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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Reis do frevo na Zona da Mata

“Capivara endiabrada” relembra clássicos e apresenta frevos autorais (Foto: divulgação) 
Depois de alguns anos com a ideia de montar uma banda para tocar frevo, um dos ritmos mais conhecidos do país, e estilo oficial do carnaval de Pernambuco, os são-joanenses Roger Resende (voz e violão), Aldo Torres (guitarra) e os juiz-foranos Ângelo Goulart (bateria), Lula Ricardo (baixo) e Fernando Drummond (trombone) formaram a “Capivara Endiabrada”, e colocaram o projeto em prática no mês passado, com agenda confirmada para todas as quintas-feiras, até o dia 23 de fevereiro, no Café Musik de Juiz de Fora. 

Selfie com público no Café Muzik
“É um grupo de frevo e tocamos num show que dura uma hora e cinquenta minutos sem intervalo. Além dos frevos tradicionais como “Vassourinha”, ”Pombo Correio”, “Chuva suor e cerveja”, “Atrás do trio elétrico”, entre outros, temos também os frevos de composição da capivara endiabrada como “Endiabradinha”, “Capivariando” e “Capivara endiabrada”. Ainda faz parte do repertório os frevos do Parangolé Valvulado, marchinhas frevísticas do concurso de marchinha de Juiz de Fora, como “Peruca Torta” (Flávio Ferraz) e “boneca de louca”, criando assim uma trilha sonora própria do carnaval de JF. Temos a temporada no Café Muzik, outros shows marcados e as propostas já estão pipocando. 

Sobre a receptividade do público, esta sendo muito boa, tendo em vista que não há um grupo de frevo na região”, explicou o líder da banda, Roger Resende. Ainda questionamos uma vinda do show de frevo para São João Nepomuceno, mas segundo o músico, um convite ainda não foi realizado, mas pretende trazer para os conterrâneos uma apresentação diferenciada, caso confirme um contrato para performance nas terras garbosa.

Por que o nome de “Capivara Endiabrada?

Banda é composta por são-joanenses e juiz-foranos. Animação, cultura e carnaval em casas de 
shows de Juiz de Fora e região (Foto: Divulgação)
“Resolvemos homenagear a capivara, uma figura emblemática de Juiz de Fora, encontradas facilmente às margens do Rio Paraibuna, inclusive na área urbana (Avenida Brasil). A nossa história conta que a capivara resolveu sair do Paraibuna pra endiabrar Juiz de Fora, e esquentar o pré carnaval da cidade, fazendo todo mundo frevê. O show é contagiante, alto astral, e endiabrado. Ninguém fica parado”, explicou Roginho.

Márcio Sabones
(Matéria assinada por este jornalista no 
Jornal Voz de S. João, edição nº 5492)
Fotos: Divulgação

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