Blog do Sabones - Expediente

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Improrisos: é a nova peça do GRUTA



O Grupo de Teatro Amador (GRUTA) de São João Nepomuceno está em cartaz com o novo espetáculo “Improrisos” – trata de um stand up, um dos estilos humorísticos mais usados por artistas no momento.

Seis componentes formam o grupo: Márcio Sabones, Aldo Philadélfia, Ismael Yellow, Milton Ladislau, Diudio e Rael Sá Dias. Os meninos capricham nos improvisos, pois oo temas são escolhidos pela platéia.

O GRUTA estreou o espetáculo na cidade de Descoberto, no salão de festas do Minas Clube. Samuel Russo, líder do grupo Arti-tude, daquela cidade, foi o responsável de levar os sãojoanenses para a apresentação. Com excelente público na sexta-feira (22) e domingo (24) os comediantes “botaram pra quebrar” e arrancaram risos de todos.

Após o carnaval, o GRUTA promete apresentar em São João. Vale a pena conferir.

Mais informações no site: www.sjonline.com.br ou sabones11@hotmail.com

São João aplaude o 7º Evangelizarte

A Sociedade São Vicente de Paulo organizou mais uma edição do Evangelizarte em nossa cidade. Por todos os anos, o evento acontece na sede dos Trombeteiros. Nos dias 23 e 24 de janeiro, as comunidades cristãs de São João Nepomuceno, Rochedo de Minas, Descoberto e Rio Novo uniram-se para promover a grande festa do teatro e evangelização.

Foram duas noites de apresentações, causando grandes dificuldades ao corpo de jurados formado por Luciano Moraes, Maria Nassif e Julinho Gomes. No geral, a Comunidade de São Camilo de Lélis levou a maioria dos prêmios. (Melhor peça: Meu Cristo Partido - Direção: Sebastião Francisco Duque Junior – Ator Infantil: Gustavo Souza – Atriz Adulto: Juliana Almeida).

A Comunidade Nossa Senhora das Graças recebeu os outros dois prêmios: Atriz infantil: Laura Medina e Ator Adulto: Joédil Mariano.

“O legal desse ano embora só duas comunidades de São João participassem, foi a participação das comunidades das cidades de Descoberto, Rochedo e Rio Novo. Acho até interessante dizer isso, afinal é um incentivo – palavras do coordenador Everson Rezende.


Everson ministrará curso de teatro em São João após o carnaval. Para aqueles que se interessar: (32) 9923 3706 ou pelo e-mail: everson.rezende@ibest.com.br.

Parabéns aos organizadores e aplausos!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CARTA DO ZÉ AGRICULTOR PARA O LUÍS DA CIDADE



Hoje postarei um texto muito bacana que recebi por e-mail e de autor desconhecido. Relata a diferença entre a vida no campo e na cidade pelo ponto de vista ambiental.

Luis, quanto tempo!

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo… hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite.
De madrugada pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis? Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro… Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade.

To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente. Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né …) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo.

Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não vai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei.

Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia.. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta em papel reciclado pois não existe por aqui, mas aguarde até eu vender o sítio.
Autor desconhecido.

* Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Wendell Barroso lança disco de outro Planeta




O cantor sãojoanense Wendell Barroso lotou a sede dos Trombeteiros na noite da última quinta-feira (dia 14), para o lançamento de seu 1º disco (“De outro Planeta”, um tributo a Zé Geraldo e Renato Teixeira), o qual sempre foi fã.

Márcio Sabones fez a apresentação e na seqüência muito “Rockpira” - uma mistura de Rock com caipira, estilo Creedence brasileiro. A platéia acompanhava em coro as canções: Romaria - Amanheceu, peguei a viola – Frete – Senhorita e outras mais.

A Rádio Difusora marcou presença e fazia flash’s ao vivo com o repórter Luis Carlos Dutra e o programa Rancho Fundo (estúdio). A emissora é grande incentivadora do artista, lançando as músicas em toda programação.

Um evento em São João na quinta-feira e casa cheia. Quem foi adorou e aplaudiu de pé, quem não foi, perdeu a oportunidade de curtir um grande espetáculo. Pessoas de todas as faixas etárias, um mesmo som e reação. – Bom demais! Alguém gritou na platéia, não vi quem foi, mas concordei. Estava babando em assistir tão belo show.

Trabalho

A gravação do disco aconteceu no “Estúdio Versão Acústica” (final de 2009), do nosso “Mega Star” Emmerson Nogueira, que marcou presença no evento acompanhado de sua bela e simpática esposa Patrícia.

