Blog do Sabones - Expediente

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

SÃOJOANENSE BRILHA NO CENÁRIO NACIONAL

Estou falando de Álvaro Barcelos, o popular Cabral. Por mais de vinte anos residindo em São Paulo SP, faz parte da Cia Cênica Nau de Ícaros que recentemente recebeu o prêmio de Melhor Coreografia Nacional (Dança) do Guia da Folha de S. Paulo com o espetáculo “Tirando os pés do chão”.

Álvaro saudando o público em Campos do Jordão

Álvaro iniciou a carreira cênica em nossa cidade com o grupo GRUTA (1º edição) em 1977 e que nove anos depois transformou-se em Grupo Arte Teatro Amador (GATA) de São João Nepomuceno. Foi dirigido pelo saudoso José Luiz de Carvalho Nunes, o qual deposita carinho e gratidão.

Cabral foi para a capital paulista e lá foi um dos fundadores da Cia Cênica Nau de Ícaros. Centenas de trabalhos e viagens estão escritos no currículo do grupo que já tem projeção nacional e internacional. Desta vez, a Nau de Ícaros adiciona para seu hall o prêmio de Melhor Espetáculo de Coreografia Nacional.

Dirigida por Érica Rodrigues estreou em junho com a deliciosa mistura de dança e circo, resultando numa bela apresentação do amor. Inspirados no livro “Myrna – Não se pode Amar e ser Feliz ao mesmo tempo” – com textos da coluna do “Diário da Noite” (década de 50), exibindo trechos de aconselhamento sentimental, um pseudônimo de Nelson Rodrigues.



Com 26% dos votos dos leitores do Guia, “Tirando os pés do chão” confirma o que todos sabiam. Foi o melhor do ano, sem dúvida.

Parabéns ao nosso sãojoanense Álvaro Barcellos e toda a Cia Cênica formada por: Beatriz Evrard, Celso Reeks, Érica Rodrigues, Letícia Doretto e Marco Vettore.

Link da matéria do Guia da Folha: http://guia.folha.com.br/danca/ult10167u849046.shtml

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"QUINTA COM LEI - O REENCONTRO"

O grande encontro das figuras sãojoanenses mais engraçadas aconteceu mais uma vez no Botafogo FC, noite de quinta feira (dia 16). Organizado pelo segundo ano consecutivo pelos Mister Peteca e Wilsinho Frederico, o reencontro foi a continuação de sua primeira versão em 2009.


A turma reunida para a foto oficial do encontro (16/12/2010)

Somente homens podem participar e durante a festa um divertido amigo oculto de R$ 1,99 acontece. O mesmo é chamado de inimigo oculto. Este ano a presença do músico Sérgio Furlan animou ainda mais a festa que contou com Peteca na percussão e canjas de Márcio Sabones, Wilson Ramiro e o showman Luis Quirino de Freitas, ovacionado em sua chegada – os convidados cantavam Guantanamera – sucesso cantado por Quirino há anos em seus bailes.


A chegada de Quirino foi comemorada como um gol, Sabones foi à loucura!

Podemos citar que foi uma espécie de chá de bebê masculino, pois todos os convidados tiveram de levar um pacote de fraudas para a farra – em homenagem ao componente da turma Alonso, que será papai em breve.



Cerveja gelada, alegria, gozações e muitas palhaçadas fizeram que o evento acontecesse até às 3hs da madrugada, tendo início às 19h30min. O mais animado da festa no ano de 2010 foi o popular “Formigão” – exibindo talento e charme com seu corpinho magro e barba talibã.


Formigão e André Baleia - contraste corporal

Confira as fotos e em breve o vídeo no site www.sjonline.com.br: Vale a pena dar risada de novo!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Parabéns Fluminense! Foi merecido!

O futebol carioca continua mandando no Brasil. A 40º edição do Campeonato Brasileiro teve o Fluminense Football Club como campeão após emocionante vitória contra o já rebaixado Guarani de Campinas.



Não foi fácil. Aliás, vencer o campeonato brasileiro de futebol nunca foi. Após 38 rodadas e somando 71 pts, o tricolor carioca levantou o caneco no Engenhão, Rio de Janeiro, para sua apaixonada torcida que lotou o estádio na tarde de domingo com mais de 40 mil pessoas. Um lindo mozaico foi apresentado ao time e aos telespectadores pela torcida “pó de arroz” com os dizeres: “- Juntos pelo Tri”.

Todos achavam que seria fácil, uma goleada talvez. O Guarani entrou em campo com cinco volantes – tirando espaço do habilidoso Dario Conca e os perigosos atacantes: Fred e Emerson. A grande torcida empurrava o time com belos cantos na arquibancada, mas nada. Final de primeiro tempo, 0 x 0.

Calma ou ansiedade? O time do Fluminense não mostrava o futebol das outras 37 rodadas, também pudera, eram 26 anos de espera para mais uma vez levantar a Taça de Campeão Brasileiro. Corinthians 1 x 1 Goiás e Cruzeiro 0 x 1 Palmeiras, deixava o Flu com o título mesmo com o empate. No banco de reservas, o experiente técnico Muricy Ramalho – uma vez vice campeão com Inter RS (2005) e três vezes campeão com o São Paulo (2006, 2007 e 2008) tinha a missão de acalmar o time e fazer que o futebol de Conca e Cia voltasse a encantar e vencer a partida.

Aos dezesseis minutos do segundo tempo, o camisa 6 do Fluminense, Carlinhos arranca pela esquerda, cruza na cabeça de Washington no primeiro pau, que a desvia para o centro da área – a bola resvala no braço do zagueiro bugrino e é dominada por Emerson que bate de esquerda para o Gol. Explosão no Engenhão! Flu 1 x 0.



A partir daí, a torcida não parou de cantar e fazer festa até o apito final de Simon. A TV mostrava pessoas rezando e beijando escudos. Emocionante! No ano passado pude sentir a mesma emoção com o meu time, o Flamengo, que teve de virar o jogo contra o Grêmio em pleno Maracanã.

Parabéns Fluminense! Tri campeão brasileiro. Polêmica? Por que? Em 1970 o tricolor das Laranjeiras venceu a Taça Brasil, o mesmo formato do brasileirão. Teve de ganhar dos melhores times do país e sagrar-se campeão, como foi em 1984 e agora em 2010. Merecido. Foi o melhor time do campeonato. Há pouco mais de um ano, o Fluminense quase foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro (tinha 99% de chances de queda) e numa incrível reação venceu jogo por jogo e salvou-se na última rodada com um dramático empate em Curitiba com o “Coxa”, deixando o time paranaense na Série B. Foi a partir daí que o Tricolor Carioca começou a ser campeão.

Foi no apito final de Carlos Eugênio Simon que a imensa torcida do Fluminense de todo o Brasil comemorou e soltou o grito que estava há 26 anos preso na garganta. É campeão! Em São João não foi diferente. Fogos, carros e torcedores tomaram as ruas do centro e na Praça do Coronel José Braz, anunciaram a grande festa do tricampeonato.

Humildemente aplaudo esse time de GUERREIROS... Campeão Brasileiro de 2010.


Fotos: no site: www.sjonline.com.br

"REMEMBER 70' - do tempo da vovó"

No tempo da brilhantina. Cheguei em casa com a camisa suada de tanto dançar. Na última sexta feira (03/12) aconteceu a apresentação do Remember ’70 na Sede dos Trombeteiros. A banda formada por Robson, Mirella, Marcelo, Ronaldo Magg, Germano, Betinho e David fez com que a turma agitasse o esqueleto até altas horas daquela noite.



O excelente repertório e a perfeição musical, tira elogios de todos. Momentos de boleros, baladas, swings, rock ‘n roll e discotecas foram relembrados. Um delicioso momento de matar a saudade para os mais experientes e outro para curtir o som do tempo da vovó.

A banda é sãojoanense, deixando-nos mais honrados e satisfeitos com o sucesso dos amigos. Vale a pena curtir.


O salão dos Trombeteiros ficou cheio de jovens e casais apaixonados


Veja as fotos no site: www.sjonline.com.br

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"Quem é bonito?"

Assistindo ao quadro “Vai dar namoro” do programa “O melhor do Brasil” da Rede Record de televisão, tive a oportunidade de dar boas risadas e analisar o que faz uma pessoa participar e expor suas particularidades para uma audiência de milhões de pessoas.

Para quem não conhece, o foco das brincadeiras são as “paqueras e os foras” dos participantes. Eles fazem suas inscrições pelo site da emissora (R7) e sobem ao palco com o divertido e serelepe apresentador Rodrigo Faro. Oito moças ficam sentadas à espera dos pretendentes. Esse momento é o mais interessante. Faro tem um cardápio numerado até dez, e em cada número, fotos que revelam corpos dos meninos fotografados, sem que sejam reconhecidos pelos rostos.



Os primeiros a serem escolhidos são as barrigas tanquinhos, tórax definidos e braços musculosos. Já as perninhas de frango, os pés tortos e as mãozinhas de dedos longos ficam por último. É como entrar no açougue – pé e pescoço de galinha ninguém quer. A platéia participa e muito do programa, vira uma gritaria incontrolável pelos números seis e oito. Eu fiquei com pena do orelhudo da foto quatro. Mas o que fazer? Comecei a torcer por ele, juro!

Os rapazes entram, um por um, e as moças cheias de poses ficam olhando e analisando os meninos. Igual ave de rapina na caça. Às vezes entra um bonitinho, a platéia grita e é só ele abrir a boca que a resposta das meninas é: -”Hoje não Rodrigo!” Será que amanhã ela fica com ele? Deve ser, ainda não consegui entender. Mas alguns dão sorte e recebem um sim da moça e saem pra conversar a sós. Fico mega intrigado: pagaria uns R$ 7,00 (sete reais) para ouvir aquele papo ao pé do ouvido do casal.

Eis que uma brincadeira entra em ação. Íntimo e pessoal. Quatro caixas e cada uma delas com um objeto dos participantes. Tentando mostrar um pouco das personalidades dos pretendentes desconhecidos. Numa caixa tinha uma luva de boxe, noutra uma cueca preta, a próxima um livro e na última uma cueca do Scooby Doo. Foi o momento mais bonito da TV brasileira dos últimos vinte anos. Quem nesse mundo usa uma cueca do Scooby Doo? Mas graças ao bom Deus não foi o escolhido, perdeu para a luva de boxe.



