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Márcio Sabones com a filha Mylena e a poetisa Déa Verardo Loures |
O Blog do Sabones vem por meio deste texto homenagear uma das figuras
mais talentosas, carismáticas e humanas de São João Nepomuceno, Déa Verardo Loures
que nos deixou na noite dessa quinta-feira, 31 de março de 2016.
Quis Deus presentear a cidade
garbosa com tão ilustre cidadã, que por décadas acolheu a cultura e foi
defensora da classe artística são-joanense. Um talento divino de colocar no
papel palavras que se transformam em sentimentos e um misto de percepções em 11
livros lançados na vida.
Foram nove décadas de vida,
poetisa, escritora, esposa, mãe, avó e bisavó. Minha amiga pessoal no qual
trocávamos ideias e sonhos em raras oportunidades de tempo para dialogar. Déa
sempre teve todas as idades, nunca nova demais e nem velha para cada tempo. Ela
escreveu o que cada geração passou em tempo real e atualizado. Movida por uma
paixão de fazer e trazer a alegria, o amor e os ensinamentos de uma vida reconhecida
em diversos momentos.
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Déa na homenagem do 4º Nepopó Festivao (Foto: arquivo Portal SJ Online) |
Tive o prazer de ir à sua casa na
subida do morro do São José em 2009 para um café e levar uma surpresa. Foi bem
assim. “ – Olá Dona Déa! Venho aqui pedir a autorização de tê-la como a
homenageada do Festival de Teatro de São João Nepomuceno 2009, o 4º Nepopó
Festivao, troféu Déa Verardo Loures, posso?”.
Fui simples e direto e ela ficou
em silêncio por uns três segundos olhando nos meus olhos, três segundos
intensos no qual percebi a emoção em seu rosto e os olhos começando a brilhar
pelas lágrimas. Com uma simplicidade incrível respondeu. “ – Eu? Por que? O que
fiz para merecer tão grande honraria meu filho?”
Comecei a rir e ela acompanhou,
em seguida ganhei um forte abraço e ela agradeceu pela homenagem. “ – Nossa, que emoção receber essa homenagem
em vida. Quer me matar menino?” Ficamos mais alguns minutos conversando, rindo
e explicando a ela sobre o evento, os dois ali extremamente empolgados. E
naquele ano, Déa emprestou o nome ao troféu de nosso tão conceituado Nepopó.
Também tive a honra de trabalhar
com Déa no jornal Voz de S. João por cinco anos, onde escrevia uma coluna. O
mesmo aconteceu no Portal SJ Online onde sempre sustentou a Coluna da Déa com
muito garbo e inteligência.
Hoje, estamos de luto pela viagem
de nossa eterna poetisa, pois sabemos da saudade que teremos. Mas orgulhosos de
sua amizade, de sua participação e agradecidos por tudo que representa,
representou e sempre representará para nossa São João Nepomuceno.
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Déa e familiares |
Estendo meus pesares aos filhos
Gabriel, Elaine, Marcelo, Suely e Sulinha, aos netos, bisnetos e toda a grande
família. Dona Déa foi esposa do saudoso Gabriel Procópio Loures (Gabi) e mãe de
Marialva que deixaram imensas saudades.
Encerro meu texto com um vídeo de
uma matéria assinada por mim no Portal SJ Online, época em que trabalhava na
empresa e acompanhei o lançamento do 11º livro de Déa Verardo Loures na sede
dos Trombeteiros em julho de 2014.
Vídeo Portal SJ Online
Por Márcio Sabones
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