Wendell Barroso na voz e violão, acompanhado de uma equipe de luxo. Aldo Torres (Guitarra), Flavinho (Baixo), Ricardo Itaborahy (Teclados) e Webber Martins (Bateria). Confesso que os meninos brincam no palco, na gíria: “os caras mandam ver”. É a mesma formação que gravou o disco no “Versão Acústica” aqui em São João Nepomuceno.

“É um sonho cara! Foi muito trabalhoso, fiquei por conta de tudo mesmo, mas estou muito feliz e grato pelas pessoas que me ajudaram. Agora é subir no palco e fazer a festa” – palavras de Wendell no camarim, minutos antes do início do show.

Sempre digo da dificuldade de gravar canções consagradas por outras vozes, pois, a comparação é imediata. Wendell gravou Amanheceu, peguei a viola – sucesso de Renato Teixeira que era tema do programa “Som Brasil”, assistido por nós na década de 80, na Rede Globo pelas manhãs de domingo. Ao comparar o original do Renato com a versão do Wendell notamos diferença, mas nada que comprometa o trabalho do ousado sãojoanense – ele respeita o estilo e inova com acordes e solos.

Amigo Wendell Barroso e banda, nota 10 pelo trabalho. Obrigado pelo disco e sucesso!

LISTA DAS MÚSICAS DO CD WENDELL BARROSO - Um tributo a Zé Geraldo e Renato Teixeira - "De outro mundo"

1 - Amanheceu, peguei a viola
2 - Senhorita
3 - Frete
4 - Reciclagem
5 - Tocando em frente
6 - Milho aos pombos
7 - Um violeiro toca
8 - Lua curiosa
9 - Amizade Sincera
10 - Como diria Dylan

Acesse www.sjonline.com.br e veja as fotos do evento.

Pery Ribeiro fala sobre a minissérie que contou a história de seus pais: Dalva e Herivelto



Não há nada que Pery Ribeiro, de 72 anos, não queira ver revelado na microssérie Dalva & Herivelto – Canção de amor, sobre a vida da cantora Dalva de Oliveira e do compositor e cantor Herivelto Martins, que a Globo vai exibir em cinco capítulos, a partir de 4 de janeiro.

“Eu sou um filho que tem tanto amor pelos pais que não sou capaz de querer filtrar absolutamente nada da conduta deles. O meu amor pelos dois é tão grande que eu quero que o Brasil saiba quem eles foram, com direito inclusive ao peso de algumas imagens, para que as pessoas entendam por que meu pai, por exemplo, foi tão cruel em determinados momentos da relação dele com Dalva.

Herivelto sentiu uma dor profunda ao perder seu grande amor. Disfarçar isso é difícil”, justifica o também cantor, que, muito antes de o programa ir ao ar, já provoca polêmica ao criticar algumas posturas da emissora carioca em relação à família.

Um dos momentos cruciais, que na opinião de Pery não poderá faltar à trama, é a briga musical travada entre os pais. “Durou de sete a oito anos e resultou em um repertório maravilhoso”, recorda. Ele ressalta que o início se deu com a gravação de Tudo acabado, de J. Piedade e Osvaldo Martins, por Dalva, em 1949.

Autor do livro Minhas duas estrelas – Uma vida com meus pais Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, que ele escreveu a quatro mãos com a então mulher, Ana Duarte, Pery tinha informação de que a série seria inspirada em sua obra.

Consultora de Maria Adelaide, a irmã Yacanã Martins, que também é atriz e vai atuar no programa, desmente o cantor e diz que Dalva & Herivelto não tem nada a ver com o livro do irmão, que prioriza a relação conturbada dos dois. Mesmo convidado publicamente pelo diretor Denis Carvalho para acompanhar de perto a gravação de algumas cenas, Pery não assistiu à nada ainda.

“Eu tenho interesse em ver, mas eu não sei onde eles estão, para onde vão”, desconversa o cantor, que diz crer no empenho da equipe. “Lamentavelmente, a gente não tem ingerência nenhuma sobre Dalva & Herivelto. Eu entendo que é um programa grande, de altíssima responsabilidade, em que eles não podem correr risco de ter o filho de alguém dizendo não ter gostado disto ou daquilo”, acrescenta.