Até então, meu amigo orelhudo não tinha sido chamado. Por que será? “A azaração” continua, uns se dão bem e outros não. Moças sozinhas nas cadeiras e alguns rapazes no toco (local produzido para os rejeitados). Entrou meu amigo orelhudo, o penúltimo a ser chamado – antes da foto três (costas magrelas). Nenhuma moça queria conversar com ele, mas de repente a luz. A última da fila das cadeiras deu uma chance.

Eu vibrava em casa. Dizia a minha prima: -”Tá vendo, não é só estética! Existem pessoas que enxergam a alma, o conteúdo.” O meu amigo da foto quatro foi conversar com a não tão bela moça no sofá branco.

Em minutos, a moça pediu para voltar. Parecia que ela não havia gostado do meu amigo. Fiquei triste e desanimado. Eu gritava em pensamento: “Por que?” Assistia o orelhudo da foto quatro no toco, humilhado e cabisbaixo. Rodrigo Faro então fez a pergunta à moça. Por que? E ela com ar de deboche respondeu: “- Pô Rodrigo! Ele é o dono da cueca do Scooby Doo”.

A casa caiu! Subiu-me uma raiva, uma revolta por não ter identificado aquela orelha como uma coisa má. Tinha simpatizado com ele, fiz até torcida organizada, mas não havia percebido que se tratava de um cara de outro mundo, um alienígena que usava cueca do Scooby Doo. Dali pra frente, o quadro perdeu o sentido e parei de assistir.

O programa é uma diversão para as pessoas de casa, mas infelizmente configura uma sociedade hipócrita, despreocupada com o conteúdo e sim com as aparências. Usei o exemplo deste quadro de TV para falar do quanto às pessoas fazem o ridículo para aparecer. Elas abrem suas vidas e deixam ser levadas pelos deboches e escolhidas como produtos. Na maioria das vezes, só os bonitões e as bonitonas se dão bem.

Aqueles que estão fora do falso padrão de beleza da sociedade, não tem vez.
O meu amiguinho da foto quatro, o orelhudo, nada mais é o exemplo de milhões de brasileiros que ali assistiam ao quadro e se identificaram. É fato que a beleza exigida pelos tempos modernos , ele não possuía, mas o que torna o rapaz uma pessoa feia ou desinteressante? A orelha? A cueca do Scooby Doo? Brinquei no texto para alertar o quanto somos manipulados pela estética imposta pela mídia a zombar dessas ou aquelas pessoas que achamos ou classificamos inferiores. É justo ser peça de escolha de várias pessoas? É certo ouvir de outras pessoas que você não é interessante, ou que hoje não! Rodrigo.

Dos participantes não tenho pena e nem devemos, pois eles toparam e inscreveram para participar de tal programa por livre espontânea vontade. Caso foram ridicularizados, foram porque quizeram. O problema é o exemplo para as pessoas que assistem. Será que as festinhas de adolescentes adotarão essas formas de escolhas de casais? Será uma norma para as meninas escoherem os belos tórax e barrigas tanquinhos? Isso não parece manipulação? E aqueles que não estão nessa aparência? Como ficam? Sozinhos? Revoltados?



Diariamente casos de bulimia, anorexia de modelos, overdoses e paradas cardíacas por uso de anabolizantes acontecem; e ninguém sabe porque seu filho fez uso disso ou aquilo. Com essa maneira de fazer TV os jovens desesperam por ter esses rótulos exigidos e impostos pela mídia. Por isso a vontade de aparecer, ser conhecido e aproveitar disso para se dar bem com as meninas ou meninos acontece cada vez mais. Parece que participar de quadros como o “Vai dar namoro” será a solução dos problemas de solidão e anonimato. Nunca fui famoso e nem precisei de aparecer na TV para ser feliz ou namorar.

É a sustentação de um fetiche irreal. Nunca seremos perfeitos. A insatisfação será eterna se quizermos ser o que os outros ou a mídia exige. Não seja idiota, todos somos belos, temos os nossos encantos. Beleza não se compra. Somos o que somos. O que adianta plásticas, roupas, jóias e todos esses investimentos com algo que o tempo consumirá. Ser bonito, é ser autêntico,único e feliz com a vida. Caso pensa o contrário e segue a risca o que o mercado manda, vista sua cueca do Scooby Doo e vai para o toco.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Novos Horizontes apresenta "São Francisco de Assis"

Cia de Teatro Novos Horizontes apresenta "São Francisco de Assis"




O competente diretor da companhia, Nei Moraes, prova seu talento e sensibilidade ao fazer reeleitura do espetáculo ‘São Francisco de Assis”, na sede dos Trombeteiros. Por 29 anos ininterruptos, os “Novos Horizontes” apresenta seus trabalhos para a nossa comunidade e vizinhanças.

No início de novembro começou as apresentações do projeto 2010. São Francisco é uma peça muito especial ao diretor, e foi por um sorteio, isso mesmo, que a peça foi escolhida. O diretor colocou em pedaços de papel os nomes das peças já apresentadas por todo esse tempo pela companhia e aquela sorteada seria o trabalho de 2010.

Nei conta com um excelente elenco e sua sensibilidade é notada no palco. Os diálogos, muitos em sotaque italianos, figurinos impecáveis, belo cenário e uma sonoplastia emocionante. A história de Francisco prende a atenção da platéia pela metamorfose do personagem principal, que se depara aos problemas do mundo na adolescência. Francisco é arrogante, boêmio e debochado rapaz de família rica, que renuncia ao luxo e entrega a vida para Deus, irritando o seu pai que o expulsa de casa.



O espetáculo tem uma duração de 1h 10min. A última apresentação será no sábado, dia 27, às 20h na Sede dos Trombeteiros, centro de São João Nepomuceno- MG. A renda será revertida ao 6º Festival de Teatro (Nepopó Festivao). A atriz Cida Nascimento que faz parte do elenco será a homenageada da sexta edição deste Festival, que já teve Nei Moraes como homenageado em 2008.

Vale a pena curtir! Nota 10!

Mais informações: www.sjonline.com.br

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Radical! 3º Etapa do Campeonato de Skate em São João Nepomuceno.

A pista de skate de nossa cidade ficou lotada para curtir um esporte radical. Na tarde de sábado (20/11), São João recebeu skatistas de Juiz de Fora, Bicas, Rio Pomba e Ubá para a disputa da 3º Etapa do Campeonato regional.



O evento teve a excelente organização dos jovens Tiago Machado e Edgar Gelo (amantes e praticantes do esporte). Em conversa com nossa reportagem desabafaram da dificuldade de promover um evento deste esporte no nosso município.

“... por muitos anos as pessoas acham que skate é coisa de nóia (drogados), mas vocês são testemunhas e podem ver o nosso evento. Sem drogas, brigas e etc... aqui só tem o skate, o prazer de andar e subir nas rampas ...” – Tiago Machado ao microfone, na apresentação do evento.

A competição

Duas modalidades foram disputadas: Mirim (até 15 anos) e Open (acima de 16 anos). Na Mirim 13 skatistas e na Open foram sete. O duelo foi na pista de street, localizada na Avenida Carlos Alves, próximo ao Center Moda. Debaixo de um calor de quase 40º C, a garotada não economizou nas manobras e “arrancava” gritos da platéia pelo sucesso dos movimentos. Os jurados eram skatistas mais experientes que marcavam presença e nãofoi moleza decidir quem venceria.



Nepopó City foi muito bem representada e conseguiu os 4º e 5º lugares na Mirim com André Itaborahy (Dedé Machado) e Juninho Zagre (suicida), respectivamente. Na categoria Open os sãojoanenses conseguiram a 3º e 5º colocações com Renato e Felipe. O auge da competição ficou para as últimas voltas da final do Open. Joãozinho (JF) tirou da cartola uma manobra que fez os presentes enlouquecerem - saltou da pirâmide e escorregou no corrimão do outro lado, mantendo uma altura e velocidade altíssima - acertou o movimento na sexta tentativa (tudo ou nada). A galera invadiu a pista e abraçou aquele que sem dúvida venceu a categoria!

Resultados


Os vencedores: Grete (Mirim), Tiago Machado (organizador) e Joãozinho (Open)

* Além de troféus e brindes, o 1º e 2º colocado de cada categoria recebeu prêmio em dinheiro – 1º lugar R$ 70,00 e 2º lugar R$ 30,00.

Mirim:

1º lugar: Grete – Rio Pomba
2º lugar: Biel – Bicas
3º lugar: Dentinho – Ubá
4º lugar: Dedé Machado – SJN
5º lugar: Juninho Suicida – SJN

Open

1º lugar: Joãozinho – JF
2º lugar: Nicolas – JF
3º lugar: Renato - SJN
4º lugar: Tutuca – JF
5º lugar: Felipe – SJN

O pedido

Durante a competição, os organizadores informaram de uma provável reforma daquela pista de skate. Estavam colhendo assinaturas dos presentes para um abaixo assinado, com o objetivo de apresentar à Prefeitura Municipal.


Tiago confessou ter um projeto em mãos, no qual a pista ganharia uma rampa oval, novos obstáculos; além de manutenção e pintura. Concordo que a reforma é viável e possibilitaria um desenvolvimento ainda maior aos atletas. Visto que mesmo sem as reformas desejadas, o resultado tem sido positivo nas participações em todos os eventos de skate.

Concluindo

Foi ótimo passar à tarde de sábado ao lado dessa galera. A platéia animadíssima e ligada a cada manobra. A organização o nosso muito obrigado pela recepção, nota 10. Aos meninos participantes, show de bola! Todos são ótimos, fiquei “viajando na maionese” pela coragem e ousadia nos movimentos. Confesso que era difícil dizer quem venceria.

A única coisa que deixou com medo era a falta de proteção (joelheiras, capacetes, cotoveleiras), mas todos se esquivavam bem e deram seu show. É preciso apoiar, acreditar nesses garotos – não virar a cara e dizer que são malucos, bagunceiros e drogados. Isso não é verdade. Pais como Robson Zagre e esposa acompanhavam o filho Juninho, assim como a mãezona do Matheus, Meire, curtindo o momento pra valer.



Sabe porque devemos apoiar o esporte? Ele é vida, qualidade, alegria, inclusão e o principal: forma pessoas honestas que conhecem a vitória e a derrota e desde cedo ensina a lidar com o sucesso e o fracasso.

Galera! Que energia da juventude (U-hu!!!), e o ritmo das músicas (demais). A linguagem – que loucura, parecia q estávamos nos EUA com tantos nomes em inglês. Tiago caprichou na narração. Chamou me à atenção a amizade e união dos participantes, que mesmo adversários vibravam com o sucesso da manobra do outro, batendo o skate no chão, uma reverência dessa galera.

