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domingo, 15 de maio de 2016

Semana da abolição é comemorada pelo MOCIR

Membros do MOCIR com convidados na feijoada (Foto: Márcio Sabones)
O Movimento de Conscientização e Integração Racial de São João Nepomuceno (MOCIR), reuniu membros e convidados para três dias de eventos, na lembrança da data de 13 de maio, dia da abolição dos escravos no Brasil, depois da assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, em 1.888.


Durante o fim de semana, uma mesa de debates, uma roda de capoeira e um almoço foram realizados pelo movimento na cidade. No primeiro evento, na sexta-feira (13), diversos membros do MOCIR discutiram e refletiram o dia 13 de maio. 

Mestre Faguinho e Dr Santos
Em conversa com o diretor do MOCIR, o vereador e médico, Dr Carlos Alberto Santos disse sobre o assunto. “Não foi a Lei Áurea que libertou os escravos, pois antes disso, outras leis dos abolucionistas já haviam sido decretadas, como o “Ventre Livre”, “Sexagenário”, “Eusébio de Queiroz”, etc. E quando a Princesa Isabel assinou a lei, sob pressão na época, ela apenas tirou o negro da senzala e deixou-os nas ruas, na vagabundagem, sem emprego. Pode-se dizer que foi o início de nossa liberdade, sem a escravidão, pois até hoje, temos de lutar a cada dia, por condições melhores, porque há 100 anos saímos na desvantagem e encaramos o preconceito e outras coisas piores até hoje”, explicou Dr Santos.

No sábado (14), o calçadão da Rua Cel José Dutra, no centro de São João Nepomuceno, recebeu o grupo de capoeira “Mata Fechada” do Mestre Faguinho. O esporte foi reconhecido há pouco tempo como Patrimônio Cultural da Humanidade pela dança, luta, ginga, ritmo, crença e identidade. 
Apresentação da capoeira "Mata Fechada" no calçadão de São João Nepomuceno
O mestre disse dos valores da capoeira e da cidadania. “A capoeira é de todos. Temos muitos capoeiristas na cidade e respeitamos todas as diferenças, seja ela na cor de pele, na crença, na condição social, etc”, comentou e ainda sobre o preconceito, mestre Faguinho disse que já sofreu.  “Se sair nas ruas com uma roupa comum, que não seja o uniforme da capoeira, certamente deparo com olhares desconfiados e negativos. Não é bom ser rejeitado, mas com a capoeirasomos respeitados e podemos mostrar nossa cara”, completou.

Quadra da ESACA recebeu um bom público para a feijoada
E no domingo (15), um almoço com a deliciosa e tradicional feijoada africana, na quadra da ESACA. Por lá, uma decoração do tema, música ambiente com as principais vozes negras do Brasil e uma deliciosa refeição. Além disso, a sobremesa com um saboroso “arroz doce”.


Por Márcio Sabones

Fotos: Márcio Sabones







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