Blog do Sabones - Expediente

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"Quem é bonito?"

Assistindo ao quadro “Vai dar namoro” do programa “O melhor do Brasil” da Rede Record de televisão, tive a oportunidade de dar boas risadas e analisar o que faz uma pessoa participar e expor suas particularidades para uma audiência de milhões de pessoas.

Para quem não conhece, o foco das brincadeiras são as “paqueras e os foras” dos participantes. Eles fazem suas inscrições pelo site da emissora (R7) e sobem ao palco com o divertido e serelepe apresentador Rodrigo Faro. Oito moças ficam sentadas à espera dos pretendentes. Esse momento é o mais interessante. Faro tem um cardápio numerado até dez, e em cada número, fotos que revelam corpos dos meninos fotografados, sem que sejam reconhecidos pelos rostos.



Os primeiros a serem escolhidos são as barrigas tanquinhos, tórax definidos e braços musculosos. Já as perninhas de frango, os pés tortos e as mãozinhas de dedos longos ficam por último. É como entrar no açougue – pé e pescoço de galinha ninguém quer. A platéia participa e muito do programa, vira uma gritaria incontrolável pelos números seis e oito. Eu fiquei com pena do orelhudo da foto quatro. Mas o que fazer? Comecei a torcer por ele, juro!

Os rapazes entram, um por um, e as moças cheias de poses ficam olhando e analisando os meninos. Igual ave de rapina na caça. Às vezes entra um bonitinho, a platéia grita e é só ele abrir a boca que a resposta das meninas é: -”Hoje não Rodrigo!” Será que amanhã ela fica com ele? Deve ser, ainda não consegui entender. Mas alguns dão sorte e recebem um sim da moça e saem pra conversar a sós. Fico mega intrigado: pagaria uns R$ 7,00 (sete reais) para ouvir aquele papo ao pé do ouvido do casal.

Eis que uma brincadeira entra em ação. Íntimo e pessoal. Quatro caixas e cada uma delas com um objeto dos participantes. Tentando mostrar um pouco das personalidades dos pretendentes desconhecidos. Numa caixa tinha uma luva de boxe, noutra uma cueca preta, a próxima um livro e na última uma cueca do Scooby Doo. Foi o momento mais bonito da TV brasileira dos últimos vinte anos. Quem nesse mundo usa uma cueca do Scooby Doo? Mas graças ao bom Deus não foi o escolhido, perdeu para a luva de boxe.



Até então, meu amigo orelhudo não tinha sido chamado. Por que será? “A azaração” continua, uns se dão bem e outros não. Moças sozinhas nas cadeiras e alguns rapazes no toco (local produzido para os rejeitados). Entrou meu amigo orelhudo, o penúltimo a ser chamado – antes da foto três (costas magrelas). Nenhuma moça queria conversar com ele, mas de repente a luz. A última da fila das cadeiras deu uma chance.

Eu vibrava em casa. Dizia a minha prima: -”Tá vendo, não é só estética! Existem pessoas que enxergam a alma, o conteúdo.” O meu amigo da foto quatro foi conversar com a não tão bela moça no sofá branco.

Em minutos, a moça pediu para voltar. Parecia que ela não havia gostado do meu amigo. Fiquei triste e desanimado. Eu gritava em pensamento: “Por que?” Assistia o orelhudo da foto quatro no toco, humilhado e cabisbaixo. Rodrigo Faro então fez a pergunta à moça. Por que? E ela com ar de deboche respondeu: “- Pô Rodrigo! Ele é o dono da cueca do Scooby Doo”.

A casa caiu! Subiu-me uma raiva, uma revolta por não ter identificado aquela orelha como uma coisa má. Tinha simpatizado com ele, fiz até torcida organizada, mas não havia percebido que se tratava de um cara de outro mundo, um alienígena que usava cueca do Scooby Doo. Dali pra frente, o quadro perdeu o sentido e parei de assistir.

O programa é uma diversão para as pessoas de casa, mas infelizmente configura uma sociedade hipócrita, despreocupada com o conteúdo e sim com as aparências. Usei o exemplo deste quadro de TV para falar do quanto às pessoas fazem o ridículo para aparecer. Elas abrem suas vidas e deixam ser levadas pelos deboches e escolhidas como produtos. Na maioria das vezes, só os bonitões e as bonitonas se dão bem.

