Blog do Sabones - Expediente

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

A turma do Basquete de São João Nepomuceno - JEM Rio Preto (1993)

Uma turma inesquecível. Em meados dos anos noventa em São João Nepomuceno, surge as equipes de basquetebol da cidade. Masculino e Feminina – adulto e juvenil. O esporte torna uma novidade para a juventude local e ganha um número de praticantes nunca visto antes.



Os treinamentos aconteciam na Escola Estadual "Profº Gabriel Arcanjo de Mendonça", o Polivalente. Inicialmente, o projeto de implantar o esporte para os alunos da escola parte da professora de Educação Física Ângela Pulier Bastos. Ela pede ajuda ao então praticante do esporte na cidade Anderson Alves do Valle, popular Andinho.

O ano em questão era 1993. O Polivalente preparava seus atletas do basquetebol e outros esportes para a disputa do JEM (Jogos Estudantis Mineiro), hoje JEMG. O basquete levou às equipes feminina e masculino até 15 anos para a cidade de Rio Preto - em disputa do título da região.

Durante meses, Andinho assumiu o posto de técnico das duas equipes. Ele tinha o objetivo de examinar dezenas de meninos e meninas que jogavam e de selecionar 12 atletas para cada equipe. Andinho contou com a ajuda de Sandro Alves (Sandrão Podólogo), que também era jogador de basquete da "cidade Garbosa" desde a década de 80 e do recém chegado Marcos, do Rio de Janeiro, que também fazia parte do time adulto são-joanense – auxiliando e muito os meninos.

Em Rio Preto, a 1º viagem dos jovens atletas para a disputa de um campeonato. Muita empolgação e vontade de jogar e mostrar o que sabiam. As meninas ficaram com a 3º colocação, trazendo medalha de bronze. Devo acrescentar que só não conseguiram o título devido a má arbitragem em questão, prejudicando as moças.

Os meninos conquistaram o campeonato com uma vitória emocionante contra Juiz de Fora (então único campeão da categoria em todas as edições já realizadas até aquela data) e uma folgada vitória contra a equipe da casa. Do time que fiz parte lembro que entrava em quadra com: Márcio Sabones e Mauro Carroça (dupla pivô), Michel Vasconcelos (armação) e nas alas Júlio César e Mizael Pinho. O time também contava com Anderson Guilherme e Nilmar "Fufú" (pivôs), Rodrigo Lobão "Melleka" (armação), Rodrigo Felipe de Mendonça Tarú, Paulo Alexandre Moreira"Pitu", Vinícius Lacerda (Bill) e Handerson Sanábio (Maninho) nas alas. Tia Ângela foi a chefe da delegação, Andinho (Técnico do Masc. E Fem.), Sandrão (Aux. Téc. Feminino) e Marcos (Aux. Téc. Masculino).

Foi demais. A festa foi grande. O ônibus foi aquela farra. As meninas, mesmo prejudicadas saíram de cabeças em pé, pois foram competitivas e competentes. Emanuelle, Gisele Pavanelli, Jordana Arvellos, Andréia, Juliana Matos Martins (Jú Caju), Fabiana, Waleska Sanábio, Verônica Cabetti, Márcinha, Daniela, Aline Pinto, Silmara e Érica Alves.

Na escola e na cidade, a turma do basquete passava a ser conhecida e admirada por todos. Os jogos eram marcados frequentemente pelo técnico Andinho. Juiz de Fora, Leopoldina, Cataguases e muitas outras cidades da Zona da Mata mineira.

Em breve, não era só um time. Era uma família. Jogos, JIMI, viagens, paqueras, festas, carnaval e exposição.