“Poderiam abrir uma brecha, mas não é o que tem acontecido”, lamenta Pery Ribeiro, cujo relato da vida conturbada dos pais em livro não teria agradado a parte da família. “Eu estou pedindo a Deus que seja uma coisa legal. Acredito que seja uma coisa bonita, o Denis é um excelente profissional, um excelente diretor. Mas a gente fica sempre com aquela curiosidade: será que vão fazer meu pai legal? E a minha mãe?”, interroga-se, otimista em relação às interpretações de Fábio Assunção e Adriana Esteves, que vão protagonizar a série.

EMPENHO E IDENTIFICAÇÃO

“O Fábio está muito empenhado em viver meu pai, principalmente porque ele está saindo de uma crise existencial muito grande, uma situação difícil na vida de qualquer ser humano. Isso tem feito dele um lutador”, diz a respeito do tratamento antidrogas a que o ator se submeteu.

Sobre Adriana, Pery diz apenas tratar-se de uma pessoa emocional por excelência. Se o programa será fiel ou não à realidade que ele viveu de perto, Pery não quer saber. “O pior nessa história toda é o fato de meus irmãos não gostarem do meu livro. Há uma realidade transcrita ali que não obedece às boas lembranças deles”, diz a respeito de Ubiratan Ribeiro, além de Yaçanã Martins.

“Ao não gostarem do livro, eles fizeram uma certa pressão junto à Maria Adelaide para que a microssérie não fosse baseada nele. Como ali há histórias que nunca foram contadas, acredito que saiam diretamente do livro para a série”, aposta o filho de Herivelto e Dalva.

Com a provável volta do nome dos pais à grande mídia, Pery Ribeiro vai aproveitar para fazer um disco com o repertório da famosa briga musical dos pais. Na opinião do filho, todas as homenagens feitas até aqui aos dois, seja em musicais, seja em outras peças teatrais, foram muito hollywoodianas, com muita maquiagem. “Espero que a série ofereça uma realidade um pouco mais fiel. Dalva e Herivelto foram pessoas tão grandes na música brasileira e na própria vida que viveram que não vale a pena jogar nada para debaixo do tapete”, conclui.

AMIGO DE TODAS AS HORAS

Funcionário público aposentado que vive em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Nacib Amum Farah, de 74 anos, se transformou em uma espécie de preparador de atores ao receber alguns integrantes do elenco da microssérie da TV Globo em sua casa, para dar dicas sobre Dalva e o universo trágico pelo qual ela transitou. “Morei com Dalva por 80 dias, em uma casa de saúde de Copacabana”, recorda o presidente do mais importante fã-clube da cantora, que se tornou amigo e confidente dela. Para ter uma ideia da importância de Nacib na trama, vale lembrar que Dalva de Oliveira morreu literalmente em seus braços.

Além do ator paulistano Luiz Araújo, que vai interpretá-lo em Canção de amor, Nacib diz ter recebido a própria Adriana Esteves, a quem deu dicas do gestual todo particular de Dalva. “Ela jamais dava as costas para o público”, ensinou à protagonista da série, salientando que para agradecer à plateia Dalva cruzava os braços sobre o peito, não muito encostados, sugerindo que eles portassem rosas que ela levaria para a sua protetora, Nossa Senhora Aparecida. “A mim, ela contava que teria visto Nossa Senhora assim”, recorda o confidente. Segundo admite, na cena a cuja gravação ele assistiu, Adriana estava “maravilhosamente maquiada”. “Se alguém visse, a confundiria com Dalva.”

Troféus, coroas, placas, retratos e casacos de pele da cantora integram o extenso acervo do ídolo que o fã guarda na própria casa. Parte do material, que ele costuma expor a convite de instituições, está sendo emprestada para as gravações da microssérie. “Sou contra museus, veja o que ocorre com o acervo da Carmen Miranda, praticamente jogado naquilo que chamam de museu”, critica. O que Nacib mais admirou na amiga foi a interpretação trágica que ela imprimia nas canções. “Dalva se entregava de maneira inimaginável à música.” Ao fã ele confessou que não se inspirava em ninguém para cantar. “É a minha interpretação”, teria dito Dalva, uma pessoa simples e humilde, conforme o relato do presidente do fã-clube.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"Meu nome é 123456"



Já percebeu que somos números? Concorda? Não? Sim? Talvez? Não podemos descartar a idéia de que eles fazem parte e tem grande importância em nossas vidas. Os números servem como grandes identificadores da realidade em que vivemos.

