Blog do Sabones - Expediente

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domingo, 25 de outubro de 2015

Uso de calçadas, pedidos de rampas e conscientização são apelos da Associação de Deficientes em SJN



Associação apela pelas dificuldades de deficientes nas calçadas são-joanenses (foto: Márcio Sabones)
Aos leitores do Blog do Sabones, uma matéria que elaborei no jornal “Voz de S. João”, na integra da edição nº 5428 que está em circulação a partir de hoje (24/10). Após a leitura do apelo da Associação fui até autoridades municipais para respostas dos tópicos citados no documento. Confiram:




Associação de Apoio à Pessoa Deficiente faz apelo e resposta de autoridades são-joanenses
 
No início dessa semana, o presidente da AAPCDEF, Nilson Magno Baptista apresentou um apelo da Associação no sentido de que as pessoas com deficiência sejam tratadas com maior respeito e consideração em São João Nepomuceno.

A AAPCDEF destacou situações que são enfrentadas pelos deficientes na cidade. A Voz de S. João redigiu os tópicos deste apelo para melhor entendimento, confira:

I - Que os comerciantes locais evitem colocar mercadorias e outros objetos nos passeios da cidade, principalmente na área central, pois esse costume causa grande transtorno para nós, principalmente cadeirantes e deficientes visuais e até mesmo para pessoas que necessitam utilizar andadores e bengalas, por exemplo; 
Comércio faz uso de calçada para colocar mercadorias (foto: Márcio Sabones)
(Este apelo é baseado no Código de Posturas do Município na seção III, subseção I, art. 18, parágrafos I e II no que diz respeito a utilização de vias e logradouros públicos para colocação de mesas, cadeiras, bancadas, móveis, objetos comerciais ou de similares e depende da prévia autorização do órgão municipal competente.)

II – Que os proprietários de bares, restaurantes, lanchonetes e similares solicitem aos seus clientes que respeitem o direito dos pedestres, não apenas com algum tipo de deficiência, mas todos eles, de transitarem livremente pelos passeios;

III – Que as autoridades municipais estudem e coloquem em execução ações concretas e urgentes que possibilitem às pessoas com deficiência o acesso fácil a todos os prédios públicos e também particulares da cidade;

IV – Que os motoristas sejam respeitosos e atentos quanto à utilização das vagas de estacionamento exclusivas para pessoas com deficiência;

Diversos pontos da cidade apresentam vagas para deficientes (foto: Márcio Sabones)
V – Que a Secretaria Municipal de Saúde de São João Nepomuceno propicie a existência de sanitários adaptados para pessoas com deficiência em todas as suas unidades e que providencie com a máxima urgência a colocação de piso antiderrapante na rampa que dá acesso ao pavimento superior da Policlínica.

Diante do apelo da Associação, o jornalista Márcio Sabones procurou as autoridades para uma resposta imediata dos tópicos citados. 

Célio Ferraz, prefeito
Sobre a questão do uso de vias públicas com mercadorias, mesas e cadeiras, o prefeito Célio Ferraz disse que este é um problema antigo da cidade, visto que vem na medida do possível pedir a conscientização dos comerciantes para o caso. “O fato é que em alguns casos tem exagero e desrespeito e isso aborrece e trás reclamações. Percebo nas redes sociais também que reclamações em sua maioria tem um alvo aqui ou outro ali, não em todos os comércios. Em sua maioria, os comerciantes respeitam a via pública”, explicou.

Nilson, presidente da AAPCDEF
O presidente da AAPCDEF, Nilson Baptista comentou que há 14 anos luta para os direitos dos deficientes. “...diretamente com o prefeito já tive várias conversas, como também já estive na tribuna livre da Câmara Municipal tratando sobre assuntos relacionados à pessoa com deficiência, mas sempre esbarramos em respostas evasivas ou desculpas de que não há verbas. O prefeito já disse em entrevistas que o problema dos passeios ocupados com mesas, cadeiras, mercadorias e outras coisas é uma questão de "bom senso" e que a Prefeitura não dispõe de fiscais para fazer valer o Código de Posturas”.

Dulcinea Reggi, vice-prefeita
Já as questões sobre os donos de estabelecimentos conscientizarem seus clientes e também do respeito de motoristas em vagas para deficientes cabe a educação, respeito e o bom senso de cada cidadão. “Temos placas que foram afixadas pela equipe da Defesa Civil em toda a cidade para vagas de deficientes, mas infelizmente é lamentável saber que temos motoristas que ainda não respeitam”, comentou também a vice-prefeita Dulcinea Reggi Barbosa a nossa reportagem.

A Secretaria Municipal de Obras informou que sobre as construções, os padrões de acessibilidade devem ser respeitados e denúncias são feitas periodicamente e o setor se esforça para a execução correta das obras e a implantação de rampas em vias públicas. No caso de prédios particulares como o comércio, por exemplo, a Vigilância Sanitária e a Defesa Civil reforçam nas orientações e observações dos locais.

Heldemir, secretário de Saúde
O Secretário Municipal de Saúde, Heldemir Azevedo Alves também conversou com a nossa reportagem e respondeu sobre as questões de implantação de banheiros adaptados em todas as unidades de Saúde da rede municipal e da reforma de uma rampa com piso antiderrapante na Policlínica.

“Sobre os banheiros posso dizer que a rede pública atende o necessário, apenas alguns precisam das adaptações necessárias pedidas pela Associação. Já entregamos um projeto para a reforma do prédio da Policlínica à Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde MG e aguardamos aprovação para as devidas reformas, inclusive uma rampa elevatória no lugar da antiga que serve de passagem para o nível superior do prédio”, respondeu o secretário.

por Márcio Sabones

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