Blog do Sabones - Expediente

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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Tradição de Cosme e Damião continua viva em SJN



Crianças buscaram doces no bairro Cidade Nova (Foto: Felipe Galguer)

Diversas famílias são-joanenses têm o costume de entregar doces para as crianças no dia 27 de setembro, o dia que comemora “Cosme e Damião”. Portanto, de uns anos pra cá, em menor número, em comparação aos anos anteriores. Este ano, conseguimos acompanhar a garotada pelas ruas da cidade procurando casas ou comércios que faziam as entregas.


Tanto no centro, nos bairros e nos distritos (fotos na Escola de Araci), a alegria da garotada contagiava entre risos, gritos, cantos e sapequices. Em muitos casos, as pessoas têm este costume de entregar doces devido a fé pelos santos ou por promessas. Desta forma, os saquinhos com as imagens dos santos são preparados com doces, balas, chicletes, biscoitos e demais guloseimas que criança nenhuma rejeita. Por quantos anos este jornalista buscou doces nesta cidade ao lado de seu irmão. Pode-se dizer que era uma festa, e deliciávamos durante o percurso e ainda levávamos para casa uma sacola, que durava por pelo menos uma semana. O importante é que esta ação traz a alegria e um clima de paz na cidade. “Viva Cosme e Damião”.
Alunos em Araci receberam saquinhos de doces (Foto: Felipe Galguer)
 O Blog do Sabones parabeniza aos mantenedores desta tradição em São João Nepomuceno, mesmo que com menor dimensão, mas ainda viva e repleta de amor, carinho e alegria. Viva São Cosme e São Damião...

Sobre a comemoração

O dia 27 de setembro comemora o dia dos santos Cosme e Damião, irmãos gêmeos que morreram por volta do ano 300 d.c. A tradição de entregar doces às crianças vem de uma crença de que quando os africanos chegaram ao Brasil como escravos ficaram privados de praticar sua religião e rituais, daí eles começaram a associar suas entidades à figuras do catolicismo, Assim, Cosme e Damião foram associados à entidades crianças, para as quais eram ofertadas doces. Esta explicação foi dada pela historiadora e professora da Faculdade de Guararapes (PE), Marcela Martins ao jornal de Notícias de Recife. Ainda segundo a professora, a partir daí, a Igreja Católica aderiu à tradição, que se tornou mais forte com o tempo. 

Por Márcio Sabones
Fotos: Márcio Sabones e Felipe Galguer











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