Pra começar, pense em seu nome. Ok! Digamos que você chegou em um Cartório para resolver alguns compromissos ou problemas. A primeira frase do atendente após cumprimentá-lo será: - Documentos, por favor! A sua identificação como pessoa física (CPF) ou até mesmo Registro Geral (RG) contém uma série numérica única que o diferencia que qualquer outra pessoa desse mundo. No Brasil existem milhares de José da Silva, mas o 111.000.222 – 33 é único.

O mesmo acontece com o título de eleitor, carteira de motorista, número de inscrição para vestibular, carteirinha do colégio, do título de sócio do melhor Clube da cidade e etc. Com esses números seu nome fica limpo ou sujo no SPC – SERASA e permite que tenha aquela conta no Banco, que aliás, tem número de agência, operação, conta e a senha. Aí! A senha! Uma loucura. Tem senhas de todos os tipos, com 4, 5, 6 dígitos, com letras e números (caso da internet) e etc. Cuidado para usar a data de nascimento, é bem manjada.

Não é rico, sem herança pra receber e tem trabalho simples? Então amigo, só sentirá o cheiro da riqueza jogando na loteria, mas adivinhe, tem que acertar 6 números entre 00 a 59. A chance é pequena 1 x 52.000.000. Haja número!

Parece comédia, mas tudo gira em torno de números. Você mora a 72 km de Juiz de Fora, tenho 20, 30, 40 anos de idade. Recebe R$ 515,00, R$ 1.000,00, R$ 3.000,00 por mês. Mora na Rua da Internet, número 75 (com a ausência do número, os CORREIOS devolvem a correspondência), torce para o time 3, 4, 5, 6, 7 vezes campeão. Estuda na 8º série ou no 5º período da faculdade. Foi CDF na Escola, sempre tirava 9 ou 10. Era galã, porque saia com 3 garotas por noite ou era uma moça levada por sair com dois caras. Tem 1,80m de altura e pesa 85 kg. Sua TV tem: 4, 25, 90, 247 canais e 14”, 20”, 40” polegadas. Seu carro tem uma placa legal (MEU 2010 ou ELA 1000). Sua casa tem mais de 600m² e o IPTU é muito caro ou o seu carro é zero e o IPVA é uma “nota preta”.

Os números mostram: condição social, estética, intelectualidade, localização, conforto, dimensão e muito mais. Observando o mundo atual, notamos que o ser humano está mais isolado, sem tempo pra muitos lazeres e muito preocupado com os tais números do bolso, da cintura, do envelhecimento e da distância.

Essa novela não vai mudar, pois eles realmente são necessários para melhor compreender o que passa ao nosso redor, mas pecamos em classificar os melhores e os piores. Preconceito, descriminação, revolta, abusos e exageros são números perigosos que podem dar fim a humanidade, e colocá-la em estaca zero.

Por favor, não seja hipócrita. Ganhe sua vida honestamente e administre seus números de maneira limpa e transparente, diferentemente de alguns sujeitos que enchem suas meias, cuecas de uma numeração suja e desonesta.

Meu nome é 123456 e sou único.

"Carnaval"


Fazendo algumas leituras sobre o assunto carnaval, tive a ousadia de escrever pra você, querido leitor, sobre essa festa que sem dúvida mexe com o Brasil e deixa todos os outros países morrendo de inveja da nossa folia.

A maior festa popular do Brasil começou em finais do século XVIII, e era conhecido com o nome de “Entrudo” praticado em brincadeiras e folguedos entre famílias (alta sociedade) e populares (escravos e pobres).

Com a importação dos bailes parisienses, pela alta sociedade brasileira, tornaram a festa mais chique e popular com máscaras e fantasias tais como Pierrot, Arlequim e Colombina (bailes de máscaras). No final do séc XIX, vários foliões desfilavam nas ruas do Rio de Janeiro, em blocos, cordões e ranchos (entrudos populares). Em 1899, Chiquinha Gonzaga, compôs a 1º música especificamente para o Carnaval, “O Abre Alas” para o Cordão Rosas de Ouro (RJ).

Em meados do séc XX, surgiram as Escolas de Sambas nas comunidades cariocas. A cada ano (desde 1932), existe o Concurso entre elas, hoje conhecido mundialmente e televisado ao vivo para todo o país. Um verdadeiro espetáculo organizado em plena Marques de Sapucaí (desde 1983). Inicialmente o desfile acontecia na Praça Onze, na seqüência Avenida Presidente Vargas, Estádio de São Januário, Avenida Presidente Antônio Carlos, Rua Marquês de Sapucaí que depois passou a ser o Sambódromo, local oficial dos desfiles até os dias atuais.