Tiago gritava: Vamos fazer barulho! Vamos quebrar tudo! Não era rebeldia e sim uma maneira de dizer: Platéia e atletas, quero o melhor de vocês! E ele conseguiu, com certeza. Parabéns galera do skate de São João Nepomuceno! Foi lindo!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sucesso na 4º edição do Fest D'oro

Ele está de volta. Depois de três anos, o Festival de Música da “cidade Garbosa” voltou e sua quarta edição no The Pub (antiga Cantina Pizza D’oro), sábado (dia 13/11), ficou marcada pelos talentosos músicos, as várias emoções e surpreendentes canções.

Logo no início, o organizador do evento e dono da casa Fernando Motta, fez um emocionado discurso, falando da trajetória do Fest D’oro, desde sua primeira edição (2005) e de suas dificuldades. Lembrou da importância de arrecadar fundos para a execução do Festival, por meio de projetos e parcerias privadas. Fernando deixa claro que ter o apoio do órgão público é importante, mas de maneira alguma deve ser o único.

A homenagem

Em seguida, uma merecida homenagem a Luis Quirino de Freitas, “o showman”, que por anos tem feito de nossas noites uma deliciosa seresta. Quirino é filho de nossa terra e é muito conhecido pelas performances nos boleros, forrós, samba, entre outros estilos. Emocionado, o senhor de 73 anos de idade recebeu o trófeu que o homegeava e com lágrimas nos olhos cantou “Emoções” de Roberto Carlos, acompanhado pelo excelente músico Ronaldo Magg.


Na foto, o organizador Fernando Motta e o homenageado Luis Quirino de Freitas

“...antes mesmo de muitos concorrentes da Fest D’oro nascer, Quirino já brilhava nos palcos...” – Fernando Motta. Aplaudido de pé pela platéia do Fest D’oro e pela linda homenagem, Quirino teve o reconhecimento de todos os anos dedicados à música. Era visível sua emoção até o fim do evento.

O julgamento e as canções

Com oito canções concorrendo o 4º Fest D’oro, o corpo de jurados formado por João Carlos Rabello – jurado em todas as edições e amante da música, Cleverson Cabral – músico, cantor, compositor e melhor intérprete em 2006, Márcio Sabones – jornalista, ator e cantor, João Carlos Santana – jornalista, cantor e compositor e Emerson (Transamérica) – radialista e amante da música tiveram de julgar letra, música e interpretação. A canção que atingir a maior soma é a vencedora. Além do 1º lugar, o segundo e terceiro da soma geral recebem troféu, tal como o melhor intérprete.

Os concorrentes ao cobiçado trófeu do 4º Fest D’oro foram:

- Pequeno Universo
Música, Letra e Interpretação: Edy Nascimento

- Victória
Música, Letra e Interpretação: Thiago Pável

- Café da manhã capitalista
Música, Letra e Interpretação: Badó/Lanini

- Quando eu te conheci
Música, Letra e Interpretação: Ronaldo Magg

- Mar de Sonhos
Música, Letra e Interpretação:Edy Nascimento

- Herança Lusitana
Música, Letra e Interpretação: Paulo Cri

- Xote do Desconcerto
Música e Letra: Lucas Soares e Kadú Mauad
Interpretação: Kadú Mauad

- Mundo Encantado
Música e Letra: Thiago Pável
Interpretação: Banda The Grau

- A canção Pra Você (letra e música Gabriela Corrêa e interpretação Val Dornelas) justificou sua ausência por motivos de outros compromissos de última hora.

A espera e o resultado

Enquanto todos aguardavam o resultado, o palco ficou livre para eventuais “palinhas” dos músicos ali presentes. Cleverson Cabral e Márcio Sabones formaram dupla e cantaram suas paródias no palco do Festival. Dentre as canções “Como é grande o tesourão do Anisinho” e “Antigões”. Sabones incorporou Tim Maia e fez um pequeno pout-purri do sindico.

Depois das brincadeiras, enfim o resultado. O apresentador André Manzo que por todo o instante conduziu muito bem o evento, chamou ao palco personalidades e autoridades sãojoanenses para as entregas das premiações.

O presidente da Câmara Municipal de São João Nepomuceno, Sr Sebastião Barbosa que também é músico, entregou o prêmio de melhor intérprete para Kadú Mauad na canção Xote do Desconcerto. Ele atingiu 47,6 pts dos 50 pts possíveis; três décimos a frente do segundo colocado.

A cabeleireira Márcia Reis, patrocinadora do evento, entregou nas mãos de Thiago Pável o troféu de 3º colocado pela canção Victória – atingindo 136,9 pts dos 150 pts possíveis.

O proprietário do Oppera Stúdio, Ângelo, fez a entrega do troféu para o 2º colocado. Kadú Mauad com a canção Xote do Desconcerto que somou 143,3 pts. Kadú foi vencedor das duas primeiras edições (2005 e 2006) e 2º colocado em 2007 e agora em 2010.

O grande vencedor recebeu das mãos de Fernando Motta (organizador) e Isaías Sporch de Freitas (proprietário da Rádio Difusora e Sporch Freitas Construções) o troféu do 4º Fest D’oro, que após três anos retorna a agenda cultural da cidade. Com a canção “Herança Lusitana”, o grande vencedor foi Paulo Cri com 145,0 pts. Ele é o concorrente mais experiente desta edição, que por anos tem a música presente em sua vida.


Paulo Cri, Kadú Mauad e Thiago Pável (vencedores da noite)

Em seu discurso, Paulinho exaltou o evento e revelou emocionado a felicidade de participar de um evento com tantos jovens talentosos. Embasado em suas experiências vivênciais deixou seu recado: - “Isso não pode parar! Vamos apoiar a música, a arte, a cultura!” Paulo Cri, famoso Cricri, é um dos grandes mestres da música em nossa cidade. O próprio Kadú revelou que tomou lições de violão com ele na infância, assim como Emmerson Nogueira e muitos músicos em São João.


Comentário final

O que dizer? Seria Fênix ressurgindo das cinzas?

De certo presenciamos o renascimento de um evento que nunca devia ter parado. Um festival de música. Canções próprias. Inéditas. Surpreendentes. Declarações, sentimentos e poesias cantadas por nossa gente; e tudo aqui no cantinho das Minas Gerais. Adolescentes, jovens, adultos e experientes senhoras e senhores da música. Tanto talento junto. É pra colocar inveja em muitas cidades.

Estaremos sempre navegando a favor dessa maré. Um raro prazer de emoções. Trabalhos exclusivos e especialmente preparados para nos apresentar. Isso sim vale a pena conferir e apoiar. É nossa identidade ao vivo naquele palco improvisado. Não falamos de um bate tambor eletrônico americano ou alemão. Um requebra carioca ou um “mela cueca” paulista. É o som de São João. Esse que precisa viver e ter mais espaço na cidade.

Parabéns Fernando Motta e toda sua equipe, o Festival foi maravilhoso. Aos músicos o nosso muito obrigado por caprichar em suas canções. O que fizeram foi lindo. Aos jurados, congratulações pela sensibilidade e coragem de julgar. A platéia um grande e carinhoso abraço pelo comportamento e atenção dada a cada um. Aos patrocinadores por acreditar. A Deus, por doar gotas de talento a cada participante e pela bela noite daquele sábado.

Mais informações no site www.sjonline.com.br

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Você votou?

Causa estranheza a pergunta?

Pois é! As eleições de 2010 entraram para a história como aquela que obteve o maior número de abstenções da história. Foram 29.197,152 (21,50% dos votos) abstenções no segundo turno, dia 31 de outubro. Somado ao número de votos brancos e nulos temos um número de 36.339,17 (28,2%), ou seja, um terceiro lugar de luxo, pouco menos de 7 milhões de votos de diferença à José Serra(PSDB).

Há alguns anos, ao encontrar amigos perguntávamos de seus votos e qual candidato escolhido. Domingo a pergunta é se foram votar. Muitos indicam que o feriadão do dia 2 de novembro foi o principal culpado para as ausências nas urnas. Será mesmo?

É claro que o leitor lembrará que jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos e analfabetos não são obrigados a votar. Mas em todas as eleições isso acontece e nunca foi atingido uma porcentagem tão grande na história.



Será que o povo está desanimando? Preguiça? Irresponsabilidade? Falta de opção? Não sabemos de fato, mas é o indício que a política não agrada tanto assim. Quando era criança assitia os jovens lutarem pelas diretas já, todos queriam ter o direito de votar no governante do país, e agora, quase três décadas depois, parece que o ato de ir às secções é pagar uma promessa.Um péssima sinal. Os brasileiros devem mostrar sua cidadania com o seu voto. Não pode virar a cara e ficar de costas para a política nacional, mesmo que não gostem ou estejam desanimados, o cidadão tem o poder de sua escolha.

Eu carreguei minha cruz no domingo, e você?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Brasil, Brasil, Brasil...!

ESSA CALOU OS AMERICANOS!!!
SHOW DO EX MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS.

Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.



O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de
um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,
como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia
seja nossa. Só nossa!


DIZEM QUE ESTA MATÉRIA NÃO FOI PUBLICADA, POR RAZÕES ÓBVIAS. AJUDE A
DIVULGÁ-LA, SE POSSÍVEL FAÇA TRADUÇÃO PARA OUTRAS LÍNGUAS QUE DOMINAR.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Beleza? Ter ou não ter..?

É natural dizer que fulano é bonito ou feio. Esta observação vem de muitos anos atrás. Desde que os seres humanos decidiam o que era belo ou feio.



Atualmente não fugimos a regra. Na verdade nunca se cobrou tanta beleza como agora. Somos escravos das tendências mundiais: ter uma barriga tanquinho (muita malhação), cabelos lisos (haja chapinha), um corpo forte (e bomba!!!rsrsrs), ser magro (dietas e a loucura da anorexia), nariz e cintura fina (plásticas) e por aí vai.

Existem países que o padrão de beleza e ser gordinha, ter um pescoço longo e outras estranhezas. Na idade média, por exemplo, as mulheres brancas com aparência de anêmicas eram as mais admiradas, pois indicava a nobreza das tais, pelo motivo de não tomar insolação, como as servas nas plantações.



