Blog do Sabones - Expediente

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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Adeus Déa!

Márcio Sabones com a filha Mylena e a poetisa Déa Verardo Loures
O Blog do Sabones vem por meio deste texto homenagear uma das figuras mais talentosas, carismáticas e humanas de São João Nepomuceno, Déa Verardo Loures que nos deixou na noite dessa quinta-feira, 31 de março de 2016.


Quis Deus presentear a cidade garbosa com tão ilustre cidadã, que por décadas acolheu a cultura e foi defensora da classe artística são-joanense. Um talento divino de colocar no papel palavras que se transformam em sentimentos e um misto de percepções em 11 livros lançados na vida.

Foram nove décadas de vida, poetisa, escritora, esposa, mãe, avó e bisavó. Minha amiga pessoal no qual trocávamos ideias e sonhos em raras oportunidades de tempo para dialogar. Déa sempre teve todas as idades, nunca nova demais e nem velha para cada tempo. Ela escreveu o que cada geração passou em tempo real e atualizado. Movida por uma paixão de fazer e trazer a alegria, o amor e os ensinamentos de uma vida reconhecida em diversos momentos.

Déa na homenagem do 4º Nepopó Festivao
(Foto: arquivo Portal SJ Online)
Tive o prazer de ir à sua casa na subida do morro do São José em 2009 para um café e levar uma surpresa. Foi bem assim. “ – Olá Dona Déa! Venho aqui pedir a autorização de tê-la como a homenageada do Festival de Teatro de São João Nepomuceno 2009, o 4º Nepopó Festivao, troféu Déa Verardo Loures, posso?”.

Fui simples e direto e ela ficou em silêncio por uns três segundos olhando nos meus olhos, três segundos intensos no qual percebi a emoção em seu rosto e os olhos começando a brilhar pelas lágrimas. Com uma simplicidade incrível respondeu. “ – Eu? Por que? O que fiz para merecer tão grande honraria meu filho?”
Comecei a rir e ela acompanhou, em seguida ganhei um forte abraço e ela agradeceu pela homenagem.  “ – Nossa, que emoção receber essa homenagem em vida. Quer me matar menino?” Ficamos mais alguns minutos conversando, rindo e explicando a ela sobre o evento, os dois ali extremamente empolgados. E naquele ano, Déa emprestou o nome ao troféu de nosso tão conceituado Nepopó.

Também tive a honra de trabalhar com Déa no jornal Voz de S. João por cinco anos, onde escrevia uma coluna. O mesmo aconteceu no Portal SJ Online onde sempre sustentou a Coluna da Déa com muito garbo e inteligência.

Hoje, estamos de luto pela viagem de nossa eterna poetisa, pois sabemos da saudade que teremos. Mas orgulhosos de sua amizade, de sua participação e agradecidos por tudo que representa, representou e sempre representará para nossa São João Nepomuceno.

Déa e familiares
Estendo meus pesares aos filhos Gabriel, Elaine, Marcelo, Suely e Sulinha, aos netos, bisnetos e toda a grande família. Dona Déa foi esposa do saudoso Gabriel Procópio Loures (Gabi) e mãe de Marialva que deixaram imensas saudades.


Encerro meu texto com um vídeo de uma matéria assinada por mim no Portal SJ Online, época em que trabalhava na empresa e acompanhei o lançamento do 11º livro de Déa Verardo Loures na sede dos Trombeteiros em julho de 2014.

Vídeo Portal SJ Online

Por Márcio Sabones



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