Aqueles que estão fora do falso padrão de beleza da sociedade, não tem vez.
O meu amiguinho da foto quatro, o orelhudo, nada mais é o exemplo de milhões de brasileiros que ali assistiam ao quadro e se identificaram. É fato que a beleza exigida pelos tempos modernos , ele não possuía, mas o que torna o rapaz uma pessoa feia ou desinteressante? A orelha? A cueca do Scooby Doo? Brinquei no texto para alertar o quanto somos manipulados pela estética imposta pela mídia a zombar dessas ou aquelas pessoas que achamos ou classificamos inferiores. É justo ser peça de escolha de várias pessoas? É certo ouvir de outras pessoas que você não é interessante, ou que hoje não! Rodrigo.

Dos participantes não tenho pena e nem devemos, pois eles toparam e inscreveram para participar de tal programa por livre espontânea vontade. Caso foram ridicularizados, foram porque quizeram. O problema é o exemplo para as pessoas que assistem. Será que as festinhas de adolescentes adotarão essas formas de escolhas de casais? Será uma norma para as meninas escoherem os belos tórax e barrigas tanquinhos? Isso não parece manipulação? E aqueles que não estão nessa aparência? Como ficam? Sozinhos? Revoltados?



Diariamente casos de bulimia, anorexia de modelos, overdoses e paradas cardíacas por uso de anabolizantes acontecem; e ninguém sabe porque seu filho fez uso disso ou aquilo. Com essa maneira de fazer TV os jovens desesperam por ter esses rótulos exigidos e impostos pela mídia. Por isso a vontade de aparecer, ser conhecido e aproveitar disso para se dar bem com as meninas ou meninos acontece cada vez mais. Parece que participar de quadros como o “Vai dar namoro” será a solução dos problemas de solidão e anonimato. Nunca fui famoso e nem precisei de aparecer na TV para ser feliz ou namorar.

É a sustentação de um fetiche irreal. Nunca seremos perfeitos. A insatisfação será eterna se quizermos ser o que os outros ou a mídia exige. Não seja idiota, todos somos belos, temos os nossos encantos. Beleza não se compra. Somos o que somos. O que adianta plásticas, roupas, jóias e todos esses investimentos com algo que o tempo consumirá. Ser bonito, é ser autêntico,único e feliz com a vida. Caso pensa o contrário e segue a risca o que o mercado manda, vista sua cueca do Scooby Doo e vai para o toco.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Novos Horizontes apresenta "São Francisco de Assis"

Cia de Teatro Novos Horizontes apresenta "São Francisco de Assis"




O competente diretor da companhia, Nei Moraes, prova seu talento e sensibilidade ao fazer reeleitura do espetáculo ‘São Francisco de Assis”, na sede dos Trombeteiros. Por 29 anos ininterruptos, os “Novos Horizontes” apresenta seus trabalhos para a nossa comunidade e vizinhanças.

No início de novembro começou as apresentações do projeto 2010. São Francisco é uma peça muito especial ao diretor, e foi por um sorteio, isso mesmo, que a peça foi escolhida. O diretor colocou em pedaços de papel os nomes das peças já apresentadas por todo esse tempo pela companhia e aquela sorteada seria o trabalho de 2010.

Nei conta com um excelente elenco e sua sensibilidade é notada no palco. Os diálogos, muitos em sotaque italianos, figurinos impecáveis, belo cenário e uma sonoplastia emocionante. A história de Francisco prende a atenção da platéia pela metamorfose do personagem principal, que se depara aos problemas do mundo na adolescência. Francisco é arrogante, boêmio e debochado rapaz de família rica, que renuncia ao luxo e entrega a vida para Deus, irritando o seu pai que o expulsa de casa.



O espetáculo tem uma duração de 1h 10min. A última apresentação será no sábado, dia 27, às 20h na Sede dos Trombeteiros, centro de São João Nepomuceno- MG. A renda será revertida ao 6º Festival de Teatro (Nepopó Festivao). A atriz Cida Nascimento que faz parte do elenco será a homenageada da sexta edição deste Festival, que já teve Nei Moraes como homenageado em 2008.

Vale a pena curtir! Nota 10!

Mais informações: www.sjonline.com.br

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Radical! 3º Etapa do Campeonato de Skate em São João Nepomuceno.

A pista de skate de nossa cidade ficou lotada para curtir um esporte radical. Na tarde de sábado (20/11), São João recebeu skatistas de Juiz de Fora, Bicas, Rio Pomba e Ubá para a disputa da 3º Etapa do Campeonato regional.



