Blog do Sabones - Expediente

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Curso para homens : Viver em sociedade

Homens e mulheres são diferentes entre si. Não a dúvida sobre este tema e por exaustivas reclamações femininas foi elaborado um novo curso para aperfeiçoamento social masculino.



Devido à complexidade e dificuldade de assimilação dos temas, os cursos terão um máximo de 08 (oito) participantes por sala. As inscrições estarão abertas durante a próxima semana.

SERÃO OS SEGUINTES TEMAS:

TEMA 1 - Como se enche as fôrmas de gelo. (Passo a Passo, com apresentação de slides).

TEMA 2 - O rolo de papel higiênico: será que nasce no porta-rolo? (Mesa redonda)

TEMA 3 - É possível urinar levantando a tampa e sem respingar no vaso? (Práticas em grupo)



TEMA 4 - Diferenças fundamentais entre o cesto de roupa suja e o chão. (Desenhos e gráficos esclarecedores)

TEMA 5 - A louça do almoço: levita sozinha até a pia? (Exemplos em vídeo)

TEMA 6 - Perde-se a identidade se não tiver na mão o controle remoto? (Debate com um psicólogo)

TEMA 7 - Fazer a mala: incompetência nata ou incapacidade mental progressiva? (Iniciação lúdica)

TEMA 8 - Como aprender a encontrar coisas, começando por procurar no lugar certo em vez de remexer a casa toda aos gritos? (Passo a passo, e exercícios de memorização)

TEMA 9 - Oferecer flores à namorada não é prejudicial à saúde. (Gráficos e montagem audiovisual)

TEMA 10 - Os verdadeiros homens também pedem orientações a estranhos quando se perdem. (Depoimentos verídicos de comprovados machos e conferência)

TEMA 11 - O homem no lugar de co-piloto: é geneticamente possível não dar compulsivamente palpites durante as manobras de estacionamento! (Palestra e meditação em grupo)



TEMA 12 - Aprendendo a viver: diferenças básicas entre mãe e esposa. (Aula virtual com prática presencial)

TEMA 13 - Como ser acompanhantes em shoppings, sem protestar. (Exercícios de relaxamento e autocontrole)

TEMA 14 - Como lutar contra a atrofia cerebral: recordar aniversários, outras datas importantes e telefonar quando se atrasa. (Dinâmica em grupo)

Encerramento do curso e entrega de diplomas aos sobreviventes.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"COMBATE DE NÚMERO 500"

Por quinhentos domingos, André Manzo organiza o Combate. Um game que envolve conhecimento e concentração de seus participantes. Com cinco rodadas de dez perguntas e uma rodada especial, além do anagrama, enigma e jogo da mímica, cativando sãojoanenses e visitantes de nossa cidade no Bistrô Carolina (Matriz) aos domingos a partir das 20h.


Na foto, equipe Fúria em Êxtase, vencedora do dia 02/01/2011

O Combate nasceu em São João na extinta Fábrica Dance Bar em dezembro de 1998. André contava com os amigos Luis Gustavo e Bruno Sakauê. Mais tarde o staff ficou completo com Daniel Fávero.

Ao longo dos anos o Combate teve várias sedes além da Fábrica Dance Bar. Os combatentes participaram do jogo na: Sede dos Democráticos (Kako), Botachopp, Bar e Restaurante Lua Nua, Cantina Pizza D´oro, Boate Infector, Rubro Bar (Mangueira FC), Barraca do JIMI e Bar do Marquinho (Exposição Agropecuária).


André Manzo faz entrega de prêmio para oúltimo colocado do dia (Klinger Almeida, representante da equipe Sóóóó!!!

Na noite de 2 de janeiro de 2011, após o game, Cleverson Cabral (particpante do game) levou seu violão e apresentou um show com sambas da antiga com voz e violão. A turma aproveitou até às 2h da madrugada. As fotos registraram esses momentos, vale a pena conferir...


Cleverson Cabral apresentou sambas antigos para a alegria dos combatentes

Acesse o site: www.sjonline.com.br para ver mais.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

PRECONCEITO IDIOTA

Em minha leitura matinal deparei com a matéria do site G1 sobre jovens paulistas que ofendem nordestinos e cariocas que miram preconceitos aos moradores de periferias. Eles usam a internet para promover esses movimentos com textos agressivos e de total irresponsabilidade e desrespeito às pessoas mencionadas.



Em São Paulo, o estudante Caio César ofendeu a Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi que tem como enredo: “São Paulo, capital do nordeste”. Dentre algumas frases o jovem zomba dos nordestinos chamando-os de “povinho de cabeça chata”.

Infelizmente São Paulo foi cenário de vários casos de ofensas aos nordestinos, como no ano de 2010 com a estudante de Direito Mayara Petruso, alavancada com uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado.”O motivo era a indignação de Mayara pelo resultado das eleições 2010. Dilma venceu em todos os estados nordestinos.