Ainda em minhas pesquisas, achei uma lista de todas as campeãs do carnaval carioca e como todo curioso enumerei as maiores vencedoras:

Portela (21 títulos), Mangueira (17), Beija-Flor (10), Salgueiro (9), Império Serrano e Imperatriz Leopoldinense (8), Mocidade Ind. Padre Miguel (5), Vila Isabel (2) e Unidos da Tijuca, ARES Vizinha Faladeira, Unidos da Capela, Estácio de Sá e Unidos do Viradouro (1). A última campeã (2009) foi Salgueiro.

Não podemos esquecer do excelente desfile das tradicionais Escolas de Samba de São Paulo (a cada ano melhor), o axé da Bahia e todos seus trios elétricos, blocos e abadas. No Recife, o frevo ainda impera com o maior bloco de carnaval do mundo, “O Galo da Madrugada”, que atinge mais de 3 milhões de foliões nas ruas da capital pernambucana. Em Minas, o interior do Estado a festa é grande. São João Nepomuceno, Ouro Preto, Diamantina, São João Del Rey entre outras várias localidades recebem milhares de turistas para os seus deliciosos carnavais.

“A festa do povo, onde ricos e pobres, negros, brancos e amarelos se misturam e deixam de lado as diferenças. O dia 13 de fevereiro é sábado de carnaval e o maior espetáculo do mundo prepara-se para abrir suas cortinas mais uma vez...”
Até lá!

ESCOLHA DO SAMBA ENREDO 2010 – GRES MIRIM DE DESCOBERTO



No último sábado, dia 9, a cidade de Descoberto conheceu o Samba Enredo do GRES Mirim. O presidente Giovane Trombini e sua diretoria, prestou justa homenagem a sambista sãojoanense Nely Gonçalves, com o Enredo do artista e professor Nei Moraes – “No céu há luzes, no jardim há flores, no samba há estrelas e uma delas “Nely Gonçalves”, aquela que nunca se apagará”.

Por vários anos, Nely mostrou-se símbolo do samba de nossa região. Excelente cantora, instrumentista e compositora prestou serviços às Escolas de Samba, Blocos, porém, a tudo aquilo que é voltado ao samba.

Cabe perguntar às pessoas relacionadas ao meio que terá a mesma resposta: - Ela merece! A noite foi regada a samba e alegria. A bateria do GRES Unidos de Descoberto fez apresentação de gala com a presença de sua Rainha e madrinhas. O GRES Esplendor do Morro de São João Nepomuceno apresentou seu casal de mestre-sala e porta-bandeira (Robson e Fabiane), além da presença de seu presidente Paulinho e diretoria. Foi uma excelente oportunidade para reencontrar os amigos sambistas, artistas, jornalistas, autoridades e etc.

Julgamento e Homenagens

Um seleto corpo de jurados teve a responsabilidade de julgar o grande vencedor entre seis belos sambas. Os concorrentes foram: o trio Felipe do Cavaco, Pato Roco e Canário – José Maria de Souza (Jota) – Jóia Dalva de Almeida Castro Neves – a dupla Heryolly da Unidos e Didi Sobral – Arílson Bolo – Likim.

Após as apresentações, o presidente da Mirim Giovane Trombini e seu vice-presidente Robson Eliziário, comandaram as homenagens daquela noite. Nely recebeu placa de reconhecimento e agradecimento aos serviços prestados ao samba. O site SJOnline recebeu prêmio pelas coberturas em eventos, trazendo informação de São João e região. A rádio Difusora AM pelo reallity show “Desafio na Colina”. Nei Moraes pela autoria do enredo e o símbolo de artista e ser humano. O prefeito Fernandinho pela administração do município e apoio ao carnaval. Márcio Sabones destaque como apresentador do reallity show “Desafio na Colina”.

No final o resultado indicou o trio Felipe do Cavaco, Pato Roco e Canário como grandes vencedores, seguido por Arílson Bolo na segunda colocação e Heryolly da Unidos em terceiro.

Parabéns o GRES Mirim de Descoberto e todas as pessoas que empenharam para organizar mais um ano de desfile. Sabemos das dificuldades encontradas, mas alegramos em testemunhar boa vontade e garra. Bola pra frente Giovane, Robson, Paula e toda a galera descobertense. Feliz carnaval para todos.

Fotos e videos no site: www.sjonline.com.br