O evento teve a excelente organização dos jovens Tiago Machado e Edgar Gelo (amantes e praticantes do esporte). Em conversa com nossa reportagem desabafaram da dificuldade de promover um evento deste esporte no nosso município.

“... por muitos anos as pessoas acham que skate é coisa de nóia (drogados), mas vocês são testemunhas e podem ver o nosso evento. Sem drogas, brigas e etc... aqui só tem o skate, o prazer de andar e subir nas rampas ...” – Tiago Machado ao microfone, na apresentação do evento.

A competição

Duas modalidades foram disputadas: Mirim (até 15 anos) e Open (acima de 16 anos). Na Mirim 13 skatistas e na Open foram sete. O duelo foi na pista de street, localizada na Avenida Carlos Alves, próximo ao Center Moda. Debaixo de um calor de quase 40º C, a garotada não economizou nas manobras e “arrancava” gritos da platéia pelo sucesso dos movimentos. Os jurados eram skatistas mais experientes que marcavam presença e nãofoi moleza decidir quem venceria.



Nepopó City foi muito bem representada e conseguiu os 4º e 5º lugares na Mirim com André Itaborahy (Dedé Machado) e Juninho Zagre (suicida), respectivamente. Na categoria Open os sãojoanenses conseguiram a 3º e 5º colocações com Renato e Felipe. O auge da competição ficou para as últimas voltas da final do Open. Joãozinho (JF) tirou da cartola uma manobra que fez os presentes enlouquecerem - saltou da pirâmide e escorregou no corrimão do outro lado, mantendo uma altura e velocidade altíssima - acertou o movimento na sexta tentativa (tudo ou nada). A galera invadiu a pista e abraçou aquele que sem dúvida venceu a categoria!

Resultados


Os vencedores: Grete (Mirim), Tiago Machado (organizador) e Joãozinho (Open)

* Além de troféus e brindes, o 1º e 2º colocado de cada categoria recebeu prêmio em dinheiro – 1º lugar R$ 70,00 e 2º lugar R$ 30,00.

Mirim:

1º lugar: Grete – Rio Pomba
2º lugar: Biel – Bicas
3º lugar: Dentinho – Ubá
4º lugar: Dedé Machado – SJN
5º lugar: Juninho Suicida – SJN

Open

1º lugar: Joãozinho – JF
2º lugar: Nicolas – JF
3º lugar: Renato - SJN
4º lugar: Tutuca – JF
5º lugar: Felipe – SJN

O pedido

Durante a competição, os organizadores informaram de uma provável reforma daquela pista de skate. Estavam colhendo assinaturas dos presentes para um abaixo assinado, com o objetivo de apresentar à Prefeitura Municipal.


Tiago confessou ter um projeto em mãos, no qual a pista ganharia uma rampa oval, novos obstáculos; além de manutenção e pintura. Concordo que a reforma é viável e possibilitaria um desenvolvimento ainda maior aos atletas. Visto que mesmo sem as reformas desejadas, o resultado tem sido positivo nas participações em todos os eventos de skate.

Concluindo

Foi ótimo passar à tarde de sábado ao lado dessa galera. A platéia animadíssima e ligada a cada manobra. A organização o nosso muito obrigado pela recepção, nota 10. Aos meninos participantes, show de bola! Todos são ótimos, fiquei “viajando na maionese” pela coragem e ousadia nos movimentos. Confesso que era difícil dizer quem venceria.

A única coisa que deixou com medo era a falta de proteção (joelheiras, capacetes, cotoveleiras), mas todos se esquivavam bem e deram seu show. É preciso apoiar, acreditar nesses garotos – não virar a cara e dizer que são malucos, bagunceiros e drogados. Isso não é verdade. Pais como Robson Zagre e esposa acompanhavam o filho Juninho, assim como a mãezona do Matheus, Meire, curtindo o momento pra valer.



Sabe porque devemos apoiar o esporte? Ele é vida, qualidade, alegria, inclusão e o principal: forma pessoas honestas que conhecem a vitória e a derrota e desde cedo ensina a lidar com o sucesso e o fracasso.

Galera! Que energia da juventude (U-hu!!!), e o ritmo das músicas (demais). A linguagem – que loucura, parecia q estávamos nos EUA com tantos nomes em inglês. Tiago caprichou na narração. Chamou me à atenção a amizade e união dos participantes, que mesmo adversários vibravam com o sucesso da manobra do outro, batendo o skate no chão, uma reverência dessa galera.