No Rio de Janeiro, frases como: “as pessoas que moram no subúrbio, que moram na Baixada, são menores, são piores, são gentinha” agridem milhares de moradores cariocas. O uso da internet para promover preconceitos é crime. O autor de “tão notável” frase é o estudante de Direito João Marcos Crespo, morador próxima a área da Lagoa Rodrigues de Freitas – um bairro nobre da cidade.



Mas o que causa indignação com esta leitura é saber que em pleno século XXI presenciamos por antepassados pensamentos de ignorância e tolice. E mais, por pessoas que podemos chamar de letradas. Notamos dois estudantes de Direito envolvidos nos casos. Lamentável. Tanto estudo para quê?

Aprendemos com a vida amigos, não na universidade, que devemos respeitar e ser respeitado. Como sou de família mineira e graças a Deus aprendi a respeitar todas as pessoas, independente de posição social, chego a sentir vergonha ao ver que existe gente desse naipe. Concordo que não somos obrigados a lidar com todas as pessoas do mundo, mas também não podemos achar que são sacos de lixo.

Por que zombar nordestinos e suburbanos na internet, com frases ofensivas e vazias? Será que está errado ser um povo guerreiro que trabalha debaixo do Sol quente do sertão, que enfrenta desigualdade social secular graças a coronéis implacáveis na arte da exploração.Um povo que não desiste, tem coragem de mudar a vida deixando seus lares e sonhando vir para o Sul, TRABALHAR e dar melhores condições a sua família. Vamos dar as mãos e zuar também da “galera do morro”, que acorda às 5h da manhã, pega 3 ou 4 conduções por dia para trabalhar e retorna para sua casa após 23h.



Gritarei bem alto: “- Não estou entendendo!”. Estão dando às costas para pessoas que são exemplo de garra, luta e persistência. Que mesmo com as dificuldades conseguem sonhar em melhorar de vida! Por que zombar de um povo que luta tanto para ser feliz? De suas pobrezas e seus desafios? Será que, além disso, terão de aguentar esses babacas que vivem em ap´s, mansões e nunca tiraram suas “bundas brancas” para ralar de verdade e colaborar para o crescimento do nosso país. Pessoas que envergonham suas entidades de ensino e cursos. Ninguém merece!

O que esses playboy’s já fizeram de bom em suas vidas para julgar quem é melhor ou pior? Será que eles têm a ligeira noção do quanto é difícil pagar uma mensalidade de universidade, conta de luz, água e ainda comprar um carro em 40 parcelas com o dinheiro de seu emprego? Eles sabem? Claro que não, porque ficar o dia todo baixando músicas na internet paga pelo dinheiro do papai, a faculdade bancada pela pensão da vovó não permite que eles coloquem os seus pés limpos e cheirosos por spray anti transpirante no chão.

Um universitário não sabe o que acontece com eles? Não é preciso estar na universidade para saber disso. Todo mundo sabe. Milhares de nordestinos chegam as capitais do sudeste todos os anos. Trabalham nos serviços mais duros - aqueles que ninguém quer trabalhar. Já o povo das periferias é explorado em seus empregos, acuados por traficantes nos morros e tem pouquíssimas chances de melhorar de vida, mas mesmo assim, alguns conseguem. Suando a camisa playboy! São eles que constroem nossas cidades, varrem nossas calçadas, trazem risos com suas piadas (humoristas, repentistas), alegria com suas músicas e folclores (forró, samba, funk) e grandes empresários lucrarem. Infelizmente, muitos não conseguem nem empregos e ficam a mercê dos males das ruas - violência, drogas e etc. Outros mendigam e ficam presos por aqui, sem ao menos ter o dinheiro para retornar a sua terra natal.



Eles só querem a oportunidade de dar uma vida descente aos seus filhos. Muitos podem ser coleguinhas de classe desses autores irresponsáveis da internet, porque estudo não é coisa de rico. Não é exclusivo. O banditismo não está no DNA. Pessoa safada e corrupta pode ser rica ou pobre e ter nascido em qualquer região do país. O céu é o limite amigo! O nosso ex presidente da República é nordestino (cabecinha chata – conforme nosso colega paulista) - foi lavrador e metalúrgico. Acredito que esses “internautas semi nazistas” deviam amá-lo. E os Nardoni’s e a Suzana Von Richthofen eram brancos, paulistas, ricos, moravam em bairros nobres – segundo os estudantes, o tipo de pessoa perfeita para viver em sociedade.



O negócio é abstrair tudo isso e aplaudir as pessoas de bem do nosso Brasil. Ninguém é melhor do que ninguém. Que Deus abençoe as mentes desses idiotas que se acham superiores aos cães e golfinhos. Viva o povo brasileiro!