O padrão da beleza dos cabelos sofreram mudanças com o passar dos tempos: os bonitos já foram os curtos, os longos cacheados, negros, claros, presos, soltos, lisos, coloridos, raspados e etc. Os indicadores de beleza ditam numa maneira manipuladora dos modelos a seguir. Novelas, filmes, seriados vestem os telespectadores de todo o mundo.

Qual mulher não queria os brincos da Cléo Pires ou o vestido da Claúdia Raia. Qual homem não gostaria de ter a jaqueta do Kauã Reymond ou o carro do Gianechinni. É simples assim. A TV apresenta e as lojas vendem.

Como já dizia o escritor e professor Primo Levi em seu livro “O que é o virtual?”, somos escravos da imaginação dos publicitários. Eles dizem o que é bom e bonito e a gente compra.

Comprar nunca foi problema se você tem o dinheiro para pagar as contas. Quando era criança lembro de ouvir meus avos e pais dizerem: - Pague suas contas, porque pobre só tem o nome a zelar. Ah! Tem gente que não tá nem aí pra isso. O negócio é roupa importada, perfume francês, comprar um carro em 60 vezes para no fim morrer em dívidas.

Com dívidas: o casamento acaba, o relacionamento com a família piora, perde-se a motivação no emprego e o pior, torna-se fácil ser subornado. Pois na busca da beleza, a verdadeira essência do ser humano se perde. Não tem dinheiro que pague uma vida feliz com seus familiares e amigos.




O que poucas pessoas sabem é que o importante é ser feliz, do jeito que elas são. É claro que devemos cuidar de nossa saúde, vestir bem e etc. Mas devemos ter consciência dos males que podemos causar ao exagerar nas doses de vaidade, dos anabolizantes e individualidade.

Não é um texto comunista, espero que o caro leitor entenda, às vezes compramos coisas e usamos nosso corpo para exibir aos outros, não para uso próprio. Lembre-se, somos homo sapiens, e não um pavão.

Espero que o texto sirva como um alerta.

Que todos tenham uma vida maravilhosa, repleta de saúde, paz e alegria.

A Corrida Maluca para a presidência

Ás vésperas das eleições 2010, os candidatos do 2º turno (José Serra - PSDB e Dilma Rousseff - PT) lutam pelo apoio de Marina Silva - PV.

Marina preferiu ficar de fora, como o partido, que mais parece estar de férias e fica neutro na disputa do cargo.



Você acha certo?

Marina deveria apoiar Serra ou Dilma?

Comente!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Bloco do Barril e Carnaval de São João Nepomuceno


Comentário sobre o Bloco do Barril – São João Nepomuceno MG


A primeira vez que desfilei no Barril foi em 1985, tinha apenas 7 anos. Inicialmente, sempre mascarado, pois até então não concordava com ideia de vestir de mulher (risos). Naquela época, o Barril já era um grande atrativo de nosso carnaval, não o principal, mais um dos mais importantes. Tínhamos também a presença das Escolas de Samba (elas eram a atração principal) junto a outros blocos como Girafa, São José, Centenário, Garoa, São Cristovão entre outros. Os bailes de carnaval nos Trombeteiros, Democráticos e Operário levavam os jovens e adultos para tremendas viradas de noite.

Sempre gostei de carnaval, aliás, minha família toda. Meu pai, o Sr José da Silva, mais conhecido como Zé Juquinha foi presidente da ESACA (Escola de Samba Avenida Carlos Alves) em 1987,1988 e 1989. Com tempo, criei a coragem de travesti para o bloco, (risos), isso com 15 anos de idade. E desde então nunca mais perdi essa mania. Fui eleito Rainha em 2005 e fiquei responsável pelo desfile de 2006. É um peso e tanto, como diz o meu amigo Geraldo Rabello, que também já foi Rainha (1995): "Rainha por um dia e escrava por um ano" rsrsrsrs...

Sobre o Barril:

Em conversa com amigos gosto de dividir algumas fases desse grande bloco:


1º fase: 1973 até 1984: de sua fundação até a entrada de Kassinho como Rainha.
No início, era apenas uma brincadeira de amigos, coisa de 30 pessoas e chega ao início dos anos '80 com mais de 1000 foliões. Até 1981o título era Rainha Garbosa e somente depois Rainha do Barril. Tinha uma proporção menor de pessoas e por isso uma identidade tipicamente sãojoanense. As músicas ficavam por conta de sambas enredos (RJ) e marchinhas.

2º fase: 1985 até 1991: O Barril conhece uma Rainha histórica, Kassinho. Ele inovou o Barril em vários aspectos. A obrigatoriedade das Rainhas usarem tamancos plataformas, carro alegórico para a atual Rainha e perucas diversas, cores, vestidos caricatos e etc. A brincadeira começa a tornar o grande atrativo de nosso carnaval, prendia a atenção da cidade para deslumbrar as beldades que desfilavam pelas ruas do centro da cidade. Kassinho trouxe o luxo e a criatividade, mas nada que "arrancasse" a identidade do bloco. Mais tarde, Tonho Machadinho foi a primeira Rainha a desfilar com um carro de som (espécie do que seria hoje o Trio Elétrico). Milhares de homens e mulheres usando figurinos contrários. O nosso carnaval ainda reinava a base sãojoanense, pois os turistas em sua maioria, eram de parentes que viviam em outras localidades.

3º fase: 1992 até 2000: Não podemos deixar de citar que temos o início de um novo estilo de se fazer carnaval em São João Nepomuceno. O carnaval de rua. Um dos primeiros a utilizar desse recurso no estado. O estilo baiano de comemorar a grande festa de momo, trouxe o axé como o ritmo oficial do carnaval. Um novo conceito para aquela cidade que projetava nas suas Escolas de Samba o “jeitão” Rio de Janeiro tão próximo daqui, mas que se orgulhava de tocar marchinhas e os hinos dos nossos clubes em longos bailes. Existiu, é lógico, resistência, mas nada que impedisse o novo estilo adotado, que mais tarde terminara com os bailes de clube. Começou daí uma atração turística de todas as partes do país, não necessariamente de parentes, como vinha acontecendo há anos. Nossa cidade começa a receber um número de turistas acima do esperado. O barril que já trazia um ibope positivo é abraçado por esses novos foliões de nossa cidade. Temos então, dois pontos de vista:

- Positivo: a cada ano, o bloco começa a "bater recordes" no que diz respeito ao número de foliões. Isso causa uma maior divulgação do carnaval e o comércio local tem uma grande oportunidade de faturamento. Pessoas que por ventura passam seus carnavais em cidades vizinhas a Garbosa, em especial apreciam a nossa festa na segunda-feira. Nepopó City fica super lotada por conta disso. Por esse motivo, o nome São João Nepomuceno é confundido ao carnaval.

- Negativo: Identidade sãojoanense. Cadê? Eis o problema. A ideia central do Barril é travesti de mulher. Trazer para o carnaval sua criatividade e de preferência, glamour! O nosso carnaval recebe muitos turistas, até que demais (risos). Quero deixar claro que todos são bem vindos, mas o que não pode é perder o nosso jeitinho de fazer carnaval e não admitir tantos “xixi’s” nas ruas. Por favor!

4º fase: 2001 até os dias atuais: Em cena o funk carioca. Esse ritmo envolvente que nasce nos morros do rio de Janeiro, disputa música a música o espaço sonoro de nosso carnaval com o axé. Aqueles resistentes agora pedem o axé, ao invés do funk...rsrsrs... Loucura né! Pois é carnaval! A turma do Bonde do Tigrão começou a invadir a praia dos foliões e “martela, o martelão!” Depois foi a Eguinha Pocotó,Vai Lacraia, Creu entre outros vários vencedores do Gramy Awards (prêmio máximo da música, uma espécie de Oscar)...rsrsrs... Uma nova era de sonorização começa: O som automotivo. Devido a potentes caixas de som que hoje em dia podem ser instaladas nos carros e diga-se de passagem, alguns são melhores e mais potentes que muitos trios elétricos, o bicho pega,literalmente. O Barril não diferente acompanha tudo isso e o funk também é tocado no seu trio elétrico, além dos carros que ficam estacionados na concentração distraindo muitos foliões que chegam a perder a saída do bloco. Atualmente, torna-se polêmico a permissão desse ritmo em nosso carnaval, devido a desconfiguração e problemas (brigas) em anos anteriores. Em 2010, a Câmara dos Vereadores aprovaram lei para a proibição das músicas do funk e também sons automotivos. A Prefeitura além de gastar uma boa grana de apoio à festa tem de contratar vários banheiros químicos pela demanda dos “xixi’s”.

As Rainhas atuais tem de se preocupar com Abadás, tem que ter, pois é a única maneira viável para a participação de casais e até mesmo crianças, sem correr algum risco de pisoteio e briguinhas. Eu não abomino o bloco, simplesmente faço um comparativo com tempos atrás, mas sabemos que o planeta gira e com ele todos nós, nada se perde, tudo se transforma, o Barril está em transformação, a cada ano moldando para receber mais pessoas e novidades. As ex rainhas do bloco, analisando esses termos abriram uma Associação do Bloco do Barril em 2007 e com ela, discutir prováveis mudanças.

Eu digo que o Barril engordou. Assim como eu. Fui atleta, esbelto e com o passar do tempo deixei de jogar e foi difícil segurar a “barriguinha”. O Barril engorda cada vez mais e fica difícil não receber os turistas. O que tentamos aqui em São João é conscientizar a importância de participar do "Arrasta multidões", formando grupos masculinos, femininos e mistos para o desfile, todos fantasiados, claro!

A Rainha reina, salve a Rainha.

2010 - Eleições Morninhas

Como se fosse um papo de fofoqueiras, o assunto da coluna é política. Falar de quem é melhor ou pior no cenário atual, fica difícil e estamos somente 6 dias das urnas. Por que tantos desânimos? Falta de opção? Será?



Desanimados e desinteressados, os eleitores refletem às campanhas dos candidatos à presidência da república. A primeira colocada Dilma Roussef (PT), mostra-se insegura quando o assunto é “ao vivo”, por exemplo nos debates. O tucano José Serra (PSDB), segundo lugar das pesquisas, faz campanhas apelativas, usando sensacionalismo contra a primeira colocada e cai em contradição ao falar mal de projetos que foram iniciados ou apoiados pelo partido nos últimos anos. Já a candidata Marina Silva (PV), terceira colocada na intenção de voto, faz uso de discursos repetitivos e não mostra soluções concretas para os diversos problemas encontrados no país.