Tiago gritava: Vamos fazer barulho! Vamos quebrar tudo! Não era rebeldia e sim uma maneira de dizer: Platéia e atletas, quero o melhor de vocês! E ele conseguiu, com certeza. Parabéns galera do skate de São João Nepomuceno! Foi lindo!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sucesso na 4º edição do Fest D'oro

Ele está de volta. Depois de três anos, o Festival de Música da “cidade Garbosa” voltou e sua quarta edição no The Pub (antiga Cantina Pizza D’oro), sábado (dia 13/11), ficou marcada pelos talentosos músicos, as várias emoções e surpreendentes canções.

Logo no início, o organizador do evento e dono da casa Fernando Motta, fez um emocionado discurso, falando da trajetória do Fest D’oro, desde sua primeira edição (2005) e de suas dificuldades. Lembrou da importância de arrecadar fundos para a execução do Festival, por meio de projetos e parcerias privadas. Fernando deixa claro que ter o apoio do órgão público é importante, mas de maneira alguma deve ser o único.

A homenagem

Em seguida, uma merecida homenagem a Luis Quirino de Freitas, “o showman”, que por anos tem feito de nossas noites uma deliciosa seresta. Quirino é filho de nossa terra e é muito conhecido pelas performances nos boleros, forrós, samba, entre outros estilos. Emocionado, o senhor de 73 anos de idade recebeu o trófeu que o homegeava e com lágrimas nos olhos cantou “Emoções” de Roberto Carlos, acompanhado pelo excelente músico Ronaldo Magg.


Na foto, o organizador Fernando Motta e o homenageado Luis Quirino de Freitas

“...antes mesmo de muitos concorrentes da Fest D’oro nascer, Quirino já brilhava nos palcos...” – Fernando Motta. Aplaudido de pé pela platéia do Fest D’oro e pela linda homenagem, Quirino teve o reconhecimento de todos os anos dedicados à música. Era visível sua emoção até o fim do evento.

O julgamento e as canções

Com oito canções concorrendo o 4º Fest D’oro, o corpo de jurados formado por João Carlos Rabello – jurado em todas as edições e amante da música, Cleverson Cabral – músico, cantor, compositor e melhor intérprete em 2006, Márcio Sabones – jornalista, ator e cantor, João Carlos Santana – jornalista, cantor e compositor e Emerson (Transamérica) – radialista e amante da música tiveram de julgar letra, música e interpretação. A canção que atingir a maior soma é a vencedora. Além do 1º lugar, o segundo e terceiro da soma geral recebem troféu, tal como o melhor intérprete.

Os concorrentes ao cobiçado trófeu do 4º Fest D’oro foram:

- Pequeno Universo
Música, Letra e Interpretação: Edy Nascimento

- Victória
Música, Letra e Interpretação: Thiago Pável

- Café da manhã capitalista
Música, Letra e Interpretação: Badó/Lanini

- Quando eu te conheci
Música, Letra e Interpretação: Ronaldo Magg

- Mar de Sonhos
Música, Letra e Interpretação:Edy Nascimento

- Herança Lusitana
Música, Letra e Interpretação: Paulo Cri

- Xote do Desconcerto
Música e Letra: Lucas Soares e Kadú Mauad
Interpretação: Kadú Mauad

- Mundo Encantado
Música e Letra: Thiago Pável
Interpretação: Banda The Grau

- A canção Pra Você (letra e música Gabriela Corrêa e interpretação Val Dornelas) justificou sua ausência por motivos de outros compromissos de última hora.

A espera e o resultado

Enquanto todos aguardavam o resultado, o palco ficou livre para eventuais “palinhas” dos músicos ali presentes. Cleverson Cabral e Márcio Sabones formaram dupla e cantaram suas paródias no palco do Festival. Dentre as canções “Como é grande o tesourão do Anisinho” e “Antigões”. Sabones incorporou Tim Maia e fez um pequeno pout-purri do sindico.

Depois das brincadeiras, enfim o resultado. O apresentador André Manzo que por todo o instante conduziu muito bem o evento, chamou ao palco personalidades e autoridades sãojoanenses para as entregas das premiações.

O presidente da Câmara Municipal de São João Nepomuceno, Sr Sebastião Barbosa que também é músico, entregou o prêmio de melhor intérprete para Kadú Mauad na canção Xote do Desconcerto. Ele atingiu 47,6 pts dos 50 pts possíveis; três décimos a frente do segundo colocado.

