerou seu fim). Para Heleno, a vida era uma festa, interrompida por alguns momentos de lucidez.
E só muito tarde se descobriu: a festa era a sífilis, a loucura, a explicar sua fascinante dupla personalidade; em campo, ele era o carrasco dos adversários e dos companheiros, que ele humilhava por igual com seu inatingível perfeccionismo; fora dele, era o sedutor irresistível, que circulava pela sociedade carioca dos anos 1940 e arrebatava as mulheres.



Um ser humano que teria sido patético e marcante em qualquer atividade. O acaso quis que Heleno jogasse futebol.







Palavras-chave: 1. Heleno de Freitas – 2. Jogadores de Futebol – 3. Futebol – 4. Brasil – 5. História



REFERÊNCIAS BIBIOGRÁFICAS

NEVES, Macos Eduardo. Nunca houve um homem como Heleno. Rio de Janeiro, RJ, Ediouro, 2006.

NOGUEIRA Armando. Na grande área. Rio de Janeiro, RJ, Bloch, 1966

O GLOBO ESPORTIVO. Ele errou. Rio de Janeiro, RJ. 27/09/1946.

RANGEL, CARLOS. O homem que sonhou com a Copa do Mundo. O Cruzeiro, 1970.

10 comentários:

  1. Muito bom o artigo Sabones. É uma pena que um grande jogador como foi Heleno de Freitas tenha um fim assim. Foi um herói nacional e deveria ter sido tratado como um!

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  2. Pois é Giovane!
    Heleno foi craque da bola e talvez nunca tenha encontrado a paz e tranquilidade q precisava na vida e nos gramados. O fato é que trata de um jogador que fez história e deixou um legado de raça, amor a camisa e despreparação do sucesso, caindo em tentação nos mais variados bordeos cariocas. Mesmo com um fim tão trágico, Heleno merece nossos aplausos pelo o que representou na história do futebol.

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  3. Nossa...adorei o artigo, sou Botafoguense de berço e li para o meu avô, ele ficou emocionadíssimo, pois lembra do Heleno jogando aqui no RJ. Parabéns Márcio Sabones, estou adorando seu blog, aliás eu e toda minha família.

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  4. Sabones,

    Parabéns por valorizar a cultura e a vida dos que enobrecem a cidade de São João Nepomuceno.
    Pesquisando sobre Heleno de Freitas, cheguei ao blog.
    Hoje, às 22 h, a TV Brasil no programa "De lá pra cá" com Anselmo Góes falará sobre a vida do craque sãojoanense do Botafogo.
    Saudações,

    Sócrates.

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  5. Valeu Sócrates...
    Agradeço a visita e as palavras...
    Grande abraço

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  6. HELENO, em maiúsculo mesmo, é um dos maiores jogadores de futebol que o Brasil teve. Elegante, advogado,craque da elegância e da bola, com quem tinha amizade incestuosa, nasceu antes do tempo. Hoje, com certeza, seria idolatrado pelo seu talento e garra. Jogava com amor, amor ao Botafogo, amor ao jogo, ao estilo, que a doença acabou tirando-lhe a vida e a sua amante, a bola. Está passando da hora do Botafogo homenageá-lo. ÍTALO JOSE MANNARINO

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  7. É isso aí Italo. Também acho que o Botafogo deveria homenageá-lo, pois qdo jogou por lá, nas décadas de 30 e 40 (romantismo do futebol) levou o nome do clube para a "boca do povo" e imprensa. O Fogão tornou-se mais famoso e amado por aqueles q admiram o esporte e HELENO (como vc mesmo disse, de letras maiúsculas) foi um dos grandes responsáveis para a ascenção nacional do alvi-negro carioca.
    Fico feliz por comparecer em nosso blog, fique a vontade e volte sempre.
    Grande abraço

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  8. Como atleta profissional do futebol Heleno de Freitas foi talvez o maior entre os jogadores do nosso Brasil. Pena foi descobrir a sua doença tarde demais. Como mineiro de Cataguases, vizinha a São João Nepomuceno, tenho muito a lamentar peça sua morte que neste mês completa 50 anos. Craque incontestábvel do nosso futebol.

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  9. Sérgio Oliveira da Silvadomingo, novembro 15, 2009

    É uma pena termos perdido, hà 50 anaos, Heleno de Freitas. Com a sua morte o futebol brasileiro ficou mais pobre e triste. Ele foi talvez o maior craque da sua época junto com o outro também saudoso mestre Ziza, o Zizinho.
    Cataguases-(MG).

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  10. Grande livro o 'Nunca Houve um Homem como Heleno', que sem dúvida é um personagem ímpar na história do futebol brasileiro. Tivesse jogado em 1950,não sei se perderíamos a Copa.

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