Entre a Chapeuzinho e a vovó, tem o lobo mau

 


“CHAPEUZINHO”... Na minha, ou melhor dizendo, na nossa infância escutamos diversas histórias. Uma delas, a de “Chapeuzinho Vermelho”, um clássico da literatura infantil que conquistou admiração em todo o planeta.

A história da menina que leva uma cesta repleta de delícias da culinária para sua avó materna, e que por determinado tempo é perseguida pelo temível lobo mau.

Pois bem, não preciso aprofundar no roteiro, pois é de conhecimento geral. Mas o motivo deste texto, é falar sobre o espetáculo “Chapeuzinho”, apresentado pela Malagueta Cia de Teatro, da cidade de Jacareí (SP).

Sou ator e diretor teatral, da Cia de Teatro Pais e Filhos de São João Nepomuceno (MG), e estive junto a citada Companhia no 24º Festival Nacional de Artes Cênicas (FACE), de Conselheiro Lafaiete (MG), no mês de julho de 2026, onde tive a oportunidade de assistir “Chapeuzinho”, na Praça Barão de Queluz (a última apresentação da programação, numa tarde de domingo).

Confesso que o título desperta curiosidade, pois como somos conhecedores da história, tentamos adivinhar o que pode ser apresentado, não é mesmo. Então, procurei uma localização central, de frente a cena de rua, e interessante ver o espaço utilizado, dentro de um canteiro de plantas, com um gramado bem verdinho, e apenas o corpo dos artistas e seus figurinos completavam o cenário, com uma bela Igreja Barroca ao fundo.



Um espetáculo de rua com uma linha infantil, mas com um divertida veia comédia. Uma linguagem contemporânea, no qual pescava crianças, adolescentes e adultos para o enredo. Uma dinâmica bem trabalhada para entrada e divisão de cenas, que nos dava a oportunidade de entender os locais utilizados.

Potencializo as interpretações das personagens, umas com mais cenas do que as outras, mas mesmo aquelas com tempos menores de cena, conseguiam passar o que era necessário para entendimento da peça.

A utilização do fator “imaginário” chamou minha atenção, como por exemplo, o lanche para a vovó, que de acordo com as narrativas das personagens levavam nossos olfatos aos gostos sugeridos.

A relação do lobo mau, vovó, lenhador e chapeuzinho é o ápice da história, com divertidas entradas e saídas, até um desfecho leve e com excelente ideia para lidar com a fúria do lobo, e o retorno higienizado da vovó (risos..kkk).

No mais, parabenizar a todos da Companhia e agradecer por proporcionar uma tarde divertida e que fez lembrar da infância e sua riqueza de imaginar as histórias.

 

 

 


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