A cabeleireira Márcia Reis, patrocinadora do evento, entregou nas mãos de Thiago Pável o troféu de 3º colocado pela canção Victória – atingindo 136,9 pts dos 150 pts possíveis.

O proprietário do Oppera Stúdio, Ângelo, fez a entrega do troféu para o 2º colocado. Kadú Mauad com a canção Xote do Desconcerto que somou 143,3 pts. Kadú foi vencedor das duas primeiras edições (2005 e 2006) e 2º colocado em 2007 e agora em 2010.

O grande vencedor recebeu das mãos de Fernando Motta (organizador) e Isaías Sporch de Freitas (proprietário da Rádio Difusora e Sporch Freitas Construções) o troféu do 4º Fest D’oro, que após três anos retorna a agenda cultural da cidade. Com a canção “Herança Lusitana”, o grande vencedor foi Paulo Cri com 145,0 pts. Ele é o concorrente mais experiente desta edição, que por anos tem a música presente em sua vida.


Paulo Cri, Kadú Mauad e Thiago Pável (vencedores da noite)

Em seu discurso, Paulinho exaltou o evento e revelou emocionado a felicidade de participar de um evento com tantos jovens talentosos. Embasado em suas experiências vivênciais deixou seu recado: - “Isso não pode parar! Vamos apoiar a música, a arte, a cultura!” Paulo Cri, famoso Cricri, é um dos grandes mestres da música em nossa cidade. O próprio Kadú revelou que tomou lições de violão com ele na infância, assim como Emmerson Nogueira e muitos músicos em São João.


Comentário final

O que dizer? Seria Fênix ressurgindo das cinzas?

De certo presenciamos o renascimento de um evento que nunca devia ter parado. Um festival de música. Canções próprias. Inéditas. Surpreendentes. Declarações, sentimentos e poesias cantadas por nossa gente; e tudo aqui no cantinho das Minas Gerais. Adolescentes, jovens, adultos e experientes senhoras e senhores da música. Tanto talento junto. É pra colocar inveja em muitas cidades.

Estaremos sempre navegando a favor dessa maré. Um raro prazer de emoções. Trabalhos exclusivos e especialmente preparados para nos apresentar. Isso sim vale a pena conferir e apoiar. É nossa identidade ao vivo naquele palco improvisado. Não falamos de um bate tambor eletrônico americano ou alemão. Um requebra carioca ou um “mela cueca” paulista. É o som de São João. Esse que precisa viver e ter mais espaço na cidade.

Parabéns Fernando Motta e toda sua equipe, o Festival foi maravilhoso. Aos músicos o nosso muito obrigado por caprichar em suas canções. O que fizeram foi lindo. Aos jurados, congratulações pela sensibilidade e coragem de julgar. A platéia um grande e carinhoso abraço pelo comportamento e atenção dada a cada um. Aos patrocinadores por acreditar. A Deus, por doar gotas de talento a cada participante e pela bela noite daquele sábado.

Mais informações no site www.sjonline.com.br

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Você votou?

Causa estranheza a pergunta?

Pois é! As eleições de 2010 entraram para a história como aquela que obteve o maior número de abstenções da história. Foram 29.197,152 (21,50% dos votos) abstenções no segundo turno, dia 31 de outubro. Somado ao número de votos brancos e nulos temos um número de 36.339,17 (28,2%), ou seja, um terceiro lugar de luxo, pouco menos de 7 milhões de votos de diferença à José Serra(PSDB).

Há alguns anos, ao encontrar amigos perguntávamos de seus votos e qual candidato escolhido. Domingo a pergunta é se foram votar. Muitos indicam que o feriadão do dia 2 de novembro foi o principal culpado para as ausências nas urnas. Será mesmo?

É claro que o leitor lembrará que jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e analfabetos não são obrigados a votar. Mas em todas as eleições isso acontece e nunca foi atingido uma porcentagem tão grande na história.



Será que o povo está desanimando? Preguiça? Irresponsabilidade? Falta de opção? Não sabemos de fato, mas é o indício que a política não agrada tanto assim. Quando era criança assitia os jovens lutarem pelas diretas já, todos queriam ter o direito de votar no governante do país, e agora, quase três décadas depois, parece que o ato de ir às secções é pagar uma promessa.Um péssima sinal. Os brasileiros devem mostrar sua cidadania com o seu voto. Não pode virar a cara e ficar de costas para a política nacional, mesmo que não gostem ou estejam desanimados, o cidadão tem o poder de sua escolha.

Eu carreguei minha cruz no domingo, e você?