Blog do Sabones - Expediente

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Beleza? Ter ou não ter..?

É natural dizer que fulano é bonito ou feio. Esta observação vem de muitos anos atrás. Desde que os seres humanos decidiam o que era belo ou feio.



Atualmente não fugimos a regra. Na verdade nunca se cobrou tanta beleza como agora. Somos escravos das tendências mundiais: ter uma barriga tanquinho (muita malhação), cabelos lisos (haja chapinha), um corpo forte (e bomba!!!rsrsrs), ser magro (dietas e a loucura da anorexia), nariz e cintura fina (plásticas) e por aí vai.

Existem países que o padrão de beleza e ser gordinha, ter um pescoço longo e outras estranhezas. Na idade média, por exemplo, as mulheres brancas com aparência de anêmicas eram as mais admiradas, pois indicava a nobreza das tais, pelo motivo de não tomar insolação, como as servas nas plantações.



O padrão da beleza dos cabelos sofreram mudanças com o passar dos tempos: os bonitos já foram os curtos, os longos cacheados, negros, claros, presos, soltos, lisos, coloridos, raspados e etc. Os indicadores de beleza ditam numa maneira manipuladora dos modelos a seguir. Novelas, filmes, seriados vestem os telespectadores de todo o mundo.

Qual mulher não queria os brincos da Cléo Pires ou o vestido da Claúdia Raia. Qual homem não gostaria de ter a jaqueta do Kauã Reymond ou o carro do Gianechinni. É simples assim. A TV apresenta e as lojas vendem.

Como já dizia o escritor e professor Primo Levi em seu livro “O que é o virtual?”, somos escravos da imaginação dos publicitários. Eles dizem o que é bom e bonito e a gente compra.

Comprar nunca foi problema se você tem o dinheiro para pagar as contas. Quando era criança lembro de ouvir meus avos e pais dizerem: - Pague suas contas, porque pobre só tem o nome a zelar. Ah! Tem gente que não tá nem aí pra isso. O negócio é roupa importada, perfume francês, comprar um carro em 60 vezes para no fim morrer em dívidas.

Com dívidas: o casamento acaba, o relacionamento com a família piora, perde-se a motivação no emprego e o pior, torna-se fácil ser subornado. Pois na busca da beleza, a verdadeira essência do ser humano se perde. Não tem dinheiro que pague uma vida feliz com seus familiares e amigos.




O que poucas pessoas sabem é que o importante é ser feliz, do jeito que elas são. É claro que devemos cuidar de nossa saúde, vestir bem e etc. Mas devemos ter consciência dos males que podemos causar ao exagerar nas doses de vaidade, dos anabolizantes e individualidade.

Não é um texto comunista, espero que o caro leitor entenda, às vezes compramos coisas e usamos nosso corpo para exibir aos outros, não para uso próprio. Lembre-se, somos homo sapiens, e não um pavão.

Espero que o texto sirva como um alerta.

Que todos tenham uma vida maravilhosa, repleta de saúde, paz e alegria.

2 comentários:

  1. Alessandro C. Rossini

    É verdade Sabones. Com certeza a vaidade pode destruir os homens e mulheres. Moro em Campinas, cidade boa mas passa por esses problemas. As pessoas saem de casa e passam pelas avenidas e ruas como se tivessem indo para a balada.

    Faz até mal. Sou uma pessoa simples e sinto que os seres humanos estão perdendo a essência da vida. Parabéns pelo texto, muito bom.

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  2. Pois é Alessandro...

    A corrida para ter alguma coisa faz com que as pessoas deixem de ser alguém, ou melhor, elas mesma.

    Antes de inventar ídolos ou acompanhar moda, devemos nos olhar e ser feliz da maneira que somos, não da maneira que querem que sejamos.

    Obrigado pela visita no blog, volte sempre!

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