“QUEM CONTA UM CONTO, GANHA UM PONTO”



No debate apresentado ontem (dia 26), Dilma não afirma ser favorita e Serra acredita que vai disputar segundo turno com a candidata do governo. Estas afirmações podem ser explicadas pelos últimos números das pesquisas a corrida da presidência.

A candidata à presidência pelo PT, Dilma Rousseff, continua na liderança pela corrida eleitoral, com 50% das intenções de voto, mas diminuiu sua diferença com relação aos demais candidatos, segundo pesquisa Ibope, divulgada nesta sexta-feira (24) no Jornal Nacional. De acordo com o levantamento, a vantagem, que era de 14 pontos percentuais, caiu para 9. A candidata petista oscilou um ponto percentual dentro da margem de erro em relação à última pesquisa Ibope, na qual tinha 51%.

O candidato tucano José Serra, adversário direto de Dilma, subiu 3 pontos percentuais e aparece com 28% da preferência do eleitorado. Em terceiro lugar, vem Marina Silva (PV) com 12%. A candidata verde oscilou um ponto dentro da margem de erro. Os outros candidatos somaram 1% dos votos. Brancos e nulos somam 5%, e 5% dos eleitores não sabem ou não quiseram responder. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos.

Num possível cenário de segundo turno entre os candidatos Dilma e Serra, a petista também venceria com 54% e Serra alcançaria 32% da preferência do eleitorado. Brancos e nulos no segundo turno somam 7% e indecisos, 7%.
A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 31689/2010. O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 23 de setembro. O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 202 municípios.

O NORDESTE FARÁ DIFERENÇA E PODE ELEGER DILMA NO 1º TURNO


A análise da divisão regional do voto nas eleições presidenciais aponta que a possibilidade de Dilma Rousseff (PT) se eleger no primeiro turno se sustenta por conta da vantagem que a candidata do presidente Lula desfruta no Nordeste.

No Sudeste e Sul, a soma das intenções de voto de José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) é igual ou superior a de Dilma. E no Centro-Oeste, a candidata do presidente Lula tem uma vantagem de 2%, índice dentro da margem de erro admitida pelos institutos.

O Nordeste é a região onde os percentuais de Dilma Rousseff indicam vitória no primeiro turno. Levando-se em conta as médias das pesquisas Datafolha e Ibope, Dilma oscilou negativamente de 65,5% para 63,5%. Serra cresceu três pontos (17% para 20%) e Marina passou de 7% para 8,5%. Hoje, a soma dos percentuais de Serra e Marina totaliza 28,5% contra 63,5% de Dilma.

AQUELE CONSELHO

Sabemos que é difícil opinar por todos os eleitores, mas desejamos que brasileiros e brasileiras tenham consciência e saibam dar o seu voto. Não por ajudinhas como sacos de cimento, porque ele ou ela são bonitinhos e etc. Pesquise os candidatos que por ventura tenham a intenção de votar.A internet está com as informações necessárias.

Boas eleições para todos...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ESCREVENDO EM VERMELHO E PRETO

Pelas portas do fundo. O Flamengo está em 15º lugar no campeonato brasileiro. Tem 27 pontos, somente 6 acima do Atlético-MG, o 17º e o primeiro clube posicionado no Z-4 (que caem para a série B).

Restando 15 rodadas para o término do Brasileirão 2010, o clube pode ficar de fora do G4 (classificação para às Libertadores), o principal torneio das Américas. É muito pouco ao comparar a campanha de 2009, quando seguiu numa arrancada histórica do 10º lugar no início do returno até o título, vencendo confrontos diretos e fazendo o artilheiro do brasileirão, o Imperador Adriano.

A história do clube se confunde com grandes times e conquistas inesquecíveis, como na era Zico, o time que vencia todos os campeonatos possíveis e até mesmo o medíocre esquadrão de 92, pentacampeão brasileiro.

Ontem, o Flamengo jogou um clássico contra um de seus maiores rivais, o Fluminense. O empate em 3x3 foi marcado por falhas das defesas das duas equipes. O atacante Deivid marcou seu primeiro tento usando a camisa do Fla, depois de 4 partidas.

“-Eu fui contratado para fazer gols e a cobrança aumentava a cada rodada. Mas eu nunca perdi a confiança e sabia que o primeiro gol era questão de tempo. Mas agora a porteira abriu. Espero balançar as redes muitas outras vezes e ajudar o Flamengo a subir cada vez mais na classificação do Brasileirão” - disse o atacante, através de sua assessoria de imprensa.

Deivid e outros atacantes da equipe estavam sendo vaiados pela torcida, que impaciente não aceitava a falta de gols dos homens da frente. Mais do que isso, a equipe não tem a mesma atitude da temporada passada..

A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, alega que a acusação do envolvimento do goleiro e capitão Bruno no desaparecimento e assassinato da jovem Eliza Samudio foi o auge da depressão rubro-negra. Patrícia relatou detalhes do encontro perturbador que teve com o goleiro no Fórum de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira. E diz que a chegada do novo treinador (Silas) tem ajudado no processo de recuperação do elenco rubro-negro.

“-Não vencemos o Fla x Flu, a vitória esteve em nossas mãos, perdemos a oportunidade de acabar de vez a crise, mas o grupo está mais unido e daqui a pouco o Flamengo voltará com força total.” - Patrícia Amorim.

A nação rubro-negra aguarda ansiosamente melhores resultados e pra começar, o Fla enfrenta o Grêmio, na quarta feira em Porto Alegre e o Palmeiras no Engenhão, sábado. Juan pode voltar ao time, após lesão, fortalecendo o lado esquerdo. A missão é difícil, não impossível, e o clube precisa das vitórias para aproximar das primeiras colocações.

MAIS GOTAS VERMELHO E PRETO

A presidente Patricia Amorim botou a boca no trombone sobre as denúncias da oposição. A mais polêmica das acusações envolve o nome de Zico. Patricia considera que seus oposicionistas utilizam a tática do terrorismo ao lançar notícias contra o dirigente, em vez de investigá-las internamente.
As acusações apontam que o filho de Zico teria envolvimento nas contratações de Borja, Val Baiano e Leandro Amaral. Patricia garantiu, em entrevista ao site UOL, que não existe conflito de interesses:
Val Baiano e Borja no ataque do Flamengo – nenhum gol marcado
“-O Zico veio com o objetivo de unir o Flamengo e existe um terrorismo dentro do clube contra ele. É lógico que o dever do Conselho Fiscal é checar as contas, mas por que não fazem isso internamente? Não se constrói um clube melhor promovendo terrorismo” - disse Patrícia.
Além de negar problemas com Leonardo Ribeiro, presidente do Conselho Fiscal, a mandatária garantiu que efetuará o pagamento de Borja em breve e alfinetou:
“-Eles receberão o dinheiro antes dele fazer um gol aqui “– disse.
Curiosamente, Borja marcou no Fla-Flu do Brasileirão Sub-23, domingo, em Xerém.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

UMA VERGONHA!

Artigo: Vereadores de Juiz de Fora voltam a receber por reuniões extraordinárias

e 14º e 15º salários.



Cofres públicos têm mais gastos após decisão do Tribunal Superior. A Câmara Municipal de Juiz de Fora têm 19 vereadores e cada um recebe o salário de R$ 9.288,00. Um bom salário não acha? Mas parece que é pouco, pois o Tribunal de Justiça de Minas julgou ser merecido os benefícios para as cadeiras legislativas de nossa cidade. Isso já acontecia até junho de 2009, quando o Procurador Geral da Justiça, Alceu José Torres Marques, entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei 11.617 que concede os benefícios e teve na ocasião o cancelamento dos mesmos.


No entanto, na última quarta-feira (dia 08), a corte superior do tribunal decidiu que a verba das reuniões extraordinárias e a ajuda de custo são constitucionais e de imediato retornarão aos pagamentos dos benefícios a cada vereador, totalizando um valor acima de R$ 74 mil sem contar a correção monetária. O gasto é inaceitável. Os vereadores já recebem uma boa quantia em dinheiro para exercer suas funções, são quase R$ 10 mil mensais. Será que isso não basta? Essa quantia poderia ajudar em projetos culturais e esportivos, por exemplo, e quem é da área sempre escuta a mesma história de falta de verba quando pede apoio aos órgãos públicos. Por que será?


Privilegiados. É isso! A palavra para explicar o que são os vereadores da Câmara Municipal de Juiz de Fora. Recebem apoio e compreensão do Tribunal de Justiça. Indignação de todos que trabalham, vivem e constroem Juiz de Fora. Uma vergonha estampada nos noticiários para que todo o mundo possa saber que ainda existem Marajás neste país. Ouvimos políticos falar de ética. Isso é ético? Um país de pessoas assalariadas e seus representantes recebendo benefícios absurdos. Qual cidadão deste país recebe 14º ou 15º salário?


O vereador deve receber pelos benefícios que traz a sua comunidade, com isso, causando maior interesse dos mesmos aos seus compromissos públicos. Mas, na dura realidade na Câmara Municipal da então “manchester mineira” é ganhar um extra, por mais que seja ordinária, mas é extraordinária. Coloca na conta. Vergonha! Vergonha! Vergonha!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SE JOGAR ÁGUA, O CRIME CRESCE COMO UMA ÁRVORE

Folha de São Paulo
01/09/2010 - 11h10
Taxa de homicídios no Brasil cresce 32% em 15 anos, diz IBGE



COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A taxa de homicídios no Brasil cresceu 32% em 15 naos, de 1992 a 2007, de acordo com a pesquisa IDS (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2007, a média foi de 25,4 mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto em 1992 o índice ficou em 19,2 mortes.
O Estado com a situação mais crítica foi Alagoas, com 59,5 homicídios para 100 mil pessoas. Espírito Santo ficou em segundo, com 53,3 homicídios por 100 mil, e Pernambuco ficou em terceiro no ranking dos Estados com mais homicídios, com 53 mortes por 100 mil habitantes.
As menores taxas estavam em Santa Catarina (10,4), Piauí (12,4) e São Paulo, que passou de 28,5, em 2004, para 15,4, em 2007. Segundo o IBGE, a taxa de homicídios subiu de 1992 a 2004 e, a partir deste ano, teve uma tendência de queda até 2007. Em relação às mortes por acidentes de transporte, o maior valor apareceu na região Centro-Oeste, que teve 44,8 mortes por 100 mil habitantes. A região Sul ficou em segundo lugar, com 43,2 mortes por 100 mil pessoas. A média brasileira para este tipo de morte foi de 20,3 por 100 mil, menos da metade das taxas no Centro-Oeste e no Sul. Os dados são de 2007.




Comentário sobre matéria da Folha de S. Paulo


O texto com data de 01/09/2010 da Folha de S.Paulo comenta alguns dos assuntos mais discutidos nos últimos anos pela mídia brasileira. Violência e acidentes de trânsito. Sabemos que são um dos maiores fatores de perdas de vidas em nosso país, depois de doenças cardíacas e cancerígenas. Logo de entrada, o texto passa a informação de que a taxa de homicídios no Brasil cresceu 32% em 15 anos. É lamentável, triste e aterrorizante. E no final, faz um comparativo dos crimes com os acidentes em morte de nossas rodovias.

Faremos uso de dois discursos neste comentário. O primeiro voltado ao texto da Folha, com os dados do IBGE, IDS e etc. Reforçando a ideia de que a violência teve um acréscimo considerável e ganhou força a cada dia. É possível enxergar o aumento de violência no Brasil, tendo como base a formação de grupos criminosos, como o Comando Vermelho (C.V.) no Rio de Janeiro, o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, entre outros. O que assistimos em programas televisivos é que cada vez mais o crime se organiza. Eles possuem armas de poderosos exércitos (Israel, EUA, Rússia), um grande volume de drogas, produtos roubados e grande número de pessoas envolvidas no grupo. Mas resume informando que de 2007 pra cá, a situação está mais favorável, com consideráveis diminuições. Será mesmo?

De outro lado, um discurso sensacionalista. Será? Jogar tantos números negativos para os leitores, seria proposital? Estamos às vésperas de mais uma eleição em nosso país, quem sabe se aterrorizar as pessoas seria uma coisa interessante? Estados foram destacados. Isso poderia ajudar? A segunda versão dos fatos é mais ácida, mas não podemos deixar de considerá-la. Devemos lembrar que o aumento populacional do país nos últimos 15 anos também aconteceu. “A grosso modo, mais pessoas para almoçar, mais água no feijão”. Pode-se aceitar o acréscimo de ocorrências devido a isso e também das facilidades encontradas para a compra de armas e drogas. E não menos, o envolvimento de alguns policiais, cúmplices dos criminosos.

É difícil assumir o lado a pensar, é necessário cuidado. Uma empresa de comunicação de massa pode mudar o rumo de um pensamento coletivo. Devemos enxergar os fatos como um todo. Existe o aumento da criminalidade, mas também um aumento de população, consumo de armas e drogas e pobreza. A resposta para esse impasse está aí!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

"COM LICENÇA, TENHO QUE DESCER"

Você mora em Juiz de Fora? Anda de ônibus? Então o edital é para você que faz o percurso de casa, trabalho, escola, faculdade (ida e volta). Complicado? Sim.Uma diminuição do número de linhas municipais faz que o tempo de espera em pontos espalhados pela cidade seja insuportável e o desconforto no interior dos veículos, devido sua lotação, pior ainda.


O juizforano paga R$ 1,80, espera cerca de 25 a 40 minutos pela sua linha. O horário fica curto e sente que pode perder a hora marcada e de brinde tem a oportunidade de esfregões, esbarrões e sei lá mais o que com pessoas estranhas. Ao leitor pode-se dizer que evite as linhas nos horários de pico (7hs às 8hs / 17hs às 19hs), pois a correria é grande para as milhares de pessoas compromissadas de Juiz de Fora. Dica: use carona entre amigos de trabalho. A fuga dos ônibus causa um grande número de automóveis nas ruas - engarrafamento.


Atualmente, os alunos da UFJF tem reclamado os atrasos das linhas, pois, isso faz com que percam boa parte da primeira aula de cada dia. Uma imensa fila é formada na faixa da direita entre os portões norte e sul do Campus universitário. Alunos, pais e amigos dirigem-se a universidade com seus carros. O trajeto fica comprometido pelo grande número de automóveis dentro do campus com quilômetros paralisados. Ao descer dos carros, usam os espaços dos pontos de ônibus. Mesmo que os carros saiam, o tempo gasto para desembarque de cada aluno faz com que a faixa da direita paralise a cada despedida.


É importante que a direção das empresas e da Secretaria de transportes da cidade tenham consciência da dimensão desse problema em Juiz de Fora. A “manchester mineira” por muitos anos chamada e aclamada desta maneira pelo seu progresso e desenvolvimento vê-se “a pé”, literalmente, correndo o risco de caminhar cada vez mais devagar e tendo de começar a “correr atrás do prejuízo”.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A platéia no Teatro Brasileiro

Hoje publicarei em meu blog uma reportagem que fiz no tema da platéia no teatro brasileiro, desde já agradeço a vários amigos do meio, que cederam depoimentos sobre o assunto, enriquecendo nosso material. Vale a pena a leitura.

Uma das mais antigas platéias da história, desde a Grécia Antiga o teatro encantou e encanta bilhares de pessoas em todo o mundo por mais de 2000 anos. Atenta para as revelações e desfechos de inúmeras histórias, a platéia de crianças, senhoras e senhores aplaudem obras milenares que até os dias atuais são representadas em diversos palcos do planeta. No entanto, nossa reportagem propõe um tema que busque um perfil para a platéia do teatro brasileiro, no que ela procura e sua participação.

Historicamente, há uma tentativa dos “fazedores” teatrais no Brasil em resgatar a platéia perdida com a elitização ocorrida depois da década de 60. O Regime Militar teve papel fundamental nesta mudança quando impediu as produções com linguagens mais populares e próximas da realidade brasileira naquele período, fazendo com que o teatro se distanciasse da população de renda mais baixa no país.

Os anos 70 e 80 talvez pela situação política e financeira, abriram espaço para as grandes e caras produções, promovendo desta forma a diminuição de público, a dificuldade ao acesso para as camadas menos privilegiadas e disseminou a idéia de que teatro era uma arte para os ricos. Foi neste período também, que tão logo percebida a falência de público nos espetáculos, começaram as campanhas das “kombis” os movimentos federativos, de grupos etc; na preocupação de novamente “a curto prazo” popularizar a arte.

Os artistas de teatro, principalmente os fazedores dedicados à arte teatral pura, no caso os mais prejudicados com a crise, viram esvaziar os seus teatros e bolsos, impedindo em muitos casos a continuidade do trabalho. A ascensão da televisão e a multiplicação deste aparelho em todos os lares também “prendeu” em suas poltronas domésticas o expectador do teatro e em seguida a evolução técnica com vídeo cassete, DVDs entre outros,fatores que levaram à decadência do público teatral, sem entrar nos detalhes da queda da qualidade dos trabalhos, que sem dinheiro, sem investimento, sem políticas públicas para a cultura e sobretudo sem motivação dos seus fazedores, também não favoreceram na questão de preservar ou aumentar a platéia.




Pontos de Vista – Progresso e as pedras no caminho



“No Brasil, infelizmente, algumas pessoas costumam dizer que cultura é privilégio de ricos; e pobre gosta de futebol e fofoca. Tolice pura! Estamos caminhando para uma platéia mais diversificada e crítica”. Observa Carla Lins – professora de Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela confirma a presença de pessoas das mais variadas classes sociais em eventos teatrais em todo o país. Afirma que estamos progredindo, “a platéia está aprendendo não só a assistir espetáculos, mas como se faz teatro”. Atualmente o artista sobe no palco com a cobrança de uma platéia mais atenta e exigente.

Promoção de festivais e popularização do teatro, como exemplo, Juiz de Fora, que por alguns anos abraça esta causa, dá possibilidade a todos os seus cidadãos assistir diversos estilos teatrais, julgamento e formatação do espetáculo (montagens de cenários, iluminação e etc) com preços acessíveis. e até mesmo gratuitamente. Isso ocasiona um maior conhecimento à platéia, deixando-a familiarizada com os atos e interpretações.

Poucas são as pessoas que possuem olhar técnico num espetáculo, no entanto, encontramos algumas “figuras carimbadas”, que possuem uma visão crítica, tais como artistas, diretores, produtores e agora algumas pessoas que pagam seus ingressos. “Não é por causa de dinheiro, o teatro esta ao alcance de todos com preços bem interessantes, o que falta é a platéia aderir às artes cênicas como um costume”.

De outro lado, nossa reportagem conversou com o ex-Secretário de Cultura e também organizador do FACE (Festival de Artes Cênicas) de Conselheiro Lafayete, o Sr Geraldo Lafayette, que acrescenta: “Atualmente no Brasil temos dois perfis de platéia. A platéia que paga pra ter uma opção de lazer e que está principalmente nas grandes cidades onde as produções são feitas através das leis de incentivo, do investimento de grandes empresas e com atores, atrizes, diretores e técnicos um tanto mais preparados para produzir o que está no gosto do público brasileiro. Teatro cheio ou tem algum ator “global”, ou cenas de sexo explicito, gente nua, ou peças onde o “besterol” corre solto, sem nenhum critério, sem nenhuma função, que não fazer rir e ocupar uma ou duas horas daqueles que pagam para assistir a sua própria ridicularização” - uma platéia menos exigente.

Um outro perfil ainda bem menor, é aquele que busca no teatro a expressão de vida ou da vida que lhe é peculiar. Nas grandes cidades poucas produções neste sentido. E estas poucas, acabam “morrendo na praia” com pouca vida útil, uma vez que atrair público que a banque é quase impossível.

Tem a platéia das chamadas “campanhas de popularização” onde fica possível avaliar o que a ela gosta de ver. Paralelo esta classe, colocamos também o público no interior, que tem perfil ligado ao público do país, porém há tempos está cerceado de bons espetáculos, uma vez que não é vantajoso pra uma companhia, viajar por cidades onde os espaços estão abandonados, sem estrutura e com muito pouca sensibilidade de apoio e participação neste tipo de atividade.

Resistem em algumas cidades, grupos que “garimpam” um público com suas produções parcas, pobres, amadoras que mesmo não tirando seus valores, colocam em risco o resgate da platéia que muitas vezes principiante, julga o teatro pela única peça (ruim) que vê. Daí não volta mais. E neste ponto julgar quem? Quem é o culpado? O melhor seria não fazer? Ou fazer melhor? E neste último caso, fazer melhor como? Com que informação? Com que recurso?

E no final desta produção, quanto tempo dura uma temporada de uma destas peças produzidas no interior, com a platéia que uma cidade de 30, 40 mil habitantes tem? Enfim, o perfil da platéia brasileira é este. Um povo que ainda não conhece o Teatro que tem ou o Teatro que pode ter.



Vá ao teatro



Como atrair a platéia? Em tempos de televisão e internet, é preciso buscar alternativas e vencer as altas tecnologias. Até então, é relevante indicar o interesse da platéia para um espetáculo que lhe traga uma troca, ou seja, conteúdo, diversão ou até mesmo os dois.

Como indicar o perfil da extensa platéia brasileira? Em contato com várias pessoas da área, notamos que é unânime indicar uma platéia com tendências televisivas. O uso de atores e atrizes famosos. Inclusive, alguns espetáculos tornaram-se televisivos, exemplo de Sai de baixo e Toma Lá, da cá da Rede Globo de Televisão. É lógico que não podemos afirmar que 100% da platéia tem esse interesse, mas uma boa parcela dela sim.

Segundo o produtor da Cia Ribalta de Atores da cidade de Juiz de Fora, Mário Galvanni, o que atrai a platéia ao teatro vai além. Um público intelectualizado, que aprecia um espetáculo de qualidade (técnica, cênica), que tenha uma sensibilidade aguçada e análise cultural e profunda, conforme a proposta do espetáculo, tem um acompanhamento ímpar (pontual, interessado, atento e crítico). Há aquela platéia, que busca a diversão, o entretenimento, o relaxamento, o que torna um trabalho bem comercial para uma Companhia ou Grupo de Teatro. Ir ao teatro, requer uma conquista, um interesse.

Trazer a platéia para o teatro é o grande objetivo de todos os produtores. Um grande grito do teatro são as peças de rua, em sua maioria apresentadas em praças das cidades. O uso de pernas de pau, palhaços e lindas histórias atraem crianças e adultos. Na cidade de Espera Feliz, interior de Minas Gerais, existe um festival de teatro de rua, que leva o nome do ator Stênio Garcia. De forma gratuita as pessoas degustam os trabalhos dos mais diversos grupos do estado.

A platéia é atraída pela propaganda. Anúncios, um excelente material, colorido, chamadas em rádios, jornais, internet e até mesmo em TV, se possível. O principal é a montagem de um excelente espetáculo, independente de seu estilo. “Nada impede que a platéia se divirta assistindo Shakespeare. Desde que a montagem tenha isso como objetivo. Quem tem que pensar é o ator, ou o fazedor de teatro. Ao pensar num texto, num espetáculo, pense antes em para quem você quer montar. Não faça teatro para você. Faça para quem vem assisti-lo” – Carla Lins (Professora Artes Cênicas UFRJ).

“Acredito que nós temos gente pra ser platéia de qualquer estilo ou categoria. Crianças por exemplo, deveriam ser platéia de infantis. E acredito nesta categoria como uma mola propulsora para se construir uma nova platéia futura. A geração que hoje representam os pais das nossas crianças, é filha de um período de estagnação do Teatro Brasileiro, principalmente nas cidades do interior. Cabe aos privilegiados atores atuais, ganhar ou criar oportunidades para que as crianças de hoje se tornem a nossa platéia de amanhã. E aí, está em nossas mãos escolher pra elas, as crianças, o estilo que apreciarão mais tarde. Se nossos infantis forem produzidos de forma irresponsável, sem compromissos pedagógicos, didáticos, sociais, literários, morais; nossas crianças serão platéias dos espetáculos vazios, descompromissados com o conteúdo e a técnica” – Geraldo Lafayette – diretor CLIC – Cênico Literário – Cons Lafaiete- MG



Enquete


Nossa reportagem foi ao centro de Juiz de Fora e perguntou a diversas pessoas sobre a popularização do teatro.
- Você acha que o teatro está popularizando?
Responderam que sim 74%
Responderam que não 26%

Expedito de Assis, 57 anos, auxiliar de saúde.
Sim. Freqüento os espaços culturais de Juiz de Fora e vejo que o público tem crescido muito.

Paulo Henrique de Oliveira, 40 anos, comerciante.
Sim. Sempre vêm bons grupos se apresentarem aqui.

Marceli Silveira, 22 anos, estudante.
Sim. O preço é bacana e sempre que posso venho com as amigas.

Claudio Eduardo da Silva. 27 anos, representante comercial.
Não. Ainda falta atingir a periferia.



A platéia – 7 minutos


Um espetáculo que pode explicar um fio da atual platéia brasileira é a comédia de Antônio Fagundes,”7 minutos”. Trata de uma comédia divertidíssima e inteligente sobre uma noite em que algumas tosses interrompem a peça Macbeth de Shakespeare. Possuído, o ator já velho de carreira, resolve fazer um acerto de contas com a platéia, o que não vai ser fácil. Elenco e espectadores partem para um insólito embate em que o que está em questão é o amor ao teatro e as diferentes formas de vivê-lo.

De repente, um Macbeth interrompido... o ator irritado “vira a mesa”, denunciando o público sem pena e nem pudor enquanto conta um pouco da história do teatro, da realidade da televisão e da tristeza que cabe nos nossos sete minutos de cada dia. Quem nunca ficou irritado com os "pequenos" barulhos e interrupções que fazem parte da platéia em um espetáculo? Celular, papel de bala, conversas, tosses, alguém chegando atrasado... uma lista interminável. E, se você se incomoda, imagine quem está no palco! Segundo o próprio autor, Antônio Fagundes, relatado no DVD do espetáculo (2002, Globo Filmes), tudo o que ocorre na peça é baseado em fatos acontecidos com ele.

O espetáculo foi interpretado recentemente pela Atuar_te – Cia Teatral da Universidade Federal de Viçosa no 5º Festival de Teatro de São João Nepomuceno e recebeu 7 prêmios, entre eles, o segundo lugar geral e melhor espetáculo pelo Júri Popular. Interessante, a platéia, alvo do espetáculo, deu ao grupo umas das principais premiações do evento. Na saída do teatro, perguntamos a platéia sobre a peça, as respostas em sua maioria indicaram tratar de um espetáculo divertido e de muita reflexão.

A Sra Dalila Freitas, 62 anos, aposentada, gostou muito do que assistiu e assumiu que já cometeu vários escorregões citados em “7 minutos”. “Foi uma prestação de contas com a platéia, o ator (Fabrício Henrique) é excelente e passou o texto de uma forma clara e sem ofensas. De certa maneira fiquei envergonhada, não estamos na sala de casa, deitados no sofá, comendo biscoitinhos e com o controle remoto na mão, é arte, é teatro. A platéia faz parte disso tudo. Aprendi que se comportarmos a altura do espetáculo teremos o melhor – disse Dalila à nossa reportagem.

Fabrício Henrique disse que depois de interpretar “7 minutos” percebeu a verdadeira função de uma platéia. Confessa nunca ter dado muita atenção a esse fato e que acreditava ter uma quarta parede entre o palco e as cadeiras do teatro. Mas confessa que o espetáculo é tudo, inclusive a platéia. “É dela que se tem o retorno, não somos TV que medimos audiência, somos teatro, sentimos emoções que vem de nosso público.

A nossa proposta é ajudar o teatro, não somente nossa apresentação. Queremos que todas as pessoas que nos assistem aprendam um pouco e usem as boas maneiras de comportamento de platéia para o resto de suas vidas". – disse Fabrício Henrique Figueiredo, ator e diretor Atuar_te – Cia Teatral (UFV).



Conversa




Conversamos com Wesley Azalim, encarregado do Pró-Música (Juiz de Fora) e discutimos alguns assuntos sobre platéia. Ele enriqueceu nossa reportagem passando sua experiência naquele espaço cultural.

Qual é o estilo teatral que tem recebido o maior público?
Wesley - Com certeza é a comédia.

Qual é o comportamento dessa platéia?
Wesley - muito bacana, é cada vez mais jovem e participa quando é proposto.

Este espaço participa da valorização do cinema?
Wesley - Sim. Sempre a partir de janeiro começa a campanha de popularização do teatro pela prefeitura e este espaço é cedido.

Que tipo de público freqüenta mais o teatro atualmente?
Wesley - Olha, depende da peça e do espaço. Aqui o povão tá freqüentando mais, pois, o preço é sete reais, bem acessível.


A platéia é quem manda


Improvisos. Nos últimos anos, o improviso tem sido um novo estilo apreciado por várias platéias no Brasil e no mundo. O público exerce interrupções e opiniões para aquilo que será apresentado, com escolhas de temas e participações nos palcos. A idéia começou em barzinhos, restaurantes e hoje ganhou palcos de todo o país. Carla Lins afirma que muito do sucesso dos improvisos devem aos avanços tecnológicos, TV’s Digitais, Internet no qual o usuário tem o domínio total das ações a serem seguidas. O fato de escolher o que se quer, remete a platéia um bem estar na escolha de temas e situações. Mas o lado negativo desse estilo é o excesso de liberdade proposta pelos artistas, fazendo com que o espetáculo perca qualidade, apresentando palavrões e babozeiras intermináveis. Enfim, uma perda irreparável de tempo e intelectualidade para a platéia.

“Desconsidero improvisos e stand’up como teatro. É preciso ter técnica avançada de improviso e muito “time”, é elogiável, mas em termo de arte, fica longe do que esperamos assistir”. – Lucas Menezes – diretor Cia Teatral Rastro dos Astros – Ubá MG.

O estilo traz muitas pessoas para as platéias, inclusive existem programas de TV em canal aberto. A Rede Bandeirantes apresenta "Tudo é improviso" com um auditório bem animado, banda musical e um programa repleto de brincadeiras. É bem aceito por parte de um público jovem, em média de 15 a 30 anos de idade. E a audiência da emissora é satisfatória no horário.

"Temos uma platéia sem definição. A cada lugar que apresentamos em Juiz de Fora e região encaramos uma platéia diferente. Ficamos ansiosos para saber o que eles realmente procuram e às vezes nem descobrimos. Gosto de fazer os espetáculos em teatros, pois em bares e restaurantes nos deparamos com pessoas embriagadas e conversando junto com a nossa apresentação". - disse Fabrício Sereno, ator e diretor do Grupo Improvício de Juiz de Fora.



Aplausos



De alguma forma o povo brasileiro convive com as dificuldades todos os dias e sendo o “Teatro - o duplo da vida”, muitas vezes as pessoas não gostam de se ver novamente e trazer pra si o reflexo de todas as suas angustias. Este fator leva a crer que a maioria do público teatral prefere assistir às comédias onde o pensamento e o raciocínio não são forçados e não sai do teatro pensando em como dar continuidade à sua vida. O que deveria acontecer. Mas, é preciso dizer que quem faz a sua platéia é o ator, o diretor, o produtor, então é possível achar na vida do brasileiro muitas coisas boas, bonitas, alegre, divertida, feliz e importante. Miremos em nossa literatura, nas nossas cidades, nas nossas histórias, na nossa música. Por que o Teatro precisa ser banalizado? Tem como fazer a platéia brasileira se encantar pelo Brasil e por si mesmo; o segredo da platéia está no “como” transpor para o palco, a cena brasileira. A platéia quer ver o seu poder de Teatralidade. Se o espetáculo for bom, teremos platéia pra ele.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

BRASIL CLASSIFICADO POR ANTECEDÊNCIA PARA A SEGUNDA FASE

A nossa seleção fez o seu papel. Dois jogos, duas vitórias. É certo que somente no segundo embate, domingo (20), contra a Costa do Marfim, deu pra curtir um pouco do nosso verdadeiro futebol. O placar de 3x1 poderia ser acrescido pelo time verde e amarelo, mas a forte marcação africana prejudicou o andamento do jogo com entradas desleais e perigosas. Tanto que o meia Elano é dúvida para os próximos confrontos, depois de ter recebido uma forte entrada do zagueiro adversário.

Diferentemente do primeiro jogo, onde a seleção canarinho conseguiu o triunfo de 2x1 contra a mediana seleção norte coreana e não conseguiu mostrar o futebol brasileiro. O time comandado pelo técnico Dunga somou três preciosos pontos que agora somam seis e deixam o Brasil na primeira colocação do Grupo G, com classificação garantida para as oitavas de finais.

A Seleção Brasileira enfrenta a portuguesa, segunda colocada do grupo com 4 pontos nesta sexta (25), às 11hs (horário de Brasília) em Durban e definirão as posições para futuros confrontos. O 1º colocado do Grupo G enfrenta o 2º colocado do Grupo H que tem Espanha, Chile, Suiça e Honduras. E o 2ºG enfrenta o 1ºH.

Mas aqui em São João Nepomuceno o pessoal tá querendo é comemorar e muito! Veja algumas fotos da festa na cidade Garbosa no site: www.sjonline.com.br

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O BRASIL PAROU

Na última terça-feira, dia 15, a Seleção Brasileira de Futebol Masculino – Adulto estreou na Copa do Mundo 2010, vencendo a fraca seleção da Coréia do Norte por 2x1. O jogo em si não foi grandes coisas, uma partida de futebol bem lenta, com pouquíssimos lances de ataques e o que todos esperavam não aconteceu, o show.

Mas minha função aqui não é comentar o jogo, deixo isso para os comentaristas dos jornais esportivos. Entretanto, narrarei o fenômeno “trinta minutos antes do jogo começar até o seu fim”. Aqui em São João Nepomuceno, local onde nasci e vivo, presenciei esses momentos de expectativa bem de perto. Às 15hs daquela tarde, a Prefeitura Municipal (local onde trabalho) dispensou os funcionários para assistir a esperada partida do jogo bretão.

Acompanhado do parceiro de trabalho Paulo César (PC), caminhamos pela Rua Pres. Getúlio Vargas destino Calçadão Cel José Dutra e observamos aquele movimento infernal. Engraçado, mas devo confessar que parecia a hora do intervalo nos colégios. Um corre corre, gritaria, carros lotados, com crianças nos bancos de trás gritando: - Brasil! Brasil! Os pais por sua vez não ficavam de fora, apertando com muita vontade os dedos nas buzinas e o principal da festa: estouros de foguetes, excelente.

O comércio começava a fechar suas portas e a correria era sensacional, parecia o trabalho das equipes de Fórmula 1 nos Box, rsrsrs... coitado daquele cliente que se atrevesse a entrar no estabelecimento àquela hora. Imagino que seria agredido ou empurrado pela vontade dos funcionários de irem embora. A gente dá risada agora, mas na hora parecia que o mundo estava anunciando seu fim (risos).

Às 15hs 30min, horário do início do jogo, nenhuma viva alma nas ruas de Nepopó City. Parecia mágica. Sumiu todo mundo. O sujeito poderia ficar sem roupas e desfilar na rua que ninguém testemunharia. Aliás, o Maradona poderia cumprir sua promessa de correr pelado ao redor do Obelisco aqui, nesse instante. (risos)

Os barzinhos estavam lotados, reinava o verde e amarelo, fanáticos torcedores brasileiros. Calma aí! Nem tanto, alguns estavam só pela farra, o embate era só um motivo para aquela cervejinha, que na verdade foi uma mega “pelada”. Disputado mesmo; os bolões: Apostas abertas, 4x0, 6x0, 5x0 Brasil, ninguém esperava que os norte-coreanos marcasse um tento sequer. Aqueles menos entendidos e pessimistas faturaram. 2x1 Brasil! O país canarinho parou para uma tremenda pelada, com um gol de um carinha de olhinhos puxados desconhecido. Que saco! O PC perdeu o bolão, apostou 2x0, tinha que ver a raiva, um gol aos 42min do segundo tempo de um tal de ... xiii, nem o nome dele eu sei (risos). Meu amigo perdeu uns R$ 50,00, seria o pagamento da conta de nossa mesa no Bar do Adílson, fiquei triste também.

Nem tudo está perdido, a Praça do Coronel ficou lotada para a comemoração dos torcedores. Muita música, gente bonita e festa. Afinal, parou um país inteiro por um mero jogo de futebol, de1º fase de uma Copa do Mundo. Assumo que fui beneficiado com isso, tive o prazer de sair mais cedo do serviço, tomar uma cerveja em plena terça-feira velha. Não vou opinar, mas você acha certo? Não seria uma carência de heroísmo nesse país? Entregamos a seleção a missão de triunfar em todas as Copas para que sejamos o grande vencedor? Pode ser! O fato é que o povo brasileiro, mesmo desconfiado da seleção do Dunga acredita, vibra, torce e quer mais. Ganhamos o primeiro jogo, 3 pontos, esse é o objetivo, mas o Brasil é show, espetáculo, diferente, pára um dia útil de trabalho para ser assistido.

E tudo isso repetirá no domingo! Te encontro na festa! Ah! Joguei no bolão: Brasil 3x1 Costa do Marfim.

Abraços

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pense comigo

Neste texto gostaria de falar sobre cultura. Afinal, o que é isso? Para muitos, algo que somente os ricos tem, para outros alguma coisa que acontece em locais fechados como Theatro Municipal, Operas e etc. Errado! Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa cultura é:

1. Acto!, arte, modo de cultivar.
2. Lavoura.
3. Conjunto das operações necessárias para que a terra produza.
4. Vegetal cultivado.
5. Meio de conservar, aumentar e utilizar certos produtos naturais.
6. Fig. Aplicação do espírito a (determinado estudo ou trabalho intelectual).
7. Instrução, saber, estudo.
8. Apuro; perfeição; cuidado.

Depois de ler todas essas conclusões, notamos que muitas pessoas estão extremamente enganadas. Tudo é cultura, desde o mais sofisticado ritmo musical (clássica, Bossa Nova) aos sons das periferias de grandes metrópoles (Rap, Funk, Samba). Temos por costume desprezar aquilo que não faz parte de nosso âmbito social e de uma forma preconceituosa declaramos ódio ou “ircs” por elas. É necessário que tenha boa vontade de ouvi-las, senti-las e entendê-las, pois existem pessoas que produzem trabalhos diversos e a diferença deve ser respeitada, afinal, você pode ser o diferente, sacou?

No início do séc. XX, o samba era música dos pobres que viviam nas regiões periféricas do Rio de Janeiro. A então capital da Republica, ostentava os ritmos franceses, ingleses e espanhóis como a musicalidade perfeita para o “sangue azul” da hi-society carioca. Mas, com o passar dos anos o samba “desceu o morro” e amoleceu as cinturas do povo carioca em geral, tornando já nas décadas seguinte o swing oficial do país e comandando nossos carnavais.

A lavoura de café foi a principal economia do Brasil no séc. XIX e primeira metade do séc. XX. Mas, a ganância e o despreparo (falta de cultura) dos barões do café, fez que o país passasse por momentos difíceis em sua economia durante o governo Vargas, tendo o mesmo subsidiar produtores com o Contrato de Taubaté. O governo passou a comprar o café que sobrava das grandes produções, evitando a “quebra dos barões”, mas esvaziando os cofres públicos com gastos exorbitantes e o pior, tendo de queimar toneladas do café, pois não havia mais espaços para armazená-los. Outro detalhe: queimar! Lembra da tal camada de ozônio? Aquecimento Global? Monóxido de Carbono? Começou cedo né, motivo: falta de cultura.

Certa vez ouvi um político local dizer que cultura é coisa de rico e pobre precisa é de arroz com feijão. O pior foi assistir a platéia aplaudir tal brutalidade das palavras dessa pessoa. Na verdade, a platéia em sua maioria formada por gente simples (não posso afirmar, mas uma massa de manobra) e o político usava palavras sofisticadas, tanto que algumas longe dos conhecimentos dos dicionários. Eu recusei continuar no local, ou melhor, pedi a palavra e fui impedido. Aquela noite foi triste, indo pra casa, pensava a cada frase do imponente político e perguntava: - Será que os líderes de governo desse país pensam assim?Não pode ser.

Todos têm direito a cultura, ou seja, tudo é cultura. Entendo que para um político de má fé a cultura representa o mal. Usando a frase de John Lennon, imagine! Imagine se todos os brasileiros tivessem informações e oportunidades suficientes para escolher o certo e o errado. Imagine se todos perguntassem: - Por que? Imagine se todos cobrassem tudo aquilo que foi prometido. Imagine se todos lembrassem em quem votou na última eleição. Imagine se todos não pensassem somente no hexa da seleção brasileira na Copa do Mundo. Imagine se todos pegassem no pé dos corruptos ao invés do técnico Dunga. Imaginou!? Pois é, você acredita que isso possa acontecer? Sim. Então, mãos a obra! Comece por hoje, não seja egoísta, passe a sua comunidade o máximo de informações, reserve um tempo para olhar a cultura, esporte, política e a família.

Cultura começa em casa. Monte um espaço agradável em sua vida, seja feliz e culpe menos os outros. Aprenda a votar, a escolher o bom, a fazer coisas úteis e identifique o certo e o errado - pensou nisso